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Com 2,1 mil vagas e maior oferta em alguns cursos, UEPG abre inscrições do Vestibular 2024

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A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) abriu neste domingo (01) as inscrições para o Vestibular 2024. O vestibular acontece em 08 de dezembro, um domingo, em Ponta Grossa, Cascavel, Curitiba e Maringá. Nesta edição será oferecido um total de 2.145 vagas, das quais: 1.171 serão destinadas ao Vestibular, 545 para o Processo Seletivo Seriado (PSS) e 429 para a Prova Paraná Mais. 

As provas vocacionadas acontecem pela manhã, com duração de 3 horas. A abertura dos portões de acesso será às 8h, com fechamento às 8h30 e início das provas às 8h45. Pela tarde, acontecem as provas de conhecimentos gerais e redação – os portões abrem às 14h e fecham às 14h30, com início das provas às 14h45. Os gabaritos serão divulgados a partir das 20h de 08 de dezembro e o resultado da primeira chamada será publicado no dia 20 de dezembro. 

O período de inscrições vai de 1º a 30 de setembro, com uma taxa no valor de R$ 204,00 que pode ser paga até dia 07 de outubro. Os cursos de Licenciatura estão isentos do pagamento. Os candidatos poderão encontrar mais informações importantes nos manuais disponíveis no site da CPS. No portal da Coordenadoria, está disponível o conteúdo programático, bem como gêneros de redação e obras literárias obrigatórias. O ensalamento será divulgado a partir do dia 8 de novembro.

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A Pró-reitoria de Graduação (Prograd), por meio do Manual de Matrícula, reforça que os procedimentos de matrícula de calouros para os cursos de graduação da UEPG para o ano letivo de 2025 ocorrerão em etapa única e de forma inteiramente online. Somente a aprovação ou a classificação em lista de espera não é garantia de conquista de vaga. Os candidatos devem cumprir as instruções relativas aos procedimentos presentes no Manual e obedecer os prazos e horários de envio de documentos para que a matrícula seja formalizada.

Entre as novidades de 2024, estão: a inclusão do curso de Nutrição, com 40 vagas; a mudança de turno dos cursos de Bacharelado em História e de Bacharelado em Educação Física; e o aumento de vagas nos seguintes cursos: Administração com ênfase em Comércio Exterior, Agronomia, Licenciatura em Artes Visuais, Bacharelado em Ciências Biológicas, Bacharelado em Educação Física, Licenciatura em Educação Física, Enfermagem, Engenharia Civil, Engenharia de Computação, Bacharelado em Engenharia de Software, Farmácia, Medicina e Zootecnia.

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PROVA PARANÁ MAIS – A Prova Paraná Mais é uma avaliação em larga escala, que avalia, de forma censitária, o desempenho dos estudantes do 5º e 9º ano do Ensino Fundamental e 3ª e 4ª série do Ensino Médio da rede estadual do Paraná, bem como, os estudantes do 5º e 9º ano do Ensino Fundamental da rede municipal daqueles municípios que aderiram à avaliação. A adesão da UEPG à Prova Paraná Mais não afeta o sistema de cotas já existente na instituição, nem o número de vagas destinado ao Processo Seletivo Seriado – PSS, às demais cotas e à concorrência universal, conforme portaria.

OBRAS LITERÁRIAS – Para o Vestibular 2024, as obras literárias obrigatórias para as provas de Literatura Brasileira e Língua Portuguesa são: “Clara dos Anjos”, de Lima Barreto; “Olhos D’água”, de Conceição Evaristo; “Torto Arado”, de Itamar Vieira Junior; “Sentimento do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade; e “Ay Kakyri Tama: Eu moro na cidade”, de Marcia Wayna Kambeba. 

Fonte: Governo PR

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Ajuda ao bisavô: aluna de escola estadual é premiada na maior feira de ciências do Brasil

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O ano era 2020 e a estudante Fernanda Jank, à época com 10 anos, começou um projeto escolar para ajudar o bisavô, produtor de bananas em Laranjeiras do Sul, no Centro-Oeste do Estado. Cinco anos depois, completados dia 28 de março de 2025, a inovação criada pela estudante foi premiada na maior feira de ciências do Brasil, em São Paulo – a Febrace 2025

No laboratório do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, no Oeste, Fernanda identificou extratos vegetais capazes de controlar pragas que causam danos aos bananais. Além de mais eficientes e acessíveis, os produtos biológicos se mostraram menos agressivos ao meio ambiente e à saúde humana em relação a agroquímicos tradicionais.

Destacada em feiras locais e regionais, a pesquisa da estudante chegou à 23ª edição da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), considerada o principal evento da área no Brasil. O projeto conquistou o segundo lugar na categoria Ciências Biológicas e ainda faturou o Prêmio Inovação ASV, promovido por uma empresa privada. 

“Fiquei realmente muito feliz, porque eram 53 trabalhos concorrendo só na minha categoria. Normalmente são 15 ou 20, então eu não esperava ganhar. É muito gratificante saber que todos esses resultados que tivemos realmente estão dando frutos”, celebrou a jovem, hoje com 15 anos.

Além de certificados, troféus e kits de produtos, Fernanda recebeu uma credencial para participar da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), a ser realizada em outubro, no Rio Grande do Sul. A feira, que reúne projetos de diferentes países, é um dos principais eventos científicos do mundo.

INSPIRAÇÃO FAMILIAR – Em 2020, Fernanda ingressou na rede estadual de educação por meio do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, onde estuda até hoje. No mesmo ano, a jovem entrou para o Clube de Ciências da escola, que deu base à ideia para uma pesquisa científica sobre um problema familiar: como ajudar o bisavô, Atilho Gonçalves, a cuidar da plantação de bananas de forma mais eficaz, barata e sustentável?

“Meu bisavô é um pequeno produtor de bananas e acaba não tendo condições de pagar por agroquímicos que controlam as doenças que atacam a cultura. Eu decidi desenvolver alguma alternativa que fosse acessível para ele, sem prejudicar a saúde e o meio ambiente”, relatou Fernanda. Aos 92 anos, o agricultor mantém uma produção de bananas em Laranjeiras do Sul, de onde tira o sustento diário.

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O que parecia um grande desafio para uma estudante do Ensino Fundamental se tornou um projeto de pesquisa robusto, que já dura meia década. Orientada pelos agentes educacionais Dionéia Schauren e Leandro Miglioretto, que coordenam o Clube de Ciências da escola, a jovem identificou produtos vegetais capazes de impedir a podridão da banana, comumente causada pelo fungo Colletotrichum musae. Foram usados extratos de espécies vegetais como guaco, flamboyant e alfavaca.

Na última fase do projeto, que rendeu a premiação na Febrace, Fernanda testou a aplicação dos extratos diretamente na fruta, e os resultados foram animadores. “Os extratos vegetais acabaram sendo ainda mais eficazes que os próprios agroquímicos para controlar a podridão da banana. E também não prejudicam a água, o solo e a saúde humana”, comentou a estudante. Os próximos passos incluem aprimorar os extratos vegetais e testá-los em plantações reais, como a do bisavô de Fernanda.

Para a estudante, além do auxílio à família e do reconhecimento nacional em feiras científicas, o projeto significa um direcionamento para a futura carreira profissional. Ciências biológicas, pesquisa e tecnologia devem acompanhar a trajetória da jovem até o mercado de trabalho. “Futuramente, pretendo estudar Biologia ou Medicina Veterinária. São duas áreas que eu amo e em que realmente acho que me encaixo muito bem”, revelou.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA – Além da inovação proposta por Fernanda, um projeto desenvolvido pelas estudantes Beatriz dos Santos e Fernanda Lucas representou o Colégio Estadual Jardim Porto Alegre na feira. Também sob orientação de Schauren e Miglioretto, as jovens pesquisaram o uso de extratos vegetais como aceleradores de germinação e enraizamento para orquídeas no cultivo in vitro.

Conforme a diretora, Iara Elisa Schneider, a participação dupla na maior feira de ciências do país reflete o incentivo à iniciação científica no colégio. “Isso é fruto da abertura dada pela direção para a formação científica do aluno, do incentivo aos professores para aliarem teoria com prática, da disponibilização de recursos para os nossos laboratórios e do entendimento de que o conhecimento ultrapassa os muros da escola”, observou.

“O diferencial da escola pública é que somos pessoas muito determinadas. E o colégio sempre nos ajudou e nos apoiou bastante para a participação nas feiras”, completou Fernanda. O colégio atende cerca de 570 estudantes em período integral. Na instituição, são ofertadas turmas dos anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Médio Técnico.

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CLUBES DE CIÊNCIA – Ao todo, a rede estadual de educação do Paraná somou sete projetos classificados à final da Febrace. Considerando também institutos federais, colégios da Polícia Militar e redes privadas, o Estado teve 19 iniciativas entre os 300 finalistas.

Os projetos classificados à final foram selecionados pelo Comitê de Pré-Avaliação e de Seleção da Febrace ou receberam credenciais por meio de outros eventos científicos. Ao todo, a feira recebeu mais de 2,7 mil inscrições de todo o país, enviadas por alunos do 8º e do 9º anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de escolas públicas e privadas.

As iniciativas finalistas foram expostas ao público na última semana, no câmpus da Universidade de São Paulo (USP). O Paraná teve concorrentes nas categorias de Ciências Biológicas, Ciências Exatas, Ciências Humanas e Engenharias. As iniciativas abordaram temas variados como farmacologia, microbiologia, botânica, física, geografia e engenharia aeroespacial.

Conforme o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o incentivo ao ensino de robótica, programação e iniciação científica nas escolas da rede estadual de ensino explica o protagonismo dos estudantes paranaenses em eventos como a Febrace. 

“Ver estudantes engajados em pesquisa e iniciação científica desde cedo, com iniciativas inovadoras em áreas do conhecimento tão diversas, é motivo de orgulho para todos que trabalhamos com a educação do Paraná. Isso mostra que os investimentos em inovação e tecnologia na rede estadual têm surtido efeito para a formação de jovens protagonistas, conscientes e criativos”, destacou.

Desde o ano passado, o Governo do Estado mantém a Rede de Clubes de Ciências, que reúne cerca de 6 mil estudantes de escolas estaduais em, ao menos, 200 unidades. Nestes espaços, os alunos têm contato direto com o conhecimento científico e tecnológico e consolidam conceitos abordados em sala de aula. Além disso, cerca de 15 mil estudantes com altas habilidades ou superdotação são atendidos em mais de 300 salas de recursos multifuncionais nas escolas estaduais.

Fonte: Governo PR

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