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Corrida do Porto de Paranaguá 2024 reúne mais de 1,7 mil participantes

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A Corrida do Porto 2024 reuniu 1.757 pessoas neste domingo (09), em Paranaguá. O evento realizado pela Portos do Paraná e Governo do Estado recebeu 2 mil inscrições nesta edição, que ocorre em celebração ao aniversário de 89 anos do Porto de Paranaguá. A corrida é a única no mundo a ser realizada dentro de um cais.

“Abrimos as inscrições do primeiro lote e 40 dias antes do dia da prova todas estavam encerradas. Com o lote extra foi a mesma coisa, rapidamente se esgotaram mais 500 vagas. Tem sido muito bacana esse retorno da sociedade. O Porto está aqui para prover não só infraestrutura, mas também um momento de concentração, de alegria, e principalmente um momento em família”, destacou o diretor-presidente Luiz Fernando Garcia.

No primeiro lote, foram 1.500 inscrições, revertidas em 20 toneladas de alimentos a serem doados para comunidades vulneráveis do Litoral do Paraná. Já o lote extra, com 500 vagas, arrecadou R$ 75 mil que estão sendo revertidos em ações de apoio às vítimas das enchentes do Rio Grande do Sul.

“Essa interação entre o porto, a cidade e toda a comunidade portuária, e a mobilização para promover a Corrida é uma ação fantástica, inédita. E eu diria que esse evento tem um simbolismo muito grande, em especial por toda essa conexão que a gente traz. Quando você vê o nível de relacionamento, o volume de gente que tem aqui participando é algo muito legal”, comentou o secretário Nacional de Portos, Alex Sandro Ávila.

TRAJETO – Neste ano, novas áreas foram incluídas no trajeto ao longo do Porto de Paranaguá e os esportistas puderam participar de três modalidades: caminhada, corrida de 5 ou 10 km. Para a segurança dos participantes, as atividades portuárias foram suspensas por seis horas ao longo do trajeto. A segunda edição também contou com a participação de atletas da ONG Pernas Solidárias, que visa a inclusão de pessoas com deficiência em corridas de rua.

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“Ao longo de todo o ano, nós giramos a economia do estado, uma movimentação recorde e, nesse dia, temos a oportunidade de compartilhar uma beleza que é essa baía de Paranaguá com essa magnitude que é a estrutura do porto”, afirmou o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex.

As empresas patrocinadoras desta edição foram Cattalini, Engine e Rumo. As empresas apoiadoras foram Anhanguera, Bavaresco, Bula Verdde, Campo Largo, Hospital de Paranaguá, Lanac, Organização Global Vita Sports, Pinati, Redbull, Unimed Paranaguá, Vitao e Volkswagen Barigui.

RECONHECIMENTO – Desde 12 de dezembro de 2023, a Corrida do Porto faz parte do calendário de eventos de Paranaguá. A Lei nº 4.375 foi sancionada pela Câmara do município. O evento também foi reconhecido e premiado internacionalmente na Exposição e Convenção Anual da Associação Americana de Autoridades Portuárias (AAPA), nos Estados Unidos, em 2023. A empresa pública venceu na categoria “Eventos Especiais” pela promoção da Corrida do Porto e a ligação com a comunidade.

VENCEDORES – O porteiro Davi Altino comemorou a segunda vitória seguida na Corrida do Porto. Vencedor nos 10 km, na primeira edição ele venceu na categoria 5 km. “Eu quero agradecer a Deus, às pessoas que me apoiam e à organização por essa grande prova. Mais uma vez estou feliz em poder participar. Valeu demais”, destacou.

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Na categoria feminina de 10 km, a vitoriosa foi a farmacêutica e digital influencer Thalya Hillebrant. “O clima estava super bom, a paisagem linda, a ‘vibe’ das pessoas, incrível. E eu acabei fazendo o meu melhor tempo nos 10 km. Com certeza essa prova vai ficar pra história. Foi uma das melhores provas da minha vida”, destacou.

“Eu estou muito feliz, é uma emoção. A gente demonstra para as pessoas, para as mulheres, principalmente, que tudo é possível. É a primeira vez que eu corro aqui dentro do porto e foi uma sensação única, que eu vou guardar na memória”, disse Kellen Miguel, vitoriosa na categoria 5 km.

“Eu gostei bastante da prova. O percurso bem plano, é bom para fazer um tempo bacana. E hoje essa vitória eu dedico ao meu pai. Hoje é aniversário dele, ele faz 75 anos, e hoje eu corri por ele. Desde pequeno ele me incentiva, e hoje faz 26 anos de esporte que eu estou aí nessa vida corrida”, declarou o treinador, Cristiano Ribeiro, vitorioso na categoria 5 km.

“Foi muito bom, você vai apreciando a paisagem, foi muito legal a corrida. Agora vai ficar na memória para sempre. Teve uma hora que o trem apitou na largada e, nossa, arrepiou. É muito legal, muito legal”, empolgou-se Dalva Aparecida Salles, 69 anos, vencedora na categoria 5km faixa etária 65.

Confira as listas com os primeiros colocados.

Fonte: Governo PR

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PARANÁ

Estado licenciou 102 projetos de hidrelétricas desde 2021; Paraná tem 2ª maior potência do Brasil

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Com a entrada em funcionamento da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Lúcia Cherobim, na quinta-feira (03), no Rio Iguaçu, região entre Porto Amazonas e Lapa, nas proximidades de Curitiba, o Paraná avança como um dos principais polos do País na produção deste tipo de energia limpa. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Estado abriga atualmente 126 complexos deste tipo em operação, com potência outorgada total de 15.668 Megawatts (MW), atrás apenas para o Pará, com 22.393 MW.

Cerca de 80% dessas usinas foram viabilizadas a partir de 2021, com o lançamento do projeto Paraná Energia Sustentável, ação determinada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior que estabeleceu uma nova dinâmica para a emissão de licenciamento ambiental, reduzindo o tempo de espera pela permissão.

Desde então, o Instituto Água e Terra (IAT), órgão licenciador, emitiu 102 licenças ambientais, entre Prévias, de Instalação, de Operação e modalidades de licenciamento simplificadas, para o estabelecimento hidroelétricas. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

Esses empreendimentos estão em diferentes fases de implantação, sendo que os 42 já entraram em funcionamento e produzem, juntos, 312 MW de energia para o sistema elétrico brasileiro, o suficiente para abastecer cerca de 124 mil residências. Além disso, durante o período foram emitidas 18 renovações para hidrelétricas já existentes. São complexos importantes, responsáveis por grande parte da energia elétrica gerada no Estado.

“A PCH Lúcia Cherobim é um ótimo modelo da política sustentável em vigor no Paraná. Não interfere no fluxo do rio e não faz mal ao Salto do Caiacanga, que é uma beleza da Lapa e de Porto Amazonas. Ela canaliza a água, sem alterar a vazão e sem grande reservação, para gerar energia elétrica. É um exemplo de inteligência ambiental, de avanço energético e de sustentabilidade”, afirmou o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca.

“Criamos todos os caminhos para que o empreendedor pudesse ter segurança para receber a licença num prazo mais rápido, desde que cumprisse os requisitos técnicos-ambientais necessários, com segurança ambiental e jurídica”, acrescentou o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.

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Diretor de Licenciamento e Outorga do Instituto, José Volnei Bisognin ressaltou que essa energia produzida não beneficia apenas o Paraná, mas que também é fornecida e disponibilizada para outras regiões do País por meio do Sistema Interligado Nacional (SIN).

“Por causa da geografia do Estado e da grande quantidade de bacias e sub-bacias hidrográficas, o Paraná possui um grande potencial hidrelétrico. O processo de licenciamento para a construção de hidrelétricas é bastante complexo, por envolver florestas, água, fauna e a população. Buscamos, no IAT, mitigar ao máximo qualquer tipo de complicação ou prejuízo ao meio ambiente”, disse.

HIDRELÉTRICAS – Em relação à classificação das novas usinas, 51 licenças são para Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), que possuem uma potência entre 0,5 e 5 MW; 28 licenças são para Pequenas Centrais Geradoras Hidrelétricas (PCHs), com potência entre 5 e 30 MW; e três licenças são de Usinas Hidrelétricas (UHE), com potências acima de 30 MW.

Fecham a lista de licenças 11 para Microcentrais Hidrelétricas (MCHs), com produção de até 0,075 MW e 9 licenças para Minigeradoras Hidrelétricas (MGHs), com potência entre 0,075 e 0,5 MW, ambos tipos de complexos de menor porte que produzem energia para venda no mercado privado.

Pinhão, no Centro-Sul do Estado, foi o município paranaense que mais recebeu licenças no período, com nove emissões. Em seguida, com oito documentos, figura Guarapuava, na região Central, além de quatro municípios com seis emissões cada: Clevelândia e Mangueirinha, no Sudoeste; Pitanga e Turvo, ambos na área central do Paraná.

Já em relação aos corpos hídricos, o destaque vai para o Rio Chopim, com 11 licenças, seguido pelos Rios Cavernoso e Marrecas, com cinco cada um, e o Jordão, com quatro documentos. “A construção dessas usinas traz um impacto extremamente positivo para a cobertura vegetal da região, já que uma das obrigações do procedimento licenciatório é a reposição em média de quatro vezes da área de vegetação nativa suprimida durante a construção. Além disso, há a geração de empregos para mão de obra local, aumento na arrecadação de impostos dos municípios afetados e benefícios para a ictiofauna, estabilizando o habitat dos rios”, destacou José Bisognin.

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LEILÕES – A geração de energia hidrelétrica em todo o País é delimitada por regras do governo federal, seguindo critérios específicos para atender às necessidades da população. Por meio de leilões de compra de energia elétrica realizados de forma periódica, a União estabelece demandas energéticas que devem ser cumpridas em cada trecho de rio em um determinado período, que depois são atendidas pelas empresas concessionárias vencedoras dos certames por meio da construção de novos empreendimentos ou pela ampliação de estruturas existentes.

“Nesse sistema, os governos estaduais são responsáveis por acompanhar a execução desses empreendimentos por meio do processo de licenciamento, garantindo que tudo seja feito de forma legal. E nesse quesito o Estado do Paraná se destaca, cumprindo sempre as metas estabelecidas de geração e transmissão de energia por parte do governo federal”, afirmou o chefe da Divisão de Licenciamento Estratégico do órgão ambiental, Jean Carlos Helferich.

PRÓXIMO – O próximo leilão já tem data marcada: o Energia Nova A-5 ocorre no dia 22 de agosto de 2025 e prevê a construção de novas PCHs, CGHs e UHEs até o dia 1º de janeiro de 2030, para o fornecimento de energia para os próximos 20 anos.

Nesta edição, o número de empreendimentos cadastrados foi o maior da história dessa modalidade de leilão, com 241 projetos, atendendo a uma potência total de 2.999 MW. No Paraná, estão cadastrados 27 projetos de PCHs, com potência outorgada total de 268 MW, e 3 CGHs, com potência outorgada total de 4 MW. Para a participação, as empresas têm até o dia 3 de junho para apresentar as licenças ambientais requisitadas.

Fonte: Governo PR

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