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Banco da Mulher Paranaense completa 5 anos com mais de R$ 216 milhões em crédito

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A Fomento Paraná comemora neste mês de setembro 5 anos do programa Banco da Mulher Paranaense. Lançado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior em setembro de 2019, o programa registra quase 20 mil empreendimentos atendidos com contratos que somam mais de R$ 216 milhões.

Para a primeira-dama do Estado e presidente do Conselho da Superintendência Geral de Ação Solidária (SGAS) do Paraná, Luciana Saito Massa, que é também uma das madrinhas do programa, celebrar os 5 anos do Banco da Mulher Paranaense é reconhecer o potencial transformador das mulheres empreendedoras no nosso estado.

“Este programa não apenas facilita o acesso ao crédito, mas também impulsiona a autonomia e a realização de sonhos”, disse ela. “Tenho a honra de ser madrinha deste programa, que tanto auxilia a vida dessas mulheres, mostrando que, com apoio e condições justas, podemos construir um futuro próspero e igualitário para todas”, acrescentou Luciana Massa.

“É uma política pública importante, que faz toda a diferença, porque a maior parte das mulheres não consegue crédito no mercado convencional para abrir ou para expandir um negócio, mas na Fomento Paraná ela recebe atenção e consegue o crédito em condições adequadas para cada iniciativa”, explica a diretora administrativa e financeira da Fomento Paraná, Mayara Puchalski. “Muitas empreendedoras que antes não conseguiam ter acesso a crédito, ou que encontravam juros muito altos em outras instituições, conseguiram acessar nossos recursos em condições de taxas e prazos adequados. Agora diversos pequenos negócios estão prosperando sob a liderança delas”, conta.

Ainda segundo a diretora, historicamente, a inadimplência sempre foi menor entre clientes do Banco da Mulher Paranaense e do que entre clientes do Banco do Empreendedor. “De modo geral, podemos dizer que a mulher tem um comportamento mais responsável”, avalia.

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BANCA NA FEIRINHA — A empreendedora Rosana Grittem Trinoski é uma das beneficiárias do programa. Ela acessou as linhas de crédito da Fomento Paraná em duas ocasiões. A primeira vez foi com o programa Paraná Recupera, durante a pandemia, e na segunda vez foi pelo Banco da Mulher Paranaense.

Ela criou uma marca de artesanato que produz almofadas infantis e bonecas de pano. A produção é feita em um ateliê próprio e a venda acontece principalmente aos domingos, na Feira de Artesanato do Largo da Ordem, em Curitiba. Segundo ela, a Fomento Paraná foi a instituição financeira com melhores condições e linhas de financiamento para atender as necessidades da empresa dela.

“Formalizei meu negócio há mais de 10 anos e a Fomento foi a instituição que ofertou a melhor proposta de crédito para que eu pudesse reformar e ampliar meu ateliê e comprar materiais como MEI”, conta a empreendedora. “As linhas de microcrédito têm muitas facilidades. Não tem tanta burocracia, as taxas de juros são atrativas e as condições de pagamento são muito boas, tanto para o Recupera como para do Banco da Mulher”, acrescenta a artesã.

CONDIÇÕES FACILITADAS — O programa Banco da Mulher Paranaense conta com duas linhas de crédito. No microcrédito, que são as linhas de até R$ 20 mil, para informais, MEIs e microempresas, uma mulher empreendedora, dona ou sócia de um pequeno negócio, consegue um desconto de até 7 pontos na taxa de juros anual de um empréstimo, que parte de 0,95% ao mês.

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Os recursos podem ser usados como capital de giro, para compra de matéria-prima e insumos, ou investimento em obras e compra de máquinas e equipamentos. O microcrédito tem prazo de carência de até três meses para começar a pagar e pode ser parcelado em até 36 meses.

O programa também contempla recursos em valores acima de R$ 20 mil, até R$ 500 mil, para projetos de investimento em modernização e expansão, e atende micro e pequenas empresas, com faturamento de até R$ 4,8 milhões ao ano. Também é concedido um desconto de até 7 pontos na taxa de juros anual, a título de incentivo para impulsionar empreendimentos liderados por mulheres. O prazo de carência aumenta para até 12 meses e o parcelamento chega a 60 meses, no total.

COMO CONTRATAR – O acesso ao crédito da Fomento Paraná pode ser feito diretamente por atendimento presencial na Fomento Paraná em Curitiba (Rua Comendador Araújo, 652 – Batel) ou online, no portal www.fomento.pr.gov.br e, também, por meio da rede de agentes de crédito, em parceria com o Sebrae-PR, que atuam nas prefeituras em todas as regiões do Estado, principalmente nas Salas do Empreendedor ou nas Agências do Trabalhador, além de uma rede de correspondentes credenciados também disponível no site.

Fonte: Governo PR

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Ajuda ao bisavô: aluna de escola estadual é premiada na maior feira de ciências do Brasil

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O ano era 2020 e a estudante Fernanda Jank, à época com 10 anos, começou um projeto escolar para ajudar o bisavô, produtor de bananas em Laranjeiras do Sul, no Centro-Oeste do Estado. Cinco anos depois, completados dia 28 de março de 2025, a inovação criada pela estudante foi premiada na maior feira de ciências do Brasil, em São Paulo – a Febrace 2025

No laboratório do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, no Oeste, Fernanda identificou extratos vegetais capazes de controlar pragas que causam danos aos bananais. Além de mais eficientes e acessíveis, os produtos biológicos se mostraram menos agressivos ao meio ambiente e à saúde humana em relação a agroquímicos tradicionais.

Destacada em feiras locais e regionais, a pesquisa da estudante chegou à 23ª edição da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), considerada o principal evento da área no Brasil. O projeto conquistou o segundo lugar na categoria Ciências Biológicas e ainda faturou o Prêmio Inovação ASV, promovido por uma empresa privada. 

“Fiquei realmente muito feliz, porque eram 53 trabalhos concorrendo só na minha categoria. Normalmente são 15 ou 20, então eu não esperava ganhar. É muito gratificante saber que todos esses resultados que tivemos realmente estão dando frutos”, celebrou a jovem, hoje com 15 anos.

Além de certificados, troféus e kits de produtos, Fernanda recebeu uma credencial para participar da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), a ser realizada em outubro, no Rio Grande do Sul. A feira, que reúne projetos de diferentes países, é um dos principais eventos científicos do mundo.

INSPIRAÇÃO FAMILIAR – Em 2020, Fernanda ingressou na rede estadual de educação por meio do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, onde estuda até hoje. No mesmo ano, a jovem entrou para o Clube de Ciências da escola, que deu base à ideia para uma pesquisa científica sobre um problema familiar: como ajudar o bisavô, Atilho Gonçalves, a cuidar da plantação de bananas de forma mais eficaz, barata e sustentável?

“Meu bisavô é um pequeno produtor de bananas e acaba não tendo condições de pagar por agroquímicos que controlam as doenças que atacam a cultura. Eu decidi desenvolver alguma alternativa que fosse acessível para ele, sem prejudicar a saúde e o meio ambiente”, relatou Fernanda. Aos 92 anos, o agricultor mantém uma produção de bananas em Laranjeiras do Sul, de onde tira o sustento diário.

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O que parecia um grande desafio para uma estudante do Ensino Fundamental se tornou um projeto de pesquisa robusto, que já dura meia década. Orientada pelos agentes educacionais Dionéia Schauren e Leandro Miglioretto, que coordenam o Clube de Ciências da escola, a jovem identificou produtos vegetais capazes de impedir a podridão da banana, comumente causada pelo fungo Colletotrichum musae. Foram usados extratos de espécies vegetais como guaco, flamboyant e alfavaca.

Na última fase do projeto, que rendeu a premiação na Febrace, Fernanda testou a aplicação dos extratos diretamente na fruta, e os resultados foram animadores. “Os extratos vegetais acabaram sendo ainda mais eficazes que os próprios agroquímicos para controlar a podridão da banana. E também não prejudicam a água, o solo e a saúde humana”, comentou a estudante. Os próximos passos incluem aprimorar os extratos vegetais e testá-los em plantações reais, como a do bisavô de Fernanda.

Para a estudante, além do auxílio à família e do reconhecimento nacional em feiras científicas, o projeto significa um direcionamento para a futura carreira profissional. Ciências biológicas, pesquisa e tecnologia devem acompanhar a trajetória da jovem até o mercado de trabalho. “Futuramente, pretendo estudar Biologia ou Medicina Veterinária. São duas áreas que eu amo e em que realmente acho que me encaixo muito bem”, revelou.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA – Além da inovação proposta por Fernanda, um projeto desenvolvido pelas estudantes Beatriz dos Santos e Fernanda Lucas representou o Colégio Estadual Jardim Porto Alegre na feira. Também sob orientação de Schauren e Miglioretto, as jovens pesquisaram o uso de extratos vegetais como aceleradores de germinação e enraizamento para orquídeas no cultivo in vitro.

Conforme a diretora, Iara Elisa Schneider, a participação dupla na maior feira de ciências do país reflete o incentivo à iniciação científica no colégio. “Isso é fruto da abertura dada pela direção para a formação científica do aluno, do incentivo aos professores para aliarem teoria com prática, da disponibilização de recursos para os nossos laboratórios e do entendimento de que o conhecimento ultrapassa os muros da escola”, observou.

“O diferencial da escola pública é que somos pessoas muito determinadas. E o colégio sempre nos ajudou e nos apoiou bastante para a participação nas feiras”, completou Fernanda. O colégio atende cerca de 570 estudantes em período integral. Na instituição, são ofertadas turmas dos anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Médio Técnico.

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CLUBES DE CIÊNCIA – Ao todo, a rede estadual de educação do Paraná somou sete projetos classificados à final da Febrace. Considerando também institutos federais, colégios da Polícia Militar e redes privadas, o Estado teve 19 iniciativas entre os 300 finalistas.

Os projetos classificados à final foram selecionados pelo Comitê de Pré-Avaliação e de Seleção da Febrace ou receberam credenciais por meio de outros eventos científicos. Ao todo, a feira recebeu mais de 2,7 mil inscrições de todo o país, enviadas por alunos do 8º e do 9º anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de escolas públicas e privadas.

As iniciativas finalistas foram expostas ao público na última semana, no câmpus da Universidade de São Paulo (USP). O Paraná teve concorrentes nas categorias de Ciências Biológicas, Ciências Exatas, Ciências Humanas e Engenharias. As iniciativas abordaram temas variados como farmacologia, microbiologia, botânica, física, geografia e engenharia aeroespacial.

Conforme o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o incentivo ao ensino de robótica, programação e iniciação científica nas escolas da rede estadual de ensino explica o protagonismo dos estudantes paranaenses em eventos como a Febrace. 

“Ver estudantes engajados em pesquisa e iniciação científica desde cedo, com iniciativas inovadoras em áreas do conhecimento tão diversas, é motivo de orgulho para todos que trabalhamos com a educação do Paraná. Isso mostra que os investimentos em inovação e tecnologia na rede estadual têm surtido efeito para a formação de jovens protagonistas, conscientes e criativos”, destacou.

Desde o ano passado, o Governo do Estado mantém a Rede de Clubes de Ciências, que reúne cerca de 6 mil estudantes de escolas estaduais em, ao menos, 200 unidades. Nestes espaços, os alunos têm contato direto com o conhecimento científico e tecnológico e consolidam conceitos abordados em sala de aula. Além disso, cerca de 15 mil estudantes com altas habilidades ou superdotação são atendidos em mais de 300 salas de recursos multifuncionais nas escolas estaduais.

Fonte: Governo PR

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