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Continuação da revitalização da PRC-280 leva desenvolvimento às cidades do Sudoeste

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O segundo lote da restauração da PRC-280 vai receber um investimento adicional de R$ 187 milhões. Trata-se do principal corredor logístico entre a região Sudoeste e o Litoral do Paraná, feito com a técnica whitetopping, na qual o pavimento asfáltico existente é adaptado para servir como base para um novo pavimento rígido de concreto, muito mais resistente ao tráfego de veículos pesados que circula no trecho, além de ter maior vida útil.

O anúncio da nova etapa foi feito pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta terça-feira (07), dentro de um pacote bilionário de investimentos em infraestrutura para todo o Paraná. A segunda etapa liberada agora prevê a revitalização de um trecho de aproximadamente 40 quilômetros entre Palmas e a cidade de Clevelândia.

O primeiro lote, que envolve a pavimentação de 59 quilômetros entre Palmas e a BR-153, na divisa do Paraná com Santa Catarina, está na fase de conclusão. A pavimentação foi terminada em janeiro e as equipes contratadas trabalham na finalização dos dispositivos de drenagem e na sinalização do trecho da rodovia, que foi o primeiro do Paraná a ser feito com o whitetopping e resolve uma demanda de mais de 20 anos da população da região.

O governador explicou que a segunda etapa faz parte de um projeto maior que deve beneficiar toda a região Sudoeste. “Nós já concluímos a pavimentação de Novo Horizonte até Palmas e vamos fazer agora o trecho até Clevelândia. A nossa meta é chegar até Pato Branco abrangendo todo o Sudoeste do Estado”, informou Ratinho Junior, que disse se tratar de um modelo que tem chamado a atenção de outros estados. 

“Essa rodovia virou uma referência para País pela sua inovação. Recebemos delegações de Minas Gerais e agora do Rio de Janeiro que vieram conhecer a modelagem, o maquinário e a tecnologia utilizados”, finalizou.

Para o secretário de Estado do Planejamento, Guto Silva, os investimentos na PRC-280 resolvem parte da defasagem de investimentos em infraestrutura na região. “O Sudoeste, assim como outras regiões do Estado, carecia de investimentos porque ficou presa a uma infraestrutura dos anos 80”, afirmou. “A PRC-280 é a artéria principal da região, que já recebeu pavimento em concreto e agora serão mais 40 quilômetros de pavimentação com este material. Com isso estamos saneando, de forma sistemática e organizada, os problemas de logística para dar mais segurança aos motoristas que trafegam pela rodovia garantir novas oportunidades à população”.

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PONTES – Dentro do pacote anunciado pelo governador também estão as reformas de 12 pontes da região Sudoeste, que vão beneficiar moradores de mais de 14 municípios, entre eles Francisco Beltrão, Marmeleiro, Pato Branco, Realeza, Itapejara D’oeste e Dois Vizinhos.

As obras estão divididas em duas licitações via Concorrência Pública do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) pelo critério de menor preço. As propostas foram apresentadas pelas empresas concorrentes na última sexta-feira (03) e a documentação está em fase de análise pelos técnicos do órgão estadual. O investimento previsto é de R$ 9,4 milhões.

Entre as rodovias beneficiadas, estão a PRC-280, PRC-185, PR-281, PR-493 e PR-566. O prazo de execução das obras será de cinco meses, a contar após a emissão da ordem de serviço quando o processo de licitação for finalizado.

Confira a relação das pontes que passarão por reformas na região:

Ponte Rio Chopim – PR-281 – no limite entre Dois Vizinhos e São Jorge d’Oeste

Ponte Rio Vitorino – PR-493 – Itapejara d’Oeste

Ponte Rio Santana – PR-493 – no limite entre Verê e Itapejara d’Oeste

Ponte Rio Lageado Grande – PR-493 – no limite entre Dois Vizinhos e Verê

Ponte Rio Chopim – PR-566 – no limite entre Coronel Vivida e Itapejara d’Oeste

Ponte Rio Caçadorzinho – PRC-158 – no limite entre Pato Branco e Vitorino

Ponte Rio Pinheiro – PRC-280 – Mariópolis

Ponte Rio Forquilha – PRC-280 – no limite entre Vitorino e Renascença

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Ponte Rio Mombuco – PR-281 – no limite entre Salto do Lontra e Nova Esperança do Sudoeste

Ponte Rio Lontra – PR-281 – Salto do Lontra

Ponte Rio Capanema – PR-281 – no limite entre Realeza e Planalto

Ponte Rio Marmeleiro – PRC-280 – Marmeleiro

OUTROS INVESTIMENTOS – Na região, também estão em andamento o Contorno de Francisco Beltrão e as obras de contenção de cheias do rio Marrecas, que em janeiro ultrapassou os 50% de conclusão. Em janeiro, o DER também concluiu o processo licitatório para a conservação de quase 132 quilômetros de diversas rodovias estaduais do Sudoeste, que receberão R$ 12,7 milhões de investimento.

Estão sendo implantadas cerca de 13 quilômetros de terceiras faixas em outro trecho da rodovia, totalizando um investimento de R$ 26,8 milhões, com recursos do Avança Paraná, além de um financiamento contratado pelo Governo do Estado junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A implantação das terceiras faixas entre o quilômetro zero, na divisa do Paraná com Santa Catarina, e o quilômetro 5,9, em União da Vitória, já foi concluída e agora aguarda a sinalização. Já entre o quilômetro 130,3, no acesso a Palmas, e o quilômetro 254,9, no entroncamento que dá acesso a Marmeleiro, a etapa dos drenos já foi finalizada ao longo de todo o trecho. A empresa deve dar início à reciclagem e pavimentação em março.

A execução das terceiras faixas está dentro do Programa de Revitalização da Segurança Viária do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), que prevê soluções como faixa para ultrapassagens, alargamento de pista, reabilitação do pavimento, eliminação de degraus com desnível maior que cinco centímetros, reforço da sinalização horizontal e vertical e implantação de mais dispositivos de segurança.

Fonte: Governo do Paraná

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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