NOVA AURORA

PARANÁ

41 municípios aderem à campanha do Governo de combate ao assédio no Carnaval

Publicado em

A campanha do Governo do Estado que incentiva a denúncia de casos de assédio durante as festas de Carnaval já conta com a adesão de 41 municípios. De 10 a 14 de fevereiro, as prefeituras vão distribuir materiais com tom educativo, além de fazer a divulgação virtual orientando os foliões com os canais para denúncias.

Com o mote “Se toca, assédio não é folia”, as peças produzidas pela Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi) incentivam as pessoas a denunciarem sempre que sofrerem ou presenciarem qualquer ato de assédio, verbal ou físico, constrangimento ou toque sem consentimento. A veiculação acontecerá por meio de cartazes, adesivos e leques, além de material para as redes sociais.

Um dos municípios participantes da campanha é Campo Largo. A cidade da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) realizou uma ação de conscientização nesta quinta-feira (8) com uma blitz educativa para colagem de adesivos nos carros em uma das principais avenidas da cidade. A ação foi acompanhada pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte, e pelo prefeito Mauricio Rivabem, além de representantes do Conselho Municipal da Mulher.

Leia Também:  Sem despesa extra: alunos da rede estadual vão receber material escolar em 2025

“É fundamental que os municípios participem efetivamente da campanha e promovam ações em suas regiões para a divulgação do material e sensibilização da população nessa iniciativa tão importante do Governo do Estado”, disse Leandre. “O combate ao assédio é um tema que interessa a todos. É por isso que a Semipi buscou uma parceria com os municípios para levar a campanha a todas as regiões do Estado durante os dias de folia”.

“Essa parceria entre a prefeitura e o Governo do Estado faz com que possamos levar conscientização às pessoas para saberem que não é não”, disse o prefeito.

As peças da campanha reforçam os telefones de contato: 180 (Central de Atendimento à Mulher), 181 (Disque-Denúncia) ou 190 (Polícia Militar).

Os municípios que aderiram à campanha são: Araucária, Assis Chateaubriand, Campo Largo, Capanema, Centenário do Sul, Cianorte, Cornélio Procópio, Cruzeiro do Oeste, Fernandes Pinheiro, Foz do Iguaçu, Goioerê, Guaíra, Guarapuava, Imbaú, Ipiranga, Laranjeiras do Sul, Mangueirinha, Maringá, Matinhos, Paiçandu, Palotina, Paraíso do Norte, Pérola, Piraquara, Ponta Grossa, Pontal do Paraná, Porto Vitória, Prudentópolis, Quatro Barras, Rancho Alegre, Sabáudia, Santa Amélia, Santa Helena, Santa Isabel do Ivaí, Santa Terezinha de Itaipu, Santo Antônio do Sudoeste, Telêmaco Borba, Toledo, Turvo, Ubiratã e Umuarama.

Leia Também:  IAT resgata falcão peregrino ferido que percorreu 7,3 mil quilômetros desde os EUA

CRIANÇAS E ADOLESCENTES – Em uma outra frente, o Governo do Paraná, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), alerta pais e responsáveis sobre a importância de redobrar os cuidados com crianças e adolescentes no período de Carnaval. Dados do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania mostram que neste período os registros de crimes de violações de direitos em áreas como abusos e trabalho infantil registram alta de até 20%. A denúncia pode ser feita por meio de ligação, pelo Disque 181 e ainda pelo site www.181.pr.gov.br.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

PARANÁ

Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

Published

on

By

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

Leia Também:  Após derramamento de óleo, rodovia de União da Vitória está com reforma quase pronta

O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

Leia Também:  Educação recebe novos profissionais da saúde mental para atendimento a servidores

A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

PARANÁ

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA