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Com tecnologia e inteligência, Polícia Civil mais que dobra apreensões de cocaína

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) contabiliza 630 quilos de cocaína apreendidas no primeiro semestre de 2024, o que representa um aumento de 129% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando 279 quilos da droga foram tirados de circulação. O desempenho é destacado nesta quarta-feira, 26 de Junho, Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas. A PCPR atua no combate ao tráfico de drogas por meio de investigações, prisão de traficantes, apreensão e incineração de entorpecentes, além de orientação à população.

A corporação conta com uma estrutura especializada no combate a esse tipo de crime, a Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc). De acordo com a delegada e chefe da Denarc, Ana Cristina Ferreira, os números são reflexo do uso da tecnologia nas investigações e do trabalho de inteligência, que permitem às equipes policiais chegarem até os criminosos de forma coordenada e eficiente.

“O trabalho altamente especializado de nossos policiais civis resultou em operações de êxito nestes primeiros meses. Seguimos com a missão de desarticular organizações criminosas. Nossas ações não se limitam à prisão de traficantes e suas lideranças e à apreensão de drogas, mas envolve também ataque à estrutura financeira das organizações do crime, essencial para as atividades ilícitas”, afirma a delegada.

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Criada no ano de 2000, a Divisão atua com a competência de prevenir e reprimir o tráfico e o uso de substâncias ilícitas. Com núcleos instalados nas cidades de Curitiba, Ponta Grossa, Londrina, Maringá, Pato Branco, Cascavel, Foz do Iguaçu, além da Região Metropolitana da Capital, a Denarc abrange praticamente todas as regiões do Estado.

Entre janeiro e junho deste ano, a Divisão tirou de circulação mais de 20 toneladas de drogas, sendo 19,3 toneladas foram de maconha. Também foram recolhidos 114 quilos de crack, 24 quilos de haxixe e 300 unidades de ecstasy. Muitas destas apreensões também resultaram em prisões. Ao todo, 159 pessoas foram detidas pela Denarc por envolvimento com o tráfico neste período.

INCINERAÇÃO – Outro ponto de ação da instituição está na incineração dos entorpecentes que são apreendidos pelas forças de segurança estaduais e federais em todo o Paraná. Somente nesta semana, foram incineradas mais de 11 toneladas (6 em Maringá; 4,5 em Cascavel e 1,2 em Curitiba). A incineração representa não somente a retirada definitiva da droga de circulação, mas também o prejuízo financeiro aos criminosos.

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ORIENTAÇÃO – A PCPR atua ainda na conscientização sobre o consumo das substâncias. A instituição realiza diversas ações educativas ao longo de todo ano, especialmente durante junho, que é o mês dedicado a este tema.

Um exemplo é a atividade realizada no começo do mês, que reuniu 1,2 mil pessoas durante o projeto PCPR na Comunidade, em Curitiba. No local, foram distribuídos materiais orientativos sobre o tema, cães especialistas em farejar drogas se apresentaram e policiais estiveram disponíveis para tirar dúvidas.

DIA INTERNACIONAL – Em 1987, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu 26 de junho como o Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas. Por isso, este foi o mês escolhido para concentrar ações neste sentido, tendo a cor branca como representativa.

A campanha enfatiza a necessidade de combater problemas sociais criados pelas drogas, além de planejar ações de combate, prevenção e conscientização sobre o tema.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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