PARANÁ
Boletim do IDR-Paraná analisa chuvas baixas de junho e o reflexo na produção agrícola
Publicado em
7 de julho de 2023por
Itajuba TadeuJunho de 2023 foi um mês em que predominou pouca chuva e concentrada em poucos dias na maioria das regiões do Paraná. Ela ocorreu em apenas dois períodos: entre 11 a 15 e de 21 a 23, sendo que nesse último restrito à metade Sul do Estado. A média estadual de precipitação no mês foi de 97,4 milímetros (mm), frente à média histórica de 117,1 mm. Os dados são do Boletim Agrometeorológico do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Emater- Iapar).
De acordo com o boletim, observa-se que a precipitação ficou abaixo ou próxima da histórica em todas as regiões. O déficit se destacou na RMC, Oeste, Sudoeste, Centro e Sul paranaense. Nas demais regiões as chuvas permaneceram bem próximas das médias históricas.
As temperaturas máximas e mínimas de junho apresentaram grande variabilidade no Estado, muitas vezes dentro do mesmo município, não ocorrendo um padrão predominante. Em Fernandes Pinheiro, por exemplo, a temperatura máxima ficou 0,9ºC acima da média histórica, já a temperatura mínima registrada foi 0,8ºC abaixo da média histórica.
Na média, a temperatura máxima do mês de junho no Paraná foi 22,3ºC, enquanto a média histórica é 22,2ºC. A temperatura mínima foi 11,3ºC e a média histórica é 11,7ºC.
Quanto à ocorrência de geadas e ondas de frio, houve apenas a atuação de uma massa polar de fraca intensidade no período de 17 a 20 de junho provocando geadas leves e moderadas restritas ao Sul do Paraná.
Com relação à agricultura, de maneira geral o clima favoreceu as culturas, que se desenvolveram dentro da normalidade.
MILHO 2ª SAFRA – As chuvas ocorridas no mês de junho beneficiaram o desenvolvimento e crescimento do milho segunda safra. Somente nas regiões que tiveram déficit hídrico intenso nos meses anteriores espera-se uma redução na produtividade.
De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB), no final de junho 3% das lavouras estavam na fase de florescimento, 65% na fase de frutificação e 32% na maturação, com 3% da área colhida. Além disso, 82% das lavouras foram classificadas como em boa condição, 15% em condição mediana e 3% ruim.
FEIJÃO 2ª SAFRA – A maioria da safra de feijão do Paraná já foi colhida (90%). A seca ocorrida em abril e maio prejudicou o desenvolvimento, crescimento e produtividade de algumas lavouras de feijão. Estima-se uma redução na qualidade das lavouras que tiveram chuva na colheita. De acordo com a SEAB, no final de junho 59% apresentaram boas condições de desenvolvimento, 33% média e 8% ruim.
TRIGO E DEMAIS CEREAIS DE INVERNO – De acordo com a Secretaria, até o final do mês 96% do trigo foram semeados no Paraná. O clima favoreceu a cultura, que até o momento recebeu um quantitativo adequado de chuva para seu crescimento e desenvolvimento. O orvalho também contribuiu para a provisão de água para a cultura. Estima-se que 95% apresentaram condições boas e 5% medianas. Os demais cereais de inverno, como aveia, sorgo, cevada, centeio e triticale, também tiveram um bom desenvolvimento.
CAFÉ – Cerca de 30% do café do Paraná foi colhido em junho. O clima seco no final do mês favoreceu a colheita. O café colhido apresentou, na sua maioria, boa qualidade de bebida e grãos graúdos. No entanto, as floradas ocorridas em diferentes épocas causaram formação e maturação desuniforme dos grãos, o que tem dificultado os trabalhos de colheita.
No final do mês, a maioria das lavouras estava fase de maturação (94%) e o restante na frutificação (6%). De acordo com ao SEAB, 91% apresentaram boas condições de desenvolvimento e 9% condições médias.
PASTAGENS – As pastagens tiveram redução no desenvolvimento vegetativo, dificultando a produção de alimentos para o rebanho de leite e carne.
OLERÍCULAS – O tomate, cebola, batata e demais olerícolas registraram um bom desenvolvimento e produtividade.
MANDIOCA – O clima beneficiou a colheita da mandioca e a expectativa é de boa produtividade.
FRUTICULTURA – A colheita da laranja, uva, tangerina e demais frutíferas foram, em geral, favorecidas pelas condições climáticas de junho, em predominou um clima mais seco.
MANANCIAIS HÍDRICOS – Os rios, represas e córregos registraram níveis dentro da normalidade.
Fonte: Governo PR
PARANÁ
Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava
Published
11 horas agoon
3 de abril de 2025By

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.
Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora.
Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.
PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas.
Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.
O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.
Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”
CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES – Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.
A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.”
Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.
Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.
“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.
Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.
Fonte: Governo PR

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