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Com Drica Moraes e Fabio Assunção, peça “Férias” vem ao Teatro Guaíra

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“Férias” é o nome da comédia que tem Drica Moraes e Fabio Assunção como o casal protagonista “H” e “M”, que ganham dos filhos um cruzeiro pelo Caribe, para comemorar as bodas de prata. O espetáculo faz única apresentação no próximo dia 7 de setembro (sábado), às 21h15, no Teatro Guaíra, no auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão).

Encomendada por Drica Moraes ao dramaturgo Jô Bilac, a peça comemora os 40 anos de carreira da atriz e marca sua volta aos palcos após seis anos. “Eu fiz esse chamado ao Jô, queria falar sobre casais contemporâneos, numa comédia com alma e reflexão, que não fosse de humor inconsequente. Ela fala de um homem e uma mulher na faixa dos 50, é sobre sexo e prazer, sobre o tempo, a relação com dinheiro, filhos e o mundo moderno. Tudo com muito humor, ao mesmo tempo que filósofa sobre o valor da vida e do nosso prazer”, revela Drica.

Atuar com Fabio Assunção é sonho antigo dela. “Está sendo um prazer dividir a cena com o Fabio, um ator brilhante e muito tarimbado com quem eu tenho vontade de trabalhar há muito tempo no teatro” enfatiza a atriz.

A peça é dirigida por Enrique Diaz e Débora Lamm. “Drica é uma gigante, uma atriz extraordinária, de muitos recursos. Uma grande parceira que acolhe com afeto. Sinto só coisas boas e aprendo com ela. Já trabalhei com Kike e Débora, eles se complementam, é um encontro feliz de atores que amam o que fazem”, complementa Fabio.

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HUMOR E REFLEXÃO – Com 25 anos de casados “H” e “M” seguem sexualmente ativos e pode-se dizer que, com uma certa compulsão sexual. Os filhos, já crescidos, tiveram a ideia de mandar os pais de férias em um cruzeiro. Livres da rotina, fazendo bom uso da “liberdade”, comportam-se como adolescentes, se amam por todo o navio como se não houvesse amanhã, até que, flagrados pelas câmeras de segurança, são gentilmente convidados a se retirar da embarcação, quando ficam, literalmente, a “ver navios”, em uma praia colombiana.

E o que poderia ser o fim da aventura acaba por deixá-los ainda mais animados e encalacrados, obrigados a dividir um apartamento com um casal de mochileiros, que vive com a grana de um canal “caliente” na internet e transam com parceiros pescados em apps de relacionamento. Os gringos descolados, “X “e “Y”, também vividos por Drica e Fabio, aquecem e provocam os “cinquentinhas”, que não querem dar o braço a torcer para a dupla de “millenials” moderninhos, e acabam indo parar na delegacia.

“Hoje mais do que nunca, quando se discute o transumanismo, onde robôs e a inteligência artificial influenciam cada vez mais a vida humana, e a gente está virando meio máquina, um texto que fala de amor é quase um ato de resistência”, filosofa Fabio.

Para ele, a peça cria identidade com o público, que também está diante das transformações do mundo e convida a todos para se divertirem e pensar. “É nessas horas em que temos que nos apegar ao que a gente é em essência, que somos seres que amam e que precisamos de alegria”, cita.

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Para a direção, Drica convidou o ator e diretor Enrique Diaz, amigo de longa data, colega desde os tempos da Companhia dos Atores e seu primeiro namorado, que ao lado da também atriz e diretora Débora Lamm, divide a missão de dar vida ao casal criado por Jô Bilac.

Débora celebra o fato de estar trabalhando com colegas que a influenciaram desde que assistia aos espetáculos da Cia. dos atores, e enfatiza a beleza filosófica do texto que, mais que uma comédia romântica, trata-se de um espetáculo sobre o amor em todas as suas camadas.

“‘Férias’ trata sobre o amor de um casal que comemora suas bodas de prata, fala da cumplicidade e da deliciosa intimidade depois de muito tempo juntos. A peça faz rir enquanto filosofa sobre vida e morte, a idade, as relações. O público se identificará com o casal vivido por esse dois atores queridos, muito expressivos. Será uma alegria para o público estar perto deles ao mesmo tempo que torcem pelo casal da trama”, define a diretora.

SERVIÇO

Apresentação: 7 de setembro (sábado) ás 21h15

Local: Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão)

Tempo de duração do espetáculo: 1h30

Classificação: Livre

Especificação do espetáculo: Teatro

Venda de ingressos: Disk Ingressos a partir de R$90,00 (meia-entrada) + taxa adm Ingresso social – doadores de 1kg de alimento não-perecível possuem 40% de desconto sobre o valor da inteira.

Fonte: Governo PR

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PARANÁ

Estado licenciou 102 projetos de hidrelétricas desde 2021; Paraná tem 2ª maior potência do Brasil

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Com a entrada em funcionamento da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Lúcia Cherobim, na quinta-feira (03), no Rio Iguaçu, região entre Porto Amazonas e Lapa, nas proximidades de Curitiba, o Paraná avança como um dos principais polos do País na produção deste tipo de energia limpa. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Estado abriga atualmente 126 complexos deste tipo em operação, com potência outorgada total de 15.668 Megawatts (MW), atrás apenas para o Pará, com 22.393 MW.

Cerca de 80% dessas usinas foram viabilizadas a partir de 2021, com o lançamento do projeto Paraná Energia Sustentável, ação determinada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior que estabeleceu uma nova dinâmica para a emissão de licenciamento ambiental, reduzindo o tempo de espera pela permissão.

Desde então, o Instituto Água e Terra (IAT), órgão licenciador, emitiu 102 licenças ambientais, entre Prévias, de Instalação, de Operação e modalidades de licenciamento simplificadas, para o estabelecimento hidroelétricas. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

Esses empreendimentos estão em diferentes fases de implantação, sendo que os 42 já entraram em funcionamento e produzem, juntos, 312 MW de energia para o sistema elétrico brasileiro, o suficiente para abastecer cerca de 124 mil residências. Além disso, durante o período foram emitidas 18 renovações para hidrelétricas já existentes. São complexos importantes, responsáveis por grande parte da energia elétrica gerada no Estado.

“A PCH Lúcia Cherobim é um ótimo modelo da política sustentável em vigor no Paraná. Não interfere no fluxo do rio e não faz mal ao Salto do Caiacanga, que é uma beleza da Lapa e de Porto Amazonas. Ela canaliza a água, sem alterar a vazão e sem grande reservação, para gerar energia elétrica. É um exemplo de inteligência ambiental, de avanço energético e de sustentabilidade”, afirmou o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca.

“Criamos todos os caminhos para que o empreendedor pudesse ter segurança para receber a licença num prazo mais rápido, desde que cumprisse os requisitos técnicos-ambientais necessários, com segurança ambiental e jurídica”, acrescentou o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.

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Diretor de Licenciamento e Outorga do Instituto, José Volnei Bisognin ressaltou que essa energia produzida não beneficia apenas o Paraná, mas que também é fornecida e disponibilizada para outras regiões do País por meio do Sistema Interligado Nacional (SIN).

“Por causa da geografia do Estado e da grande quantidade de bacias e sub-bacias hidrográficas, o Paraná possui um grande potencial hidrelétrico. O processo de licenciamento para a construção de hidrelétricas é bastante complexo, por envolver florestas, água, fauna e a população. Buscamos, no IAT, mitigar ao máximo qualquer tipo de complicação ou prejuízo ao meio ambiente”, disse.

HIDRELÉTRICAS – Em relação à classificação das novas usinas, 51 licenças são para Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), que possuem uma potência entre 0,5 e 5 MW; 28 licenças são para Pequenas Centrais Geradoras Hidrelétricas (PCHs), com potência entre 5 e 30 MW; e três licenças são de Usinas Hidrelétricas (UHE), com potências acima de 30 MW.

Fecham a lista de licenças 11 para Microcentrais Hidrelétricas (MCHs), com produção de até 0,075 MW e 9 licenças para Minigeradoras Hidrelétricas (MGHs), com potência entre 0,075 e 0,5 MW, ambos tipos de complexos de menor porte que produzem energia para venda no mercado privado.

Pinhão, no Centro-Sul do Estado, foi o município paranaense que mais recebeu licenças no período, com nove emissões. Em seguida, com oito documentos, figura Guarapuava, na região Central, além de quatro municípios com seis emissões cada: Clevelândia e Mangueirinha, no Sudoeste; Pitanga e Turvo, ambos na área central do Paraná.

Já em relação aos corpos hídricos, o destaque vai para o Rio Chopim, com 11 licenças, seguido pelos Rios Cavernoso e Marrecas, com cinco cada um, e o Jordão, com quatro documentos. “A construção dessas usinas traz um impacto extremamente positivo para a cobertura vegetal da região, já que uma das obrigações do procedimento licenciatório é a reposição em média de quatro vezes da área de vegetação nativa suprimida durante a construção. Além disso, há a geração de empregos para mão de obra local, aumento na arrecadação de impostos dos municípios afetados e benefícios para a ictiofauna, estabilizando o habitat dos rios”, destacou José Bisognin.

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LEILÕES – A geração de energia hidrelétrica em todo o País é delimitada por regras do governo federal, seguindo critérios específicos para atender às necessidades da população. Por meio de leilões de compra de energia elétrica realizados de forma periódica, a União estabelece demandas energéticas que devem ser cumpridas em cada trecho de rio em um determinado período, que depois são atendidas pelas empresas concessionárias vencedoras dos certames por meio da construção de novos empreendimentos ou pela ampliação de estruturas existentes.

“Nesse sistema, os governos estaduais são responsáveis por acompanhar a execução desses empreendimentos por meio do processo de licenciamento, garantindo que tudo seja feito de forma legal. E nesse quesito o Estado do Paraná se destaca, cumprindo sempre as metas estabelecidas de geração e transmissão de energia por parte do governo federal”, afirmou o chefe da Divisão de Licenciamento Estratégico do órgão ambiental, Jean Carlos Helferich.

PRÓXIMO – O próximo leilão já tem data marcada: o Energia Nova A-5 ocorre no dia 22 de agosto de 2025 e prevê a construção de novas PCHs, CGHs e UHEs até o dia 1º de janeiro de 2030, para o fornecimento de energia para os próximos 20 anos.

Nesta edição, o número de empreendimentos cadastrados foi o maior da história dessa modalidade de leilão, com 241 projetos, atendendo a uma potência total de 2.999 MW. No Paraná, estão cadastrados 27 projetos de PCHs, com potência outorgada total de 268 MW, e 3 CGHs, com potência outorgada total de 4 MW. Para a participação, as empresas têm até o dia 3 de junho para apresentar as licenças ambientais requisitadas.

Fonte: Governo PR

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