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Alicerce para a educação: Estado investe R$ 569 milhões com alimentação dos alunos

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Os investimentos do Governo do Estado na alimentação escolar figuram entre as principais iniciativas para a garantia do aprendizado e da formação integral dos estudantes da rede estadual do Paraná. Reconhecendo a importância da boa alimentação na rotina de aprendizagem, o Governo do Estado reafirmou, em 2024, seu compromisso ao colocar a alimentação dos alunos da rede estadual entre as prioridades de investimento.

Neste ano, por meio do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), a Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) destinou aproximadamente R$ 569 milhões à aquisição de alimentos para as escolas, promovendo saúde e bem-estar para cerca de 1 milhão de alunos. Esse recurso possibilitou a entrega de 47 mil toneladas de alimentos, incluindo carnes, frutas e produtos lácteos, assegurando refeições balanceadas e nutritivas.

Os resultados desse esforço vão além do simples ato de alimentar. “A alimentação equilibrada e nutritiva fornece os nutrientes essenciais para o funcionamento adequado do cérebro, elementos indispensáveis para a concentração, memória e raciocínio lógico, que são fundamentais para o aprendizado”, destaca a diretora-presidente da Fundepar, Eliane Teruel Carmona. “Esse impacto positivo reflete diretamente no desempenho escolar, evidenciando que investir na merenda é também investir no futuro da educação”.

Um dos destaques do programa de alimentação escolar é o incentivo à sustentabilidade e à qualidade dos produtos. Dos alimentos adquiridos, 25% (um em cada quatro do total) foram orgânicos, como frutas, hortaliças e leite. 

Em termos de volume de refeições servidas, os números demonstram a amplitude do programa: foram realizados 1,9 milhão de servimentos diários aos alunos, totalizando 1,1 milhão de refeições completas por dia em toda a rede estadual. Além disso, as carnes, uma fonte vital de proteínas, passaram a ser oferecidas diariamente, complementando a nutrição dos estudantes e garantindo refeições mais completas e satisfatórias.

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Outro aspecto relevante desse investimento é o impacto positivo na economia local. A contratação de alimentos provenientes da Agricultura Familiar atingiu um marco histórico, com a aquisição de R$ 275 milhões em produtos de pequenos agricultores. 

“Essa política não só apoia 17 mil famílias em todo o Estado, mas também fortalece a economia regional e valoriza práticas agrícolas sustentáveis e de qualidade”, explica o secretário da Educação, Roni Miranda.

RECONHECIMENTO – Em 2024, ações inéditas serviram para valorizar e incentivar o trabalho das merendeiras e merendeiros da rede estadual. O concurso Melhor Merenda do Paraná, realizado no mês de novembro, fomentou a criatividade e sustentabilidade na alimentação escolar por meio de uma saudável disputa, que contou com a participação ativa da comunidade escolar.

Com 524 receitas elaboradas por merendeiras escolhidas pelos 32 Núcleos Regionais de Educação (NREs) do Estado, o concurso selecionou 92, que foram registradas num livro exclusivo. As quatro melhores foram premiadas na etapa final, em Curitiba. A paranaese Manu Buffara, reconhecida em 2024 como uma das melhores chefs do mundo, foi jurada do concurso.  O prato que ficou em primeiro lugar foi o “charuto recheado com arroz cozido em caldo de feijão’, elaborado por Clarice Iaciuk Costa Rosa, merendeira do Colégio Estadual do Campo Cristo Rei, de Prudentópolis, na região Centro-Sul. 

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As receitas foram avaliadas tendo como base os critérios de ‘Tradição’, que refletisse a cultura local e regional; ‘Localidade e Regionalidade’, para valorizar os ingredientes locais e regionais, com ênfase em produtos frescos e de origem conhecida; ‘Criatividade’, que levasse em conta receitas tradicionais para o ambiente escolar e populares entre os alunos; e ‘Sustentabilidade’, promovendo o uso consciente dos ingredientes e combate o desperdício. As 32 receitas selecionadas representaram cada um dos Núcleos Regionais de Educação (NRE).

As finalistas receberam um avental com seus nomes bordados e o livro de receitas com as 100 merendas selecionadas, além de uma aula com a chef Manu Buffara. As vencedoras ganharam um kit com livros de receitas, um jogo de jantar personalizado pelo artista paranaense Toto Lopes e um voucher para um passeio de Litorina, trem de luxo que faz o trajeto pela ferrovia que corta a Serra do Mar, no Litoral.

“Alimentar bem os estudantes não é apenas uma responsabilidade, mas uma estratégia essencial para construir uma rede educacional de excelência. A merenda escolar não é apenas um recurso; é uma ferramenta poderosa para promover saúde, bem-estar e melhores condições de aprendizado”, afirma o secretário da Educação, Roni Miranda.

Fonte: Governo PR

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Ajuda ao bisavô: aluna de escola estadual é premiada na maior feira de ciências do Brasil

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O ano era 2020 e a estudante Fernanda Jank, à época com 10 anos, começou um projeto escolar para ajudar o bisavô, produtor de bananas em Laranjeiras do Sul, no Centro-Oeste do Estado. Cinco anos depois, completados dia 28 de março de 2025, a inovação criada pela estudante foi premiada na maior feira de ciências do Brasil, em São Paulo – a Febrace 2025

No laboratório do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, no Oeste, Fernanda identificou extratos vegetais capazes de controlar pragas que causam danos aos bananais. Além de mais eficientes e acessíveis, os produtos biológicos se mostraram menos agressivos ao meio ambiente e à saúde humana em relação a agroquímicos tradicionais.

Destacada em feiras locais e regionais, a pesquisa da estudante chegou à 23ª edição da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), considerada o principal evento da área no Brasil. O projeto conquistou o segundo lugar na categoria Ciências Biológicas e ainda faturou o Prêmio Inovação ASV, promovido por uma empresa privada. 

“Fiquei realmente muito feliz, porque eram 53 trabalhos concorrendo só na minha categoria. Normalmente são 15 ou 20, então eu não esperava ganhar. É muito gratificante saber que todos esses resultados que tivemos realmente estão dando frutos”, celebrou a jovem, hoje com 15 anos.

Além de certificados, troféus e kits de produtos, Fernanda recebeu uma credencial para participar da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), a ser realizada em outubro, no Rio Grande do Sul. A feira, que reúne projetos de diferentes países, é um dos principais eventos científicos do mundo.

INSPIRAÇÃO FAMILIAR – Em 2020, Fernanda ingressou na rede estadual de educação por meio do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, onde estuda até hoje. No mesmo ano, a jovem entrou para o Clube de Ciências da escola, que deu base à ideia para uma pesquisa científica sobre um problema familiar: como ajudar o bisavô, Atilho Gonçalves, a cuidar da plantação de bananas de forma mais eficaz, barata e sustentável?

“Meu bisavô é um pequeno produtor de bananas e acaba não tendo condições de pagar por agroquímicos que controlam as doenças que atacam a cultura. Eu decidi desenvolver alguma alternativa que fosse acessível para ele, sem prejudicar a saúde e o meio ambiente”, relatou Fernanda. Aos 92 anos, o agricultor mantém uma produção de bananas em Laranjeiras do Sul, de onde tira o sustento diário.

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O que parecia um grande desafio para uma estudante do Ensino Fundamental se tornou um projeto de pesquisa robusto, que já dura meia década. Orientada pelos agentes educacionais Dionéia Schauren e Leandro Miglioretto, que coordenam o Clube de Ciências da escola, a jovem identificou produtos vegetais capazes de impedir a podridão da banana, comumente causada pelo fungo Colletotrichum musae. Foram usados extratos de espécies vegetais como guaco, flamboyant e alfavaca.

Na última fase do projeto, que rendeu a premiação na Febrace, Fernanda testou a aplicação dos extratos diretamente na fruta, e os resultados foram animadores. “Os extratos vegetais acabaram sendo ainda mais eficazes que os próprios agroquímicos para controlar a podridão da banana. E também não prejudicam a água, o solo e a saúde humana”, comentou a estudante. Os próximos passos incluem aprimorar os extratos vegetais e testá-los em plantações reais, como a do bisavô de Fernanda.

Para a estudante, além do auxílio à família e do reconhecimento nacional em feiras científicas, o projeto significa um direcionamento para a futura carreira profissional. Ciências biológicas, pesquisa e tecnologia devem acompanhar a trajetória da jovem até o mercado de trabalho. “Futuramente, pretendo estudar Biologia ou Medicina Veterinária. São duas áreas que eu amo e em que realmente acho que me encaixo muito bem”, revelou.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA – Além da inovação proposta por Fernanda, um projeto desenvolvido pelas estudantes Beatriz dos Santos e Fernanda Lucas representou o Colégio Estadual Jardim Porto Alegre na feira. Também sob orientação de Schauren e Miglioretto, as jovens pesquisaram o uso de extratos vegetais como aceleradores de germinação e enraizamento para orquídeas no cultivo in vitro.

Conforme a diretora, Iara Elisa Schneider, a participação dupla na maior feira de ciências do país reflete o incentivo à iniciação científica no colégio. “Isso é fruto da abertura dada pela direção para a formação científica do aluno, do incentivo aos professores para aliarem teoria com prática, da disponibilização de recursos para os nossos laboratórios e do entendimento de que o conhecimento ultrapassa os muros da escola”, observou.

“O diferencial da escola pública é que somos pessoas muito determinadas. E o colégio sempre nos ajudou e nos apoiou bastante para a participação nas feiras”, completou Fernanda. O colégio atende cerca de 570 estudantes em período integral. Na instituição, são ofertadas turmas dos anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Médio Técnico.

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CLUBES DE CIÊNCIA – Ao todo, a rede estadual de educação do Paraná somou sete projetos classificados à final da Febrace. Considerando também institutos federais, colégios da Polícia Militar e redes privadas, o Estado teve 19 iniciativas entre os 300 finalistas.

Os projetos classificados à final foram selecionados pelo Comitê de Pré-Avaliação e de Seleção da Febrace ou receberam credenciais por meio de outros eventos científicos. Ao todo, a feira recebeu mais de 2,7 mil inscrições de todo o país, enviadas por alunos do 8º e do 9º anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de escolas públicas e privadas.

As iniciativas finalistas foram expostas ao público na última semana, no câmpus da Universidade de São Paulo (USP). O Paraná teve concorrentes nas categorias de Ciências Biológicas, Ciências Exatas, Ciências Humanas e Engenharias. As iniciativas abordaram temas variados como farmacologia, microbiologia, botânica, física, geografia e engenharia aeroespacial.

Conforme o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o incentivo ao ensino de robótica, programação e iniciação científica nas escolas da rede estadual de ensino explica o protagonismo dos estudantes paranaenses em eventos como a Febrace. 

“Ver estudantes engajados em pesquisa e iniciação científica desde cedo, com iniciativas inovadoras em áreas do conhecimento tão diversas, é motivo de orgulho para todos que trabalhamos com a educação do Paraná. Isso mostra que os investimentos em inovação e tecnologia na rede estadual têm surtido efeito para a formação de jovens protagonistas, conscientes e criativos”, destacou.

Desde o ano passado, o Governo do Estado mantém a Rede de Clubes de Ciências, que reúne cerca de 6 mil estudantes de escolas estaduais em, ao menos, 200 unidades. Nestes espaços, os alunos têm contato direto com o conhecimento científico e tecnológico e consolidam conceitos abordados em sala de aula. Além disso, cerca de 15 mil estudantes com altas habilidades ou superdotação são atendidos em mais de 300 salas de recursos multifuncionais nas escolas estaduais.

Fonte: Governo PR

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