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Com apoio do Estado, 320 apartamentos são entregues a famílias de Maringá

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A Cohapar entregou neste sábado (22) as chaves dos 320 apartamentos aos novos moradores do Residencial Solar das Araucárias, na cidade de Maringá. Por meio do Programa Casa Fácil, 239 famílias receberam subsídios de R$ 15 mil para ajuda no custeio do valor de entrada dos imóveis.

A obra, cujo investimento superou a ordem dos R$ 62,3 milhões, é resultado do trabalho conjunto entre Governo do Estado, Caixa Econômica Federal, prefeitura e Construtora Yticon.

O repasse dos R$ 3,58 milhões em recursos do Casa Fácil é coordenado pela Cohapar, concedido às pessoas com renda familiar de até três salários mínimos e que se enquadrem aos demais requisitos do programa. As vantagens do projeto incluem também descontos variáveis por meio do Minha Casa, Minha Vida, do governo federal e a possibilidade de usar o FGTS para abater o saldo devedor.

A contrapartida da prefeitura se deu através da alteração do zoneamento municipal, que transformou a área em zona especial de interesse social e viabilizou a verticalização dos lotes para a construção do empreendimento, bem como a isenção de cobrança do IPTU durante a fase de obra.

O residencial possui imóveis com plantas de 45,14m² e 45,34m², compostos por dois quartos, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e sacada. Os prédios contam com elevador, vagas de garagem e estrutura de lazer completa, equipada com piscinas adulto e infantil, espaço gourmet, churrasqueiras, playground, quadra esportiva e área para animais.

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As unidades, vendidas a partir de R$ 161 mil, podem ser quitadas em até 360 meses junto à Caixa Econômica, com taxa de juros reduzida e prestações que iniciam em R$ 563, valor mais acessível que o aluguel praticado no município.

Presente no evento, o presidente da Cohapar, Jorge Lange, destacou a atuação do Programa Casa Fácil, que já atendeu 65 mil famílias em todo Paraná. “É muito importante esse esforço conjunto entre as esferas públicas municipal, estadual e federal para viabilizar moradias dignas, de qualidade e com localização facilitada para as pessoas”, ressaltou.

O prefeito de Maringá, Ulisses Maia, e o vice-prefeito, Edson Scabora, agradeceram ao Governo do Estado pela parceria, que já resultou em tantas ações para o município, e ressaltaram o poder transformador de obras habitacionais na vida dos cidadãos.

MUDANÇA DE VIDA – O assistente contábil Rai Leonardo Rara Brito, 29 anos, e a professora Maria Rosa Trentin Zorzenon, 27 anos, desde que descobriram sobre o Casa Fácil só buscaram imóveis que tivessem o auxílio do Estado. “Estamos noivos, vamos começar nossa família agora, nosso lar, do zero. Esse momento é muito importante para nós e foi a ajuda da Cohapar que colaborou para que tivéssemos essa conquista, foi fundamental”, comemorou Rai.

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Para a agente de saúde Dayane Aparecida Teixeira Pardo, 35 anos, mãe solo de três filhos, ter uma moradia era um sonho fora da realidade até então. “O subsídio foi crucial, até hoje eu não acredito que consegui. Conquistar minha casa hoje, depois de todas as dificuldades, é muito emocionante”, disse.

A autônoma Crislaine da Silva, 33 anos, mãe de Arthur e Olívia, expressou sua gratidão pelo momento e enfatizou o auxílio do Casa Fácil na compra. “Hoje em dia as pessoas não conseguem comprar um imóvel justamente por conta da entrada. Então, uma ajuda dessa é o que impulsiona a gente a adquirir um apartamento como esse. É gratificante, um sentimento único”, completou.

PRESENÇAS – Também estavam na solenidade o secretário municipal de Urbanismo e Habitação, Estevão Paschoalin Palmieri; o CEO do Grupo A.Yoshii, Leonardo Yoshii; representantes da Câmara de Vereadores da cidade; e equipe técnica do escritório da Cohapar de Maringá.

Fonte: Governo PR

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Ajuda ao bisavô: aluna de escola estadual é premiada na maior feira de ciências do Brasil

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O ano era 2020 e a estudante Fernanda Jank, à época com 10 anos, começou um projeto escolar para ajudar o bisavô, produtor de bananas em Laranjeiras do Sul, no Centro-Oeste do Estado. Cinco anos depois, completados dia 28 de março de 2025, a inovação criada pela estudante foi premiada na maior feira de ciências do Brasil, em São Paulo – a Febrace 2025

No laboratório do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, no Oeste, Fernanda identificou extratos vegetais capazes de controlar pragas que causam danos aos bananais. Além de mais eficientes e acessíveis, os produtos biológicos se mostraram menos agressivos ao meio ambiente e à saúde humana em relação a agroquímicos tradicionais.

Destacada em feiras locais e regionais, a pesquisa da estudante chegou à 23ª edição da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), considerada o principal evento da área no Brasil. O projeto conquistou o segundo lugar na categoria Ciências Biológicas e ainda faturou o Prêmio Inovação ASV, promovido por uma empresa privada. 

“Fiquei realmente muito feliz, porque eram 53 trabalhos concorrendo só na minha categoria. Normalmente são 15 ou 20, então eu não esperava ganhar. É muito gratificante saber que todos esses resultados que tivemos realmente estão dando frutos”, celebrou a jovem, hoje com 15 anos.

Além de certificados, troféus e kits de produtos, Fernanda recebeu uma credencial para participar da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), a ser realizada em outubro, no Rio Grande do Sul. A feira, que reúne projetos de diferentes países, é um dos principais eventos científicos do mundo.

INSPIRAÇÃO FAMILIAR – Em 2020, Fernanda ingressou na rede estadual de educação por meio do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, onde estuda até hoje. No mesmo ano, a jovem entrou para o Clube de Ciências da escola, que deu base à ideia para uma pesquisa científica sobre um problema familiar: como ajudar o bisavô, Atilho Gonçalves, a cuidar da plantação de bananas de forma mais eficaz, barata e sustentável?

“Meu bisavô é um pequeno produtor de bananas e acaba não tendo condições de pagar por agroquímicos que controlam as doenças que atacam a cultura. Eu decidi desenvolver alguma alternativa que fosse acessível para ele, sem prejudicar a saúde e o meio ambiente”, relatou Fernanda. Aos 92 anos, o agricultor mantém uma produção de bananas em Laranjeiras do Sul, de onde tira o sustento diário.

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O que parecia um grande desafio para uma estudante do Ensino Fundamental se tornou um projeto de pesquisa robusto, que já dura meia década. Orientada pelos agentes educacionais Dionéia Schauren e Leandro Miglioretto, que coordenam o Clube de Ciências da escola, a jovem identificou produtos vegetais capazes de impedir a podridão da banana, comumente causada pelo fungo Colletotrichum musae. Foram usados extratos de espécies vegetais como guaco, flamboyant e alfavaca.

Na última fase do projeto, que rendeu a premiação na Febrace, Fernanda testou a aplicação dos extratos diretamente na fruta, e os resultados foram animadores. “Os extratos vegetais acabaram sendo ainda mais eficazes que os próprios agroquímicos para controlar a podridão da banana. E também não prejudicam a água, o solo e a saúde humana”, comentou a estudante. Os próximos passos incluem aprimorar os extratos vegetais e testá-los em plantações reais, como a do bisavô de Fernanda.

Para a estudante, além do auxílio à família e do reconhecimento nacional em feiras científicas, o projeto significa um direcionamento para a futura carreira profissional. Ciências biológicas, pesquisa e tecnologia devem acompanhar a trajetória da jovem até o mercado de trabalho. “Futuramente, pretendo estudar Biologia ou Medicina Veterinária. São duas áreas que eu amo e em que realmente acho que me encaixo muito bem”, revelou.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA – Além da inovação proposta por Fernanda, um projeto desenvolvido pelas estudantes Beatriz dos Santos e Fernanda Lucas representou o Colégio Estadual Jardim Porto Alegre na feira. Também sob orientação de Schauren e Miglioretto, as jovens pesquisaram o uso de extratos vegetais como aceleradores de germinação e enraizamento para orquídeas no cultivo in vitro.

Conforme a diretora, Iara Elisa Schneider, a participação dupla na maior feira de ciências do país reflete o incentivo à iniciação científica no colégio. “Isso é fruto da abertura dada pela direção para a formação científica do aluno, do incentivo aos professores para aliarem teoria com prática, da disponibilização de recursos para os nossos laboratórios e do entendimento de que o conhecimento ultrapassa os muros da escola”, observou.

“O diferencial da escola pública é que somos pessoas muito determinadas. E o colégio sempre nos ajudou e nos apoiou bastante para a participação nas feiras”, completou Fernanda. O colégio atende cerca de 570 estudantes em período integral. Na instituição, são ofertadas turmas dos anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Médio Técnico.

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CLUBES DE CIÊNCIA – Ao todo, a rede estadual de educação do Paraná somou sete projetos classificados à final da Febrace. Considerando também institutos federais, colégios da Polícia Militar e redes privadas, o Estado teve 19 iniciativas entre os 300 finalistas.

Os projetos classificados à final foram selecionados pelo Comitê de Pré-Avaliação e de Seleção da Febrace ou receberam credenciais por meio de outros eventos científicos. Ao todo, a feira recebeu mais de 2,7 mil inscrições de todo o país, enviadas por alunos do 8º e do 9º anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de escolas públicas e privadas.

As iniciativas finalistas foram expostas ao público na última semana, no câmpus da Universidade de São Paulo (USP). O Paraná teve concorrentes nas categorias de Ciências Biológicas, Ciências Exatas, Ciências Humanas e Engenharias. As iniciativas abordaram temas variados como farmacologia, microbiologia, botânica, física, geografia e engenharia aeroespacial.

Conforme o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o incentivo ao ensino de robótica, programação e iniciação científica nas escolas da rede estadual de ensino explica o protagonismo dos estudantes paranaenses em eventos como a Febrace. 

“Ver estudantes engajados em pesquisa e iniciação científica desde cedo, com iniciativas inovadoras em áreas do conhecimento tão diversas, é motivo de orgulho para todos que trabalhamos com a educação do Paraná. Isso mostra que os investimentos em inovação e tecnologia na rede estadual têm surtido efeito para a formação de jovens protagonistas, conscientes e criativos”, destacou.

Desde o ano passado, o Governo do Estado mantém a Rede de Clubes de Ciências, que reúne cerca de 6 mil estudantes de escolas estaduais em, ao menos, 200 unidades. Nestes espaços, os alunos têm contato direto com o conhecimento científico e tecnológico e consolidam conceitos abordados em sala de aula. Além disso, cerca de 15 mil estudantes com altas habilidades ou superdotação são atendidos em mais de 300 salas de recursos multifuncionais nas escolas estaduais.

Fonte: Governo PR

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