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Controle fiscal e resiliência do Paraná são destaque em palestra de Marcos Lisboa

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Inovação e resiliência para lidar com a volatilidade da economia brasileira são chave para o crescimento de estados e empresas, conforme destacou o professor e economista Marcos Lisboa em sua apresentação no 2° Fórum de Conjuntura Macrofiscal, realizado nesta quinta-feira (30) pela Secretaria de Estado da Fazenda. E, nesse ponto, o Paraná é destaque.

O ex-presidente do Instituto de Ensino e Pesquisa Insper e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda apontou os desafios e oportunidades diante dos cenários econômicos e fiscal do País, dando destaque sobretudo às formas com que estados como o Paraná souberam lidar com a realidade volátil ao longo das últimas décadas.

“Os estados do Sul investiram pesado em inovação, com polos de desenvolvimento muito bem-sucedidos e que ajudam a dar mais estabilidade nos momentos em que o Brasil não está tão bom”, explica Lisboa. “Acima de tudo, é preciso de uma boa gestão e investimentos para lidar com essa gangorra. É saber copiar os bons exemplos de políticas públicas e corrigir os fracassos”.

Para o especialista, é preciso reconhecer que o País vive essa constante repetição de bonanças e crises e que, por isso mesmo, tanto o setor privado quanto o público devem se adequar para prosperar. Assim, a combinação de resiliência e inovação se torna um caminho bastante poderoso para romper com esse ciclo.

O secretário da Fazenda do Paraná, Norberto Ortigara, reforça essa necessidade de estar sempre preparado e cita a própria Reforma Tributária como um exemplo de momento-chave para o Estado consolidar sua estabilidade.

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“Esse é um momento muito importante e delicado para o Brasil, mas temos que compreender e aproveitar todas as oportunidades que se desenham diante de nós”, diz. “É sobre proteger nossos interesses para o futuro”.

PARANÁ RESILIENTE – Esse bom momento paranaense aparece em números. O Produto Interno Bruto (PIB) do Estado cresceu 8,9% entre 2019 e 2023, segundo dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — índice superior aos 7,8% registrados pelo Brasil no mesmo período.

Para o diretor-geral da Sefa, Luiz Paulo Budal, essa evolução é ainda mais perceptível na prática, no dia a dia do paranaense. “Há cerca de uma década, tínhamos um Estado quebrado em que o policial tinha que empurrar a viatura para atender uma ocorrência”, relembra. “Hoje, a situação é diametralmente oposta, com o Paraná sendo destaque nacional, graças ao seu sucesso”.

Para isso, porém, foi preciso fazer alguns ajustes para colocar a economia no rumo certo. Budal relembra o Decreto Nº 5.919 que estabelece um limite para o acréscimo anual para os “gastos do dia a dia” do serviço público — um exemplo prático de boa medida que, como aponta Marcos Lisboa, ajuda a tornar o Estado mais eficiente.

NOVOS DESAFIOS – E, como a volatilidade é justamente uma característica cíclica da economia brasileira, alguns novos desafios já se apresentam no horizonte. O assessor econômico da Secretaria da Fazenda, Juliano Farias, aponta alguns pontos de foco para o Paraná em 2025 tanto no cenário nacional quanto internacional.

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Segundo ele, o ano já começa marcado pelas incertezas em torno do comércio global, sobretudo por causa das dúvidas que pairam sobre as políticas econômicas dos Estados Unidos. E, por essa razão, a estabilidade construída pelo Paraná nos últimos anos vai ser fundamental.

“Esse capital que o Governo do Estado tem desempenhado vai aumentar ainda mais a resiliência do Paraná para enfrentar os desafios emergentes”, afirma. “Por isso mesmo, projetamos que o Estado deve performar melhor que o Brasil mais uma vez, mesmo que estejamos atentos a eventos alheios extraordinários”.

EVENTO – O 2° Fórum de Conjuntura Macrofiscal do Paraná foi organizado pela Sefa em parceria com a Escola Fazendária do Paraná (EFAZ), a Diretoria do Tesouro Estadual (DTE) e a Assessoria Técnica Econômica. A iniciativa faz parte de uma série de palestras trimestrais que a pasta organiza para aprofundar os debates sobre gestão fiscal e financeira entre agentes estratégicos do Governo do Estado.

PRESENÇAS – Participaram também do evento o diretor-geral da Casa Civil, Maiquel Zimann, e diretores das pastas da Sefa, além de representantes de diversos órgãos e federações do Estado.

Fonte: Governo PR

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Ajuda ao bisavô: aluna de escola estadual é premiada na maior feira de ciências do Brasil

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O ano era 2020 e a estudante Fernanda Jank, à época com 10 anos, começou um projeto escolar para ajudar o bisavô, produtor de bananas em Laranjeiras do Sul, no Centro-Oeste do Estado. Cinco anos depois, completados dia 28 de março de 2025, a inovação criada pela estudante foi premiada na maior feira de ciências do Brasil, em São Paulo – a Febrace 2025

No laboratório do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, no Oeste, Fernanda identificou extratos vegetais capazes de controlar pragas que causam danos aos bananais. Além de mais eficientes e acessíveis, os produtos biológicos se mostraram menos agressivos ao meio ambiente e à saúde humana em relação a agroquímicos tradicionais.

Destacada em feiras locais e regionais, a pesquisa da estudante chegou à 23ª edição da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), considerada o principal evento da área no Brasil. O projeto conquistou o segundo lugar na categoria Ciências Biológicas e ainda faturou o Prêmio Inovação ASV, promovido por uma empresa privada. 

“Fiquei realmente muito feliz, porque eram 53 trabalhos concorrendo só na minha categoria. Normalmente são 15 ou 20, então eu não esperava ganhar. É muito gratificante saber que todos esses resultados que tivemos realmente estão dando frutos”, celebrou a jovem, hoje com 15 anos.

Além de certificados, troféus e kits de produtos, Fernanda recebeu uma credencial para participar da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), a ser realizada em outubro, no Rio Grande do Sul. A feira, que reúne projetos de diferentes países, é um dos principais eventos científicos do mundo.

INSPIRAÇÃO FAMILIAR – Em 2020, Fernanda ingressou na rede estadual de educação por meio do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, onde estuda até hoje. No mesmo ano, a jovem entrou para o Clube de Ciências da escola, que deu base à ideia para uma pesquisa científica sobre um problema familiar: como ajudar o bisavô, Atilho Gonçalves, a cuidar da plantação de bananas de forma mais eficaz, barata e sustentável?

“Meu bisavô é um pequeno produtor de bananas e acaba não tendo condições de pagar por agroquímicos que controlam as doenças que atacam a cultura. Eu decidi desenvolver alguma alternativa que fosse acessível para ele, sem prejudicar a saúde e o meio ambiente”, relatou Fernanda. Aos 92 anos, o agricultor mantém uma produção de bananas em Laranjeiras do Sul, de onde tira o sustento diário.

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O que parecia um grande desafio para uma estudante do Ensino Fundamental se tornou um projeto de pesquisa robusto, que já dura meia década. Orientada pelos agentes educacionais Dionéia Schauren e Leandro Miglioretto, que coordenam o Clube de Ciências da escola, a jovem identificou produtos vegetais capazes de impedir a podridão da banana, comumente causada pelo fungo Colletotrichum musae. Foram usados extratos de espécies vegetais como guaco, flamboyant e alfavaca.

Na última fase do projeto, que rendeu a premiação na Febrace, Fernanda testou a aplicação dos extratos diretamente na fruta, e os resultados foram animadores. “Os extratos vegetais acabaram sendo ainda mais eficazes que os próprios agroquímicos para controlar a podridão da banana. E também não prejudicam a água, o solo e a saúde humana”, comentou a estudante. Os próximos passos incluem aprimorar os extratos vegetais e testá-los em plantações reais, como a do bisavô de Fernanda.

Para a estudante, além do auxílio à família e do reconhecimento nacional em feiras científicas, o projeto significa um direcionamento para a futura carreira profissional. Ciências biológicas, pesquisa e tecnologia devem acompanhar a trajetória da jovem até o mercado de trabalho. “Futuramente, pretendo estudar Biologia ou Medicina Veterinária. São duas áreas que eu amo e em que realmente acho que me encaixo muito bem”, revelou.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA – Além da inovação proposta por Fernanda, um projeto desenvolvido pelas estudantes Beatriz dos Santos e Fernanda Lucas representou o Colégio Estadual Jardim Porto Alegre na feira. Também sob orientação de Schauren e Miglioretto, as jovens pesquisaram o uso de extratos vegetais como aceleradores de germinação e enraizamento para orquídeas no cultivo in vitro.

Conforme a diretora, Iara Elisa Schneider, a participação dupla na maior feira de ciências do país reflete o incentivo à iniciação científica no colégio. “Isso é fruto da abertura dada pela direção para a formação científica do aluno, do incentivo aos professores para aliarem teoria com prática, da disponibilização de recursos para os nossos laboratórios e do entendimento de que o conhecimento ultrapassa os muros da escola”, observou.

“O diferencial da escola pública é que somos pessoas muito determinadas. E o colégio sempre nos ajudou e nos apoiou bastante para a participação nas feiras”, completou Fernanda. O colégio atende cerca de 570 estudantes em período integral. Na instituição, são ofertadas turmas dos anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Médio Técnico.

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CLUBES DE CIÊNCIA – Ao todo, a rede estadual de educação do Paraná somou sete projetos classificados à final da Febrace. Considerando também institutos federais, colégios da Polícia Militar e redes privadas, o Estado teve 19 iniciativas entre os 300 finalistas.

Os projetos classificados à final foram selecionados pelo Comitê de Pré-Avaliação e de Seleção da Febrace ou receberam credenciais por meio de outros eventos científicos. Ao todo, a feira recebeu mais de 2,7 mil inscrições de todo o país, enviadas por alunos do 8º e do 9º anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de escolas públicas e privadas.

As iniciativas finalistas foram expostas ao público na última semana, no câmpus da Universidade de São Paulo (USP). O Paraná teve concorrentes nas categorias de Ciências Biológicas, Ciências Exatas, Ciências Humanas e Engenharias. As iniciativas abordaram temas variados como farmacologia, microbiologia, botânica, física, geografia e engenharia aeroespacial.

Conforme o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o incentivo ao ensino de robótica, programação e iniciação científica nas escolas da rede estadual de ensino explica o protagonismo dos estudantes paranaenses em eventos como a Febrace. 

“Ver estudantes engajados em pesquisa e iniciação científica desde cedo, com iniciativas inovadoras em áreas do conhecimento tão diversas, é motivo de orgulho para todos que trabalhamos com a educação do Paraná. Isso mostra que os investimentos em inovação e tecnologia na rede estadual têm surtido efeito para a formação de jovens protagonistas, conscientes e criativos”, destacou.

Desde o ano passado, o Governo do Estado mantém a Rede de Clubes de Ciências, que reúne cerca de 6 mil estudantes de escolas estaduais em, ao menos, 200 unidades. Nestes espaços, os alunos têm contato direto com o conhecimento científico e tecnológico e consolidam conceitos abordados em sala de aula. Além disso, cerca de 15 mil estudantes com altas habilidades ou superdotação são atendidos em mais de 300 salas de recursos multifuncionais nas escolas estaduais.

Fonte: Governo PR

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