NOVA AURORA

PARANÁ

Atletas do paradesporto são homenageados na Assembleia Legislativa do Paraná

Publicado em

Atletas e técnicos paradesportivos receberam nesta quarta-feira (24) homenagem da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Foram 89 homenageados, em Sessão Solene que lotou a Casa, também com a presença de familiares e admiradores. O medalhista na Olimpíada de Tóquio Giovani Vieira de Paula, da paracanoagem, e o treinador de parataekwondo Rodrigo Ferla receberam a homenagem em nome dos demais. 

A iniciativa foi proposta pelo deputado Pedro Paulo Bazana, diretor social da Federação das Apaes do Paraná (Feapaes). Ele enalteceu o esporte como ferramenta essencial de inclusão social e destacou o potencial do paradesporto para estimular a atividade.

O secretário estadual do Esporte, Helio Wirbiski, afirmou o Paraná se tornou referência nacional no paradesporto, resultado de investimentos do Governo do Estado em iniciativas como o Proesporte, programa de incentivo e fomento ao esporte, e o Geração Olímpica e Paralímpica, de apoio financeiro a atletas e treinadores, por meio de bolsas.

“A comunidade do paradesporto nos dá exemplos de luta, de perseverança e, principalmente, de organização” disse Wirbiski. “O paradesporto do Paraná é exemplo para o Brasil, com treinadores de destaque, como o Rodrigo Ferla, um dos melhores treinadores do Parataekwondo do mundo, e de tantos outros atletas e treinadores que vão representar o Brasil na próxima paralimpíada. Para nós é um orgulho”, afirmou.

Leia Também:  Com queda das temperaturas, Compagas orienta sobre cuidados com aparelhos a gás

Rodrigo Ferla, eleito o melhor treinador de mundo de parataekwondo em 2021 e 2023, disse que o reconhecimento se dá pelas conquistas e, também, por levar a bandeira do Paraná para fora do País. “Estamos sempre andando juntos com o Governo do Paraná, participando de seus projetos. Essa homenagem é o reconhecimento por uma vida dedicada ao paradesporto”, destacou Ferla.

FESTIVAIS REGIONAIS – Na solenidade foram citadas algumas iniciativas de apoio e fomento ao paradesporto. Uma delas é o Festival Paradesportivo das Regionais, desenvolvido pela secretaria estadual do Esporte, por meio da Coordenação de Paradesporto, Coordenação dos Escritórios Regionais do Esporte e os municípios-sedes.

O festival oferece oficinas de Atletismo, Golf-7 e Vôlei Sentado e dá mais visibilidade aos esportes para pessoas com deficiência. Já foram atendidas as regionais de Cornélio Procópio, Londrina, Guarapuava, Pontal do Paraná, Foz do Iguaçu, Pato Branco, Maringá, Campo Mourão, Paranavaí e Campo Largo.

Outras três edições estão previstas para acontecer até agosto: União da Vitória (14 de maio), Umuarama (3 e 4 de junho) e Ivaiporã, em data a ser definida.

Leia Também:  Governo realiza nesta quarta-feira a etapa Paraná do Fórum da Rede de Parcerias

CENTRO DE REFERÊNCIA – Em uma parceria entre a secretaria estadual do Esporte, o Comitê Paralímpico Brasileiro e os municípios paranaenses foi criada uma rede de desenvolvimento do paradesporto. Trata-se de um projeto pioneiro do Paraná, com o objetivo de captar novos atletas e oportunizar locais de excelência para o treinamento nas modalidades paradesportivas. 

A meta é implantar dez centros até o fim de 2024. Até o momento, as atividades já foram iniciadas em Campo Mourão, Cascavel, Cornélio Procópio, Ivaiporã, Telêmaco Borba, Ponta Grossa e Maringá. O de Curitiba aguarda assinatura do termo, enquanto os de Londrina e Foz do Iguaçu devem ser implantados até setembro.

Em 2023, Curitiba se tornou sede do Centro de Esporte e Lazer Vila Oficinas, onde passaram a ser desenvolvidas modalidades de vôlei sentado, futebol praticado por cegos, goalball e bocha paralímpica – todas serão disputadas nos Jogos Paradesportivos.

Na sede da Secretaria, no Capão da Imbuia, são desenvolvidas atividades de rugby em cadeira de rodas e golfe 7; no Complexo Esportivo Tarumã, a escolinha de esportes oferece iniciação esportiva para crianças com transtorno do espectro autista (TEA).

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

PARANÁ

Ajuda ao bisavô: aluna de escola estadual é premiada na maior feira de ciências do Brasil

Published

on

By

O ano era 2020 e a estudante Fernanda Jank, à época com 10 anos, começou um projeto escolar para ajudar o bisavô, produtor de bananas em Laranjeiras do Sul, no Centro-Oeste do Estado. Cinco anos depois, completados dia 28 de março de 2025, a inovação criada pela estudante foi premiada na maior feira de ciências do Brasil, em São Paulo – a Febrace 2025

No laboratório do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, no Oeste, Fernanda identificou extratos vegetais capazes de controlar pragas que causam danos aos bananais. Além de mais eficientes e acessíveis, os produtos biológicos se mostraram menos agressivos ao meio ambiente e à saúde humana em relação a agroquímicos tradicionais.

Destacada em feiras locais e regionais, a pesquisa da estudante chegou à 23ª edição da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), considerada o principal evento da área no Brasil. O projeto conquistou o segundo lugar na categoria Ciências Biológicas e ainda faturou o Prêmio Inovação ASV, promovido por uma empresa privada. 

“Fiquei realmente muito feliz, porque eram 53 trabalhos concorrendo só na minha categoria. Normalmente são 15 ou 20, então eu não esperava ganhar. É muito gratificante saber que todos esses resultados que tivemos realmente estão dando frutos”, celebrou a jovem, hoje com 15 anos.

Além de certificados, troféus e kits de produtos, Fernanda recebeu uma credencial para participar da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), a ser realizada em outubro, no Rio Grande do Sul. A feira, que reúne projetos de diferentes países, é um dos principais eventos científicos do mundo.

INSPIRAÇÃO FAMILIAR – Em 2020, Fernanda ingressou na rede estadual de educação por meio do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, onde estuda até hoje. No mesmo ano, a jovem entrou para o Clube de Ciências da escola, que deu base à ideia para uma pesquisa científica sobre um problema familiar: como ajudar o bisavô, Atilho Gonçalves, a cuidar da plantação de bananas de forma mais eficaz, barata e sustentável?

“Meu bisavô é um pequeno produtor de bananas e acaba não tendo condições de pagar por agroquímicos que controlam as doenças que atacam a cultura. Eu decidi desenvolver alguma alternativa que fosse acessível para ele, sem prejudicar a saúde e o meio ambiente”, relatou Fernanda. Aos 92 anos, o agricultor mantém uma produção de bananas em Laranjeiras do Sul, de onde tira o sustento diário.

Leia Também:  Parque Universitário da UENP celebra um ano de atividades com mais de 10 mil visitações

O que parecia um grande desafio para uma estudante do Ensino Fundamental se tornou um projeto de pesquisa robusto, que já dura meia década. Orientada pelos agentes educacionais Dionéia Schauren e Leandro Miglioretto, que coordenam o Clube de Ciências da escola, a jovem identificou produtos vegetais capazes de impedir a podridão da banana, comumente causada pelo fungo Colletotrichum musae. Foram usados extratos de espécies vegetais como guaco, flamboyant e alfavaca.

Na última fase do projeto, que rendeu a premiação na Febrace, Fernanda testou a aplicação dos extratos diretamente na fruta, e os resultados foram animadores. “Os extratos vegetais acabaram sendo ainda mais eficazes que os próprios agroquímicos para controlar a podridão da banana. E também não prejudicam a água, o solo e a saúde humana”, comentou a estudante. Os próximos passos incluem aprimorar os extratos vegetais e testá-los em plantações reais, como a do bisavô de Fernanda.

Para a estudante, além do auxílio à família e do reconhecimento nacional em feiras científicas, o projeto significa um direcionamento para a futura carreira profissional. Ciências biológicas, pesquisa e tecnologia devem acompanhar a trajetória da jovem até o mercado de trabalho. “Futuramente, pretendo estudar Biologia ou Medicina Veterinária. São duas áreas que eu amo e em que realmente acho que me encaixo muito bem”, revelou.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA – Além da inovação proposta por Fernanda, um projeto desenvolvido pelas estudantes Beatriz dos Santos e Fernanda Lucas representou o Colégio Estadual Jardim Porto Alegre na feira. Também sob orientação de Schauren e Miglioretto, as jovens pesquisaram o uso de extratos vegetais como aceleradores de germinação e enraizamento para orquídeas no cultivo in vitro.

Conforme a diretora, Iara Elisa Schneider, a participação dupla na maior feira de ciências do país reflete o incentivo à iniciação científica no colégio. “Isso é fruto da abertura dada pela direção para a formação científica do aluno, do incentivo aos professores para aliarem teoria com prática, da disponibilização de recursos para os nossos laboratórios e do entendimento de que o conhecimento ultrapassa os muros da escola”, observou.

“O diferencial da escola pública é que somos pessoas muito determinadas. E o colégio sempre nos ajudou e nos apoiou bastante para a participação nas feiras”, completou Fernanda. O colégio atende cerca de 570 estudantes em período integral. Na instituição, são ofertadas turmas dos anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Médio Técnico.

Leia Também:  Com queda das temperaturas, Compagas orienta sobre cuidados com aparelhos a gás

CLUBES DE CIÊNCIA – Ao todo, a rede estadual de educação do Paraná somou sete projetos classificados à final da Febrace. Considerando também institutos federais, colégios da Polícia Militar e redes privadas, o Estado teve 19 iniciativas entre os 300 finalistas.

Os projetos classificados à final foram selecionados pelo Comitê de Pré-Avaliação e de Seleção da Febrace ou receberam credenciais por meio de outros eventos científicos. Ao todo, a feira recebeu mais de 2,7 mil inscrições de todo o país, enviadas por alunos do 8º e do 9º anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de escolas públicas e privadas.

As iniciativas finalistas foram expostas ao público na última semana, no câmpus da Universidade de São Paulo (USP). O Paraná teve concorrentes nas categorias de Ciências Biológicas, Ciências Exatas, Ciências Humanas e Engenharias. As iniciativas abordaram temas variados como farmacologia, microbiologia, botânica, física, geografia e engenharia aeroespacial.

Conforme o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o incentivo ao ensino de robótica, programação e iniciação científica nas escolas da rede estadual de ensino explica o protagonismo dos estudantes paranaenses em eventos como a Febrace. 

“Ver estudantes engajados em pesquisa e iniciação científica desde cedo, com iniciativas inovadoras em áreas do conhecimento tão diversas, é motivo de orgulho para todos que trabalhamos com a educação do Paraná. Isso mostra que os investimentos em inovação e tecnologia na rede estadual têm surtido efeito para a formação de jovens protagonistas, conscientes e criativos”, destacou.

Desde o ano passado, o Governo do Estado mantém a Rede de Clubes de Ciências, que reúne cerca de 6 mil estudantes de escolas estaduais em, ao menos, 200 unidades. Nestes espaços, os alunos têm contato direto com o conhecimento científico e tecnológico e consolidam conceitos abordados em sala de aula. Além disso, cerca de 15 mil estudantes com altas habilidades ou superdotação são atendidos em mais de 300 salas de recursos multifuncionais nas escolas estaduais.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

PARANÁ

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA