NOVA AURORA

PARANÁ

Corredor Leste de Paranaguá registra maior movimentação do primeiro semestre em 50 anos

Publicado em

As exportações pelo Corredor Leste do Porto de Paranaguá (Corex) somaram 11.100.407 toneladas de janeiro a junho de 2023. A alta é de 17,8% na comparação com os seis primeiros meses de 2022, quando 9.420.561 toneladas foram movimentadas. O volume é o maior movimentado em um único semestre em 50 anos, desde a inauguração em 1973.

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, destaca a produtividade no embarque de grãos em um único semestre. “Houve aumento significativo no embarque de todos os produtos do Corex. O grão de soja, especialmente, registrou alta de 22,4% no semestre (de 5.327.831 para 6.526.220 toneladas) e impulsionou os números gerais”, afirma.

De todo o volume embarcado pelo Corex no primeiro semestre deste ano, soja em grão reuniu o equivalente a 58,7% do total. Na sequência, aparece farelo de soja com participação de 23,6% (2.629.108 toneladas), seguido pelo milho, com 17,2% (1.914.439 toneladas), e o trigo, com 0,2% (30.640 toneladas).

Somente em junho foram movimentadas 2.085.879 toneladas de grãos. No comparativo ano contra ano, o volume é 20,7% maior que as 1.727.400 toneladas embarcadas sentido exportação no mesmo mês em 2022.

O tempo médio de atracação nos três berços do corredor reduziu de 2,84 dias em junho do ano passado para 2,35 dias no mesmo período deste ano. Já a produtividade média de embarque subiu de 817,14 toneladas/hora para 1.088,67 toneladas/hora no mesmo período.

Leia Também:  Clientes da Sanepar recebem carta em braile no Dia da Pessoa com Deficiência Visual

BERÇOS COM RECORDE  Os embarques do Corredor Leste de Exportação do Porto de Paranaguá são realizados por três berços exclusivos: 212, 213 e 214. Foram 177 navios carregados no primeiro semestre de 2023, ante 163 de janeiro a junho do ano anterior.

O berço que mais produziu no embarque foi o 213, com 4.680.465 toneladas de carga, em 74 navios. No complexo, operam interligados por correias transportadoras os silos públicos (vertical e horizontais), operados pelos integrantes da Associação dos Operadores Portuários do Corredor de Exportação (AOCEP); AGTL; Cargill; Cimbessul; Centrosul; Coamo; Coamo II; Cotriguaçu; Interalli; Louis Dreyfus; e Rocha.

Os volumes mais expressivos de movimentação ocorreram no segundo trimestre de 2023. Em janeiro, foram 1.240.560 toneladas; em fevereiro, 1.530.130 toneladas; em março, 1.913.484 toneladas; em abril, 1.762.599 toneladas; em maio, 2.567.755 toneladas; e em junho, 2.085.879 toneladas.

O segundo semestre também teve um novo recorde no berço 213 do Corex. A marca foi superada em um carregamento realizado do dia 15 para 16 de julho, quando foram embarcadas 62.000 toneladas de soja no navio Yiannis B no período de 24 horas, operado pelo Rocha. O recorde anterior em 24 horas era de 57.193 toneladas, em 2019.

Leia Também:  Palestra conscientiza servidores da Polícia Penal sobre identificação da tuberculose

MOVIMENTAÇÃO GERAL COM RECORDE  O desempenho das exportações pelo Corredor Leste se soma a outro marco deste ano. No primeiro semestre, os embarques e desembarques feitos pelos dois terminais, Paranaguá e Antonina chegaram a 30.898.006 toneladas, um aumento de 6% em relação ao mesmo período de 2022 (com 29.013.459 toneladas).

Especificamente em junho, entre importações e exportações, 5.677.557 toneladas de cargas passaram pelos terminais de Paranaguá e Antonina nos 30 dias. Comparado a junho do ano passado, que registrou 3.181.077 toneladas, o aumento foi de 12%.

O desempenho nos seis primeiros meses ajudou o Paraná a alcançar o recorde de exportações num primeiro semestre e reforça a expectativa positiva para o segundo semestre, conforme avaliam dirigentes da empresa pública Portos do Paraná. Junho registrou a quarta alta mensal consecutiva – março, abril e maio também tiveram elevação nos volumes.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

PARANÁ

Decreto isenta de ICMS biogás, biometano e combustível sustentável de avião no Paraná

Published

on

By

O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta segunda-feira (05) o Decreto nº 9.817 que concede isenção sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em operações para aquisições de bens destinados à fabricação de combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês), biometano, biogás, metanol e CO2. 

Além disso, o decreto também concede a isenção do ICMS na aquisição de máquinas, equipamentos, aparelhos e componentes para geração de energia a partir do biogás, como bombas de ar ou de vácuo, compressores de ar ou de outros gases e ventiladores; coifas aspirantes, contadores de gases. As duas medidas buscam tornar o Paraná mais competitivo na atração de negócios em energia renovável, alavancando o desenvolvimento estadual.

O decreto internaliza os convênios 161/2024 e 151/2021, aprovados pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) durante o Encontro Nacional dos Secretários da Fazenda em dezembro. Com a regulamentação, as isenções já estão em vigor. 

Leia Também:  Exportações paranaenses crescem 9% no primeiro bimestre de 2023

De acordo com o secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, a ideia é justamente estimular investimentos em combustíveis sustentáveis no Paraná, colocando o Estado em posição de destaque no cenário nacional. “Queremos consolidar o Paraná como uma referência e um polo na produção de novas energia e incentivos fiscais, como a isenção do ICMS, são formas de pavimentar esse caminho, estimulando investimentos no setor”, explica.

Um dos objetivos da iniciativa, aponta Ortigara, está em tornar o biometano economicamente viável. “O Paraná já é o maior produtor de proteína animal do Brasil, então queremos aproveitar o potencial que já existe aqui para fomentar a cadeira de biogás e biometano. Temos potencial para sermos uma Arábia Saudita do combustível renovável”, diz. “É usar dejetos de animais para gerar energia e, com as novas isenções, facilitamos o caminho para tornar o Estado ainda mais sustentável”.

SUSTENTABILIDADE – Os esforços do Paraná em se tornar referência na produção de combustíveis sustentáveis a partir do reaproveitamento do potencial agrícola não se limita apenas à isenção do ICMS. Embora a medida assinada pelo governador estimule ainda mais o setor, o Estado já aposta na geração de energia renovável também por meio de outros programas, como o Paraná Energia Rural Renovável (RenovaPR).

Leia Também:  Estado vai lançar programa voltado a mulheres que trabalham com reciclagem

Executado pelo IDR-Paraná, ele incentiva os produtores rurais a produzir sua própria energia ou combustível. O Estado também subsidia os juros dos empréstimos usados pelos produtores para a implantação de projetos de energia renovável, por meio do Banco do Agricultor Paranaense.

Segundo levantamento do Centro Internacional de Energias Renováveis (Cibiogás), o Paraná lidera com folga o número de plantas de biogás na região Sul, com 426 unidades instaladas, 348 delas da agropecuária. Em Santa Catarina são 126 plantas e no Rio Grande do Sul 84. O Paraná foi responsável com 53% do volume de geração de biogás na região no ano passado, com 461 milhões de metros cúbicos normais. .

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

PARANÁ

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA