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Agência do Trabalhador da Cultura já liberou R$ 240 mil em microcrédito em 2023

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A Agência do Trabalhador da Cultura (ATC) destinou mais de R$ 240 mil para empreendedores de 11 áreas culturais nos últimos oito meses. O recurso é proveniente da linha de crédito Microcrédito Fácil, da Fomento Paraná, e atendeu microempreendedores individuais (MEIs) e microempresas.

O microcrédito é uma das ferramentas de fomento da ATC, que foi inaugurada em novembro de 2021, e seu crescimento acompanha o aumento expressivo nos atendimentos da agência, que teve alta de 173% no segundo quadrimestre, em relação aos primeiros quatro meses de 2023 – de 2.438 para 6.671 atendimentos.

O programa de crédito oferece prazos de carência e pagamentos que proporcionam parcelas compatíveis com a capacidade financeira do tomador de crédito. As áreas culturais alcançadas contempladas foram o artesanato, audiovisual, artes visuais, design, eventos, gastronomia, moda, música, mercado editorial, publicidade e software.

Por meio de um modelo de crédito orientado, a Fomento Paraná oferece financiamento com taxas de juros e prazos diferenciados para apoiar a implantação, manutenção e modernização ou ampliação de pequenos negócios. Assim, a instituição busca ampliar a base produtiva e promover a geração de emprego e renda.

“O principal modelo de trabalho da Fomento Paraná para ampliar a oferta de crédito é por meio de parcerias, seja com prefeituras, associações comerciais, sociedades empresariais e outras entidades, bem como com secretarias estaduais”, explica Heraldo Neves, diretor-presidente da Fomento Paraná. “E o trabalho da Agência do Trabalhador da Cultura vem mostrando o quanto é importante contar com o apoio de instituições para levar a informação aos empreendedores, de todos os setores da atividade econômica, sobre as oportunidades e facilidades que o Governo do Paraná pode proporcionar ao empreendedor que precisa de recursos para melhorar seus negócios”.

O Microcrédito Fácil é uma importante ferramenta para empreendedores que já possuem um projeto e necessitam de apoio no momento da execução. “É importante lembrar que esses recursos não substituem as leis de incentivo e sim complementam nossas ferramentas como uma opção a mais para o público”, salientou Phablo Bozza, agente de crédito e gestor da ATC.

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MICROCRÉDITO – A modalidade de crédito da Fomento Paraná pode ser acessada por empreendedores informais, MEIs e microempresas que têm faturamento bruto anual de até R$ 360 mil. No caso de empreendedores informais é necessário que a atividade produtiva possa ser registrada como MEI.

Os valores financiáveis variam conforme o tempo de atividade de cada empreendimento e a análise de crédito. Para iniciativas com menos de 12 meses, o valor máximo da linha de crédito é de R$ 5 mil. Já para atividades com 12 meses ou mais, o montante passa a ser de R$ 10 mil. Por fim, para negócios com mais de 12 meses que possuam projetos de expansão, modernização ou que necessitam de capital de giro para a manutenção de suas atividades, o limite é de até R$ 20 mil.

O crédito é liberado diretamente na conta corrente do cliente financiado, no banco de preferência informado. O prazo para pagamento do financiamento é de até 36 meses e pode incluir um período de carência de até três meses.

Nos empreendimentos liderados por mulheres, o Governo do Paraná dá um desconto de 7 pontos percentuais na taxa anual de juros pelo programa Banco da Mulher Paranaense. Nos demais empreendimentos, o desconto na taxa anual é de 5 pontos, pelo programa Banco do Empreendedor.

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Empreendedores que investem em cursos de capacitação para melhorar o desempenho dos negócios também têm acesso a taxas de juros diferenciadas no Microcrédito Fácil. Para isso, são aceitas capacitações presenciais ofertadas por Instituições de Ensino Superior (IES) credenciadas pelo Ministério da Educação (MEC) para cursos nas áreas de Administração, Economia, Contabilidade, e ainda os cursos de gestão empresarial oferecidos pelo Sebrae e do programa Paraná Empreende Mais (antigo Bom Negócio Paraná), ofertado pelas universidades estaduais.

BALANÇO – A Agência do Trabalhador da Cultura divulgou outros dados no balanço referente aos últimos quatro meses de atividade. No comparativo com os primeiros quatro meses deste ano, o número de atendimentos subiu de 2.438 para 6.671, representando um aumento de 173%.

A maior parte do atendimento é feito on-line. Do número total, o WhatsApp é o preferido do público com 50%, o telefone com 18%, o e-mail também com 18%, e o modo presencial com apenas 12% da preferência do público.

Ainda sobre o mesmo comparativo dos dois quadrimestres do ano, o número de vagas cadastradas para trabalhadores na área da cultura progrediu de 276 para 584, e a quantidade de novos trabalhadores escalou de 341 para 796.

O aumento desses números está relacionado com o Cult Mut, o 1.º Mutirão da Empregabilidade Cultural, realizado em julho. Na ocasião, foram ofertadas 203 vagas para 511 trabalhadores da cultura cadastrados, além de 13 empresas envolvidas.

Serviço:

Agência do Trabalhador da Cultura

Rua Saldanha Marinho, 240 – Centro – Curitiba

Horário de atendimento: segunda a sexta, das 9h às 17h

Telefone/WhatsApp: (41) 3321-4743

agenciacultura@secc.pr.gov.br

www.agenciadotrabalhadordacultura.pr.gov.br

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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