PARANÁ
Da fundação aos dias atuais, mulheres formam pilar essencial da Orquestra Sinfônica
Publicado em
8 de março de 2024por
Itajuba TadeuSimone Savytzky repete o percurso com o violino há 39 anos: de casa para o Teatro Guaíra. Ela é uma das fundadoras da Orquestra Sinfônica do Paraná. Na placa do concerto de estreia, logo após as escadas para o imponente Guairão, também estão os nomes da pianista Analaura de Souza Pinto, da violinista Maria Cristina Canestraro e da contrabaixista Maria Helena Salomão.
Simone também foi a primeira mulher spalla da Orquestra, o “braço direito” do maestro, uma ponte entre o regente e a orquestra, responsável pela afinação. Hoje em dia, além das apresentações com grandes nomes da música clássica nacional e internacional, ela é professora de alunas de 3 a 86 anos e tem a oportunidade de incentivar uma nova geração de musicistas, também mulheres, a ter na música uma aliada para formação de elos.
Tudo começou em uma família de músicos, quando ela aprendeu a tocar piano com a avó aos 4 anos e seguiu para o violino aos 11 anos. Depois disso chegou à orquestra juvenil da Universidade Federal do Paraná (UFPR), se apresentou no Museu de Arte de São Paulo, participou de festivais internacionais e fez mestrado nos Estados Unidos. Hoje, além da rotina de ensaios e shows, conta nos dedos os dias para o próximo aniversário da Orquestra Sinfônica do Paraná, que completa 40 anos em 2025.
“Nós, artistas, sonhávamos com uma orquestra profissional no Estado e passar nesse concurso foi muito especial. Fico feliz que a orquestra está prestes a completar 40 anos. É uma satisfação muito grande ver a comunhão artística no palco a cada apresentação. Acredito que temos uma missão para passar através da música, que mexe com a emoção, a sensibilidade, e faz com que as pessoas tenham um momento marcante em suas vidas”, afirma.
Ela poderia fazer isso por mais 39 anos. O percurso inicia na infância, passa por dedicação, estudo diário, ensaios, audições, festivais, concertos e repete, repete repete. “E eu faria tudo de novo, adoro tocar, adoro a música e tocar nesse grande palco da cultura”, complementa. “Uma das coisas mais emocionantes da minha vida foi entrar pela primeira vez no palco do Teatro Guaíra, todos os músicos sendo chamados por nome, um por um, para sentar nas cadeiras. Aquilo me marcou. Marcou a nossa geração”.
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TRABALHO E EMOÇÃO – Para Analaura de Souza Pinto, trabalho, paixão e cultura se misturam no ambiente do Teatro Guaíra. As primeiras notas musicais entraram em sua na vida com um pianinho de brinquedo e, aos seis anos, como “coisa de adulto” em um conservatório. Ela e o pai estudaram juntos, com aulas teóricas e práticas, e ela fez carreira até entrar na Sinfônica.
“Nunca me separei do piano. Mesmo ficando períodos sem professor, eu pegava nos livros e me virava. Depois fiz faculdade de Música e me formei em 1980 em um dos primeiros cursos superiores da área. Então cheguei ao Guaíra. As primeiras vezes neste palco foram de felicidade e tensão. A emoção continua, mas os anos trazem segurança. É um trabalho que não gostaria de deixar nunca”, afirma.
NOVAS GERAÇÕES – Além das fundadoras, a Orquestra hoje conta também com as violinistas Consuelo Froehner, Juliane Weingartner, Martina Lohmann e Fernanda Boaventura Pereira e as contrabaixistas Denise Lessi Juvenal e Maria José Montaño. São nove mulheres entre os cerca de 70 músicos da Orquestra Sinfônica do Paraná.
Uma das mais recentes integrantes do corpo, a violoncelista venezuelana María José Bellorin, mestre pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com turnês pela Europa, se sentiu acolhida pelas fundadoras, pela cidade e pelo Guaíra. A sua experiência orquestral começou muito cedo no Sistema Nacional de Corais e Orquestras Juvenis e Infantis da Venezuela, reconhecido mundialmente como “El Sistema”.
“A profissão na música é desafiadora, especialmente para as mulheres, devido a estereótipos e desigualdades. O número de mulheres ainda é reduzido, mas a representatividade tem um poder muito grande de transformação, o que pode engajar novas meninas a apostarem nesse caminho”, destaca.
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ORQUESTRA – Fundada no ano de 1985, a Orquestra Sinfônica do Paraná é a primeira e maior orquestra pública do Estado. Com sede no Centro Cultural Teatro Guaíra, em Curitiba, tem uma intensa agenda com concertos com programas próprios ou trazendo músicos e regentes, além das apresentações juntos com os demais corpos artísticos da casa, sempre a preços acessíveis, com a missão de democratizar o acesso à cultura.
O repertório da OSP conta com cerca de 900 obras catalogadas de mais de 250 compositores, destacando os autores brasileiros Villa-Lobos e Camargo Guarnieri, e os paranaenses Henrique Morozowicz e Augusto Stresser. São mais de 500 apresentações dentro e fora do Paraná, com montagens de óperas, balés e primeiras audições mundiais.
Fonte: Governo PR
PARANÁ
Estado incentiva inscrições para 2ª Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia
Published
25 minutos agoon
3 de abril de 2025By

Estão abertas as inscrições para a 2ª edição da Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia (Obict), competição de conhecimentos específicos na área voltada para alunos desde o primeiro ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio ou Ensino Médio Técnico das redes públicas e privadas de todo o País.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de forma online pelo site www.obict.com.br/ ou pelo aplicativo Olímpico, disponível para os sistemas iOS e Android, até o dia 14 de abril, às 22h. As inscrições podem ser feitas pelos professores responsáveis das instituições de ensino, quanto de forma avulsa pelos alunos interessados.
Na primeira edição da Obict, o Paraná já demonstrou ser uma potência na competição. Além de ser o Estado com mais inscritos em todo o País (3.118 de 36.500 alunos), três estudantes do município de Borrazópolis, no Vale do Ivaí, conquistaram medalhas de ouro.
Para o secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, o Paraná tem todos os recursos para se destacar novamente na segunda edição da Olimpíada. “Vamos fazer um trabalho muito forte em conjunto com outras secretarias, principalmente a de Educação, para que nossos alunos participem ativamente da competição e que neste ano possam ter ainda mais alunos sendo premiados”.
Os medalhistas de ouro, Gabriel Telles, João Paulo Machado Filho e Kauê dos Santos, cursam o 1º ano do Ensino Médio no Colégio Estadual José de Anchieta, mas foram premiados na categoria Ensino Fundamental, pelo desempenho nas provas aplicadas em 2024, quando então estavam matriculados na Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, também em Borrazópolis.
“Os estudantes paranaenses têm se destacado em competições como a Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia, e isso é fruto de um trabalho contínuo direcionado à inovação e à inclusão de componentes curriculares como programação e robótica nas escolas paranaenses. Você que é estudante da rede estadual, inscreva-se na olimpíada, e você, professor, incentive seus estudantes a participarem. Vamos, juntos, mostrar a qualidade da educação paranaense para todo o Brasil”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.
COMO FUNCIONA – A Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia será dividida em quatro fases, sendo as duas primeiras de forma online e as duas últimas, presenciais. A primeira fase é a online e acontece entre os dias 2 e 14 de abril, com uma prova que utiliza recursos multimídia e com possibilidade de consulta. A segunda está prevista para entre os dias 21 e 27 de abril, também no formato online, mas sem possibilidade de consulta.
A terceira etapa, marcada para 30 de maio, será presencial e aplicada em diversos polos ao redor do Brasil. A quarta e última fase também acontece de forma presencial, com data e local a serem divulgados pela organização da competição.
São quatro categorias: Júnior, para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental; Sênior, para alunos do Ensino Médio e Técnico; a categoria livre, aberta para adultos e familiares acompanharem e incentivarem os jovens, e por fim a categoria para estudantes de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, novidade da segunda edição da Obict.
A inclusão da nova categoria visa estimular desde cedo o interesse de crianças pelos estudos em ciência, tecnologia e inovação, além do espírito competitivo. Todos os alunos inscritos recebem certificados de participação, e os melhores colocados recebem uma medalha exclusiva ao final da competição.
Fonte: Governo PR

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