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Após chuvas, Estado segue apoiando os municípios; rodovias ainda têm bloqueios

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As chuvas que caíram no final de semana e ao longo da última semana deixaram 2.989 casas danificadas no Paraná, de acordo com o último boletim da Defesa Civil . São 45 municípios atingidos, 16.247 pessoas afetadas, 547 desalojados (na casa de amigos ou parentes) e 307 desabrigados (em abrigos públicos).

Os locais mais atingidos foram Rebouças (3.013 pessoas afetadas), Jardim Alegre (2.800), São Jorge d’Oeste (1.600), Cascavel (1.350), Mangueirinha (822), Pitanga (800), Peabiru (700), Paulo Frontin (600), Pinhão (599), União da Vitória (328) e Sulina (300). A região central, Sul, Centro-Sul e Campos Gerais registraram os maiores estragos no final de semana, enquanto o Oeste, que chegou a registrar um tornado, teve os maiores registros na semana passada.

As equipes locais da Defesa Civil, juntamente com o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil Estadual, estão atendendo a população, resgatando as pessoas em maior risco e levando para locais seguros. Os alertas da população, enviados desde a segunda-feira, assim como a mobilização junto às redes sociais e outros canais de comunicação, auxiliaram para que a informação sobre as chuvas chegassem para todos.

As localidades mais afetadas já receberam apoio do Estado nos primeiros momentos da emergência, primeiramente com a distribuição emergencial de lonas e outros socorros públicos, e posteriormente com materiais de higiene, dormitório e telhas. Já foram distribuídas mais de 18 mil telhas, além de 650 kits dormitório, 584 kits higiene e 484 cestas básicas.

Até o momento, Paula Freitas, Mangueirinha, Rio Negro, Pinhão e São Jorge do Oeste já decretaram situação de emergência. O decreto de São Jorge d’Oeste já está homologado pelo Estado e o de Mangueirinha está em processo de homologação. Paula Freitas e Rio Negro estão inserindo a documentação para pedir a homologação da situação de emergência. Além disso, Pinhão, Paulo Frontin e Cascavel estão dando prosseguimento nos documentos iniciais.

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Diversas cidades paranaenses foram fortemente afetadas pelas chuvas neste domingo. São Mateus do Sul foi a cidade do Paraná com o maior índice de chuva acumulada, segundo o Simepar, com 103,4 mm. Na sequência aparecem as cidades de Loanda, com 100 mm, Inácio Martins (98,8 mm), Irati (97 mm), Campo Mourão (87,8 mm), Guarapuava – Entre Rios (87,8 mm), Paranavaí (86,6 mm), Guarapuava (86,4 mm), Cianorte (80,4 mm) e Umuarama (78,2 mm).

RODOVIAS – As chuvas causaram estragos em rodovias estaduais no final de semana. Em Jaguariaíva houve o rompimento do pavimento da PR-151 na altura do km 214. O tráfego de veículos está sendo desviado por rotas alternativas. Já a PR-170, entre Guarapuava e o distrito de Entre Rios, registrou um escorregamento de terra em um dos acostamentos. O tráfego permanece aberto no local, mas em apenas uma faixa.

Outros dois pontos chegaram a registrar alagamentos. A PR-364 foi interditada temporariamente na altura do km 100, entre Irati e Inácio Martins, devido ao transbordo do Rio Preto, que cobriu ambas as pistas, mas a pista já foi liberada. Em Pitanga, a PRC-466 (ligação com Guarapuava e Campo Mourão) e a PR-239 (ligação com Mato Rico) foram atingidas e ainda seguem com bastante água.

Na Graciosa, segue a interdição para circulação de tráfego durante a noite. Durante o dia, o tráfego está liberado, com orientação das equipes que trabalham no local e sistema pare-e-siga na altura das obras de recuperação das chuvas do último verão. Não houve novos deslizamentos. As informações sobre a rodovia podem ser acompanhadas neste perfil no Twitter.

Em União da Vitória, a BR-476 cedeu na altura do km 356. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) já está analisando o trecho. Na Serra do Mar, a BR-277 chegou a operar em uma pista ao longo do final de semana de maneira preventiva, entre os km 39 e 42.

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COPEL – Equipes da Copel continuam trabalhando para regularizar a rede após os temporais. Com fortes rajadas de ventos e grande incidência de descargas atmosféricas, as chuvas provocaram estragos em diversos municípios. Nesta segunda-feira, 32 mil consumidores estão sem energia, de acordo com a companhia. Os municípios mais afetados são Maringá e Sarandi. Foram registrados 163 postes quebrados na região Noroeste. 

Em Maringá, são mais de 700 chamados emergenciais registrados para atendimento. O restante da região Noroeste do Paraná tem ainda 300 ocorrências para atendimento, sobretudo nas áreas rurais do município, com um volume menor de domicílios atingidos em cada circuito. Cada serviço representa um ponto diferente da rede que precisará ser verificado e reparado pelas equipes.

Na região Norte, os trabalhos se concentram principalmente em cidades do Vale do Ivaí, com 243 ocorrências, e do Norte Pioneiro, onde há 107 chamados para atendimento na região de Ibaiti e 66 na região de Santo Antônio da Platina. 

A comunicação sobre falta de luz pode ser feita pelo telefone, mas também por meio do aplicativo para celulares, pelo site www.copel.com e pelo número de WhatsApp 41 3013-8973. Sem internet, o aviso ainda pode ser enviado à Copel por meio de mensagem de texto (SMS) para o número 28593, escrevendo as letras “SL”, de “sem luz”, mais o número da unidade consumidora, que se encontra destacada no cabeçalho da conta de luz.

Fonte: Governo PR

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Com 62 óbitos por Covid-19 em 2025, Secretaria da Saúde reforça importância da vacina

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De janeiro a março deste ano, o Paraná registrou 12.945 casos e 62 mortes por Covid-19. O número de óbitos é três vezes maior do que as mortes registradas por dengue no mesmo período no Estado (19 casos). Os dados fazem parte de um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) e alertam para a importância da vacinação contra a Covid-19, mesmo após o fim da pandemia. 

Em relação ao mesmo período do ano passado (janeiro ao começo de abril), com 55.147 casos e 153 óbitos, houve uma diminuição significativa, mas ao longo de 2024 foram 104.959 casos e 277 óbitos no Paraná, patamares ainda muito altos.

O agravamento dos casos de Covid-19 pode ser prevenido com a imunização. A vacina que previne a doença está disponível em todo o Estado e a população deve ficar atenta para manter o reforço do imunizante no período indicado para cada grupo.

“Há alguns anos havia uma ansiedade muito grande pela vacina contra a Covid-19 e depois, com a normalização do vírus, as pessoas infelizmente deixaram de se vacinar. É importante relembrar que a doença continua circulando em todo o mundo e aqui não é diferente. Temos vacinas disponíveis e vacina boa é vacina no braço, por isso pedimos que quem ainda não atualizou a carteirinha, procure uma unidade de saúde mais próxima e faça a imunização”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

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A vacina é indicada para crianças de seis meses a menores de cinco anos com duas e três doses, dependendo do fabricante do imunizante disponível, idosos acima de 60 anos com duas doses por ano, gestantes com uma dose por gestação, grupos especiais com uma dose por ano (trabalhadores de saúde, por exemplo), pessoas imunocomprometidas (a partir de seis meses de idade) primeiramente com três doses no esquema primário e depois com duas doses anuais, população geral de cinco a 59 anos de idade com uma dose por ano.

Com mais de 18,8 milhões de doses aplicadas, a cobertura vacinal geral da Covid-19 no Paraná é de 88,11% com duas doses, 57,77% com três doses e apenas 20,57% com quatro doses. A maior preocupação é com as crianças abaixo de cinco anos de idade. No grupo de seis meses a dois anos, apenas 41,8% tomaram duas doses e 14,2% tiveram três doses. Já na faixa etária de três a cinco anos, 33,9% possuem duas doses e 16,6% tem três doses. Os dados podem ser consultados AQUI.

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ÓBITOS DE IDOSOS – Dentre os óbitos, 51 são de idosos. Dois deles não tinham nenhum registro de vacina; 49 tinham tomado pelo menos uma dose, mas apenas quatro tinham vacinas registradas nos primeiros meses de 2024, ou seja, todos os óbitos nesta faixa etária não estavam com a dose de reforço em dia, e, portanto, estavam desprotegidos.

Três mortes foram na faixa etária de 20 a 49 anos, um com vacina em 2021, outro em 2022 e outro em 2024. Na faixa etária de 50 a 59 anos, quatro pessoas morreram, todas elas não tinham vacinas registradas desde 2022. Os quatro óbitos de crianças (três de 1 a 4 anos e um de 11 meses de idade) não tinham registro de vacina.

Fonte: Governo PR

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