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Com ampliação de atividades, Museu da Imagem e do Som triplica fluxo de visitantes

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O Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) carrega importantes relíquias culturais e funciona como um espaço de preservação de histórias para o futuro, promovendo interação, pesquisa e vivência da memória audiovisual do Estado. Segundo museu deste gênero no País, atrás somente do MIS-RJ, a instituição paranaense registrou um aumento expressivo de público em 2022. Foram mais de 33,2 mil visitantes, o que praticamente triplicou os resultados de 2019, ano pré-pandemia, quando recebeu 10.243 pessoas.

A atual gestão tem se preocupado em organizar ações para democratizar o acesso ao acervo expandindo a proposta de guarda. “Um dos principais objetivos em 2022 foi tornar o MIS um espaço mais democrático e popular, atingindo camadas da sociedade que nunca antes fizeram parte do ciclo de visitantes”, afirma Mirele Camargo, diretora da instituição.

Ações de entretenimento, cultura e lazer ampliaram as possibilidades de construção identitária do museu. Com um acervo repleto de materiais históricos e coleções de importantes artistas como Jesus Santoro, Guilherme Glück, Dario Vellozo e de emblemáticas empresas como Banco Bamerindus e Foto Brasil, além de muitos colecionadores, as atividades do MIS-PR geraram novas conexões, além da reflexão sobre o desenvolvimento da tecnologia e do audiovisual.

As ações também promovem a produção cultural do Estado e a difusão de artistas contemporâneos, em constantes desdobramentos da função social da instituição.

Nos últimos 12 meses, o MIS-PR se firmou como instituição, reunindo a pluralidade de campos artísticos e audiovisuais no Paraná e promovendo a interação do público com diversos eventos e artistas.

Mantendo a mostra de acervo permanente de tridimensionais, como objetos como TVs, rádios, radiolas, vitrolas, máquinas fotográficas, projetores e outros equipamentos audiovisuais encontrados por todo o seu espaço, em 2022 o museu ainda recebeu as seguintes exposições:

Lembranças dos Anos 80/90

O espaço recria o ambiente da sala de estar de muitas famílias de classe média brasileira das décadas de 80 e 90, despertando a nostalgia do público com a exposição de televisores de tubo, videocassetes e aparelhos de som, que eram praticamente obrigatórios em toda casa da época.

Fragmentos Teatro de Bonecos Dadá

Mostra inspirada no livro de Dinah Ribas Pinheiro, que conta os mais de 50 anos da trajetória de Adair Chevonika e Euclides Coelho de Souza com o Teatro de Bonecos Dadá. A exposição é construída por meio do diálogo dos bonecos com o acervo do MIS-PR e os objetos tridimensionais, o acervo audiovisual do Bamerindus, as fotos do acervo Jesus Santoro e cartazes dos festivais e peças do Teatro de Bonecos Dadá, que rodaram o mundo.

Diálogos com o Tempo

Composta de imagens reproduzidas das coleções de fotografia do museu, seu período remonta entre os anos de 1910 e 1980, contando com câmeras fotográficas, chapas de negativo de vidro e outros suportes fotográficos. A estética das cores preto e branco não é uma escolha, mas sim uma proposta dada pelas próprias imagens e pelos objetos que as reproduziram, em imersão temporal, ou um diálogo com o tempo. A mostra também é uma marca para a inclusão do museu, sendo a primeira exposição com audiodescrição.

Expressões da Casa Liberdade

Contextualizando a formação do Palácio da Liberdade, sede atual do MIS, e os fundadores do casarão na trajetória até o encontro do MIS-PR, “Expressões da Casa da Liberdade” uniu a arte da fotografia vista por duas gerações, com as mostras “Dignidade – As meninas de São Tomé e Príncipe”, de Marcelo Weiss, e “Brazilian Way of Life – Um visionário no interior do Brasil”, de Mario Alfredo Weiss, o avô de Marcelo. O MIS-PR possui raízes com a família Weiss, já que o casarão foi inicialmente projetado como residência de Leopoldo Weiss, o bisavô de Marcelo.

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Acervo Tiomkim

A mostra envolve a exibição do acervo doado pelos herdeiros do multiartista Oswald Dias de Siqueira Filho, o Tiomkim, em uma imensa coleção que envolve CDs, DVDs, VHS, fitas K7, filmes em película 8mm, disquetes, slides fotográficos, livros de literatura nacional e universal, artísticos, diversas edições de revistas de cinema, culinária, cartazes, quadros, gibis, HQs, discos de vinil em formato long play e outros objetos que estão sob a guarda do MIS-PR.

Quo Vadis?

Em parceria com o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e o Centro Histórico da Lapa, a exposição reúne diversos materiais documentais e fotográficos que traçam a história do Teatro São João, localizado no município da Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba. Composta por diversas narrativas, essa mostra foi concebida com o objetivo de promover uma aproximação da sociedade paranaense com o teatro e sensibilizar cidadãos e autoridades para a importância da preservação e valorização do Patrimônio Cultural brasileiro.

Outubre-se: “Os Melhores Médicos do Mundo”

Comemorando o Outubro Rosa, mês de conscientização sobre a prevenção e o combate do câncer de mama, o MIS-PR promoveu a mostra fotográfica “Os Melhores Médicos do Mundo”, que propõe um diálogo entre cada fotografia e os conceitos considerados essenciais para a prevenção, saúde e qualidade de vida para as mulheres, à medida em que reforça que a conscientização não se limita apenas ao mês de outubro. 

Kalk: 91 anos de História

Homenageia a trajetória do curitibano José Kalkbrenner, expert da fotografia publicitária e do fotojornalismo. Com a curadoria de Sérgio Sade, a exposição remonta vida e obra de Kalk por meio de retratos, histórias e objetos pessoais, que enfatizam a carreira de quem se tornou um nome de referência em fotografia e influenciador de gerações. Essa exposição dá início ao projeto Memórias Vivas, idealizado pela diretora Mirele Camargo com o objetivo de prestigiar a trajetória de pessoas ainda em vida, sejam elas agentes culturais ou artistas.

Sala “FotograMe-se”

A criação de um espaço interativo desperta a imaginação dos visitantes, incentiva a experimentação fotográfica de retratos e a interação com o local. 

Exposições virtuais 

Com o objetivo de explorar o acervo do museu no meio virtual, unindo parâmetros de preservação e memória com as vantagens de integrar diferentes locais e níveis de interação dos visitantes, o MIS-PR continua a promover exposições virtuais, encontradas no site do museu. Explorando a particularidade do digital, em 2022 foram lançadas “Viagem Infinita”, “Dia Mundial do Rock” e “Criança, a qualquer tempo”, exposições que contam com uma curadoria particular de recursos multimídia, como músicas e vídeos, estimulando o visitante a pesquisar mais sobre o assunto.

Mostras de filmes

Retornando com as sessões presenciais após o cenário de isolamento social causado pela pandemia de Covid-19, em 2022 o MIS-PR promoveu a exibição de filmes de cineastas paranaenses como “Quilombolas das Lauráceas”, de Flavio Rocha; “Mato Eles”, de Sergio Bianchi; “Bye Bye Jaqueline”, de William Biagioli; “De Volta para Você”, de Giovanna Heroso. 

Diferentes exibições especiais e temáticas ocorreram ao longo do ano, como a sessão de “Madame Satã”, em celebração ao Mês da Consciência Negra, que contou com a roda de conversa do Coletivo Cine Adélia.

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Vinculado ao Mestrado em Cinema e Artes do Vídeo da Unespar, o Cineclube Cerejeira, desde maio de 2022, realiza mensalmente no MIS-PR sessões temáticas de filmes, seguidas de debates que envolvem pesquisas de cinema, contemplando a técnica, direção, roteiro e entre outros aspectos cinematográficos.

Dia Internacional da Animação

Em celebração ao 28 de outubro, data conhecida mundialmente como Dia da Animação, o MIS-PR hospedou a mostra Dia Internacional da Animação. O festival contou com uma programação especial de curtas-metragens nacionais e internacionais animados, sendo este o primeiro ano em que o MIS-PR participa da mostra.

Setor Educativo

Além das habituais visitas guiadas para grupos escolares, ao longo de 2022 foram promovidos pelo setor educativo do MIS-PR diversos cursos, palestras, eventos educativos e visitas guiadas noturnas, como a Oficina de Edição de Vídeos em Aplicativos e o curso Introdução à Preservação Audiovisual, com o cineasta Fernando Severo, aberto ao público e gratuito. Paralelamente, este ano no Setor de Pesquisa foram atendidas mais de 40 solicitações, além de outras consultas sobre o acervo da instituição.

Raízes do MIS

No primeiro semestre de 2022 foi criado e lançado o programa Raízes do MIS. Trata-se de um banco de dados dos acervos audiovisuais dos 399 municípios do Paraná, que irão culminar no acervo “Coleção Paraná”, importante trabalho de formação com os gestores de cultura dos municípios paranaenses em resgate e política de conservação de acervo.

Tons Vizinhos

O projeto Tons Vizinhos: Quintas Musicais é um dos destaques do ano. Em parceria com a Universidade Estadual do Paraná (Unespar), desde agosto de 2022 o MIS-PR recebe apresentações musicais com o objetivo de divulgar parte da produção realizada por estudantes e professores dos cursos de música da Unespar/Embap e FAP. Criando um espaço de convívio musical, o projeto promove semanalmente a movimentação do espaço e traz diferentes públicos para o museu, com apresentações de variadas sonoridades, desde grupos de choro, duo de cordas, até bandas de rock. Destaque para as apresentações da Banda Komboza e Tupynambá Jazz Band.

Acervo e gestão

Durante 2022, o museu seguiu dando continuidade ao trabalho técnico de readequação, organização, identificação com as etiquetas nos objetos de acervo e conservação das coleções, feito pela equipe técnica. Além de diversas doações de itens, entre as importantes aquisições do ano, o Museu da Imagem e do Som recuperou o acervo de Bento Mossurunga e Renné Frank, fechando também o acordo de transferência do acervo tombado pelo patrimônio histórico do Estado do Paraná da Rádio Educativa. 

Atualmente, o MIS-PR possui em seu acervo mais de 3 milhões de itens. São filmes, fotografias, negativos, discos de vinil, depoimentos, fitas de áudio, fitas K7, documentações, catálogos, coletâneas, além de contar com um centenas de objetos tridimensionais guardados e em exposição. 

Conquista de novo espaço

Anunciado em junho de 2022 pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, o MIS-PR assumiu a partir deste ano um novo processo de expansão e estruturação, com a conquista de 4 mil metros quadrados de área do Palácio da Liberdade, aumentando seu espaço de 1,6mil m² para 5,6 mil m². A área cedida para o museu estava ocupada pelo Centro de Triagem da Polícia Civil. A decisão de ceder o espaço para a expansão de um centro de cultura no coração da cidade preserva, resgata e movimenta essa área da região central.

Fonte: Governo do Paraná

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PARANÁ

Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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