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Comissão de Fiscalização debate problemas nos setores de combustíveis e de distribuição de água

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A Comissão de Fiscalização da Assembleia Legislativa do Paraná e Assuntos Municipais reuniu-se nesta segunda-feira (31) para debater dois assuntos importantes: a disparidade dos preços dos combustíveis no Estado e sobre problemas relacionados ao abastecimento de água, especificamente no município de Ponta Grossa. A reunião foi liderada pelo presidente da Comissão, deputado Marcelo Rangel (PSD).

A primeira parte da reunião foi dedicada aos combustíveis. Sobre a fiscalização em si desenvolvida pelo Procon/PR, a chefe da instituição, Claudia Silvano, prestou esclarecimentos. De acordo com ela, o Poder Público tem que respeitar o Estado na Constituição Federal, ou seja, o princípio da livre iniciativa adotado como fundamento da ordem econômica, a precificação. “Nós não podemos de regra atuar no que diz respeito à precificação. Cada estabelecimento tem a liberdade de acordo com a legislação. Cada agente tem a liberdade de precificar aquilo que vende, considerando alguns parâmetros, como impostos e outros”, disse. “O que nós podemos fiscalizar é a composição do produto, a informação da diferença entre etanol e gasolina, para saber qual compensa mais, entre outros pontos”, explicou.

Na sequência, Paulo Fernandes, da Paranapetro, entidade que representa os postos de combustíveis no Paraná, explicou como funcionam as disparidades de preços e como são feitas as principais adulterações e desvios de conduta no setor. “Um dos grandes problemas que enfrentamos é o de que cerca de 35% do etanol vendido no nosso estado foi comprado sem nota fiscal. Isso causa uma grande mudança no preço”.

Fernandes explicou aos deputados também como quadrilhas fazem para adulterar os combustíveis, com a mistura de nafta (produto bastante semelhante à gasolina, mas bem mais barata) com metanol (produto proibido no Brasil). “Só com isso eles já conseguem oferecer ao dono de posto uma diferença enorme de preço”.

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Ele considera que “não há segredo” nas diferenças gritantes de preço, no entanto, diferenças regionais geralmente estão relacionadas a custos operacionais. De acordo com ele, mão de obra, aluguel de espaço, IPTU e gastos com segurança são muito maiores em Curitiba do que em Londrina, por exemplo, o que acaba refletindo no preço final do produto. Ele pediu aos deputados mais fiscalização e mais rigor nas penas dos infratores.

O deputado Marcelo Rangel enfatizou que a Comissão de Fiscalização é uma comissão extremamente importante da Assembleia Legislativa. “É importante lá no Congresso e é muito importante no Estado do Paraná, porque nós abordamos os assuntos mais palpitantes do dia a dia. Hoje nós tivemos uma reunião aqui extremamente elucidadora, porque nós ouvimos aqui a maior autoridade que representa os postos de combustíveis do nosso Estado, falando sobre os problemas e o porquê das disparidades, diferenças muito grandes de valores de um posto para outro, às vezes na mesma rua, em cidades diferentes e os problemas com relação a combustíveis adulterados. O próprio presidente demonstrou preocupação com relação a isso, porque muitos empresários que trabalham de maneira correta estão sendo lesados por esse tipo de prática ilegal”, disse.

Rangel prometeu elaborar uma nova legislação, pois a paranaense está defasada com relação às penalidades. Além disso, prometeu buscar soluções para aumentar a fiscalização.

Desabastecimento de água

O assunto seguinte foi o problema de desabastecimento de água em Ponta Grossa. O desabastecimento durou quase um mês e a falta do recurso hídrico encanado provocou o fechamento de estabelecimentos comerciais, o cancelamento do expediente de órgãos públicos, como da Prefeitura e da Câmara Municipal, a dispensa de alunos de escolas, o adiamento de cirurgias em hospitais e moradores formando filas formadas em bicas para ter acesso à água.

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O diretor da Sanepar, Fernando Guedes, explicou a sequência dos problemas e quais foram as soluções e seus desdobramentos. Também explicou sobre novas obras em andamento, que irão aumentar em 30% a captação de água na região de Ponta Grossa.

Com relação à Sanepar, Rangel acredita que o problema foi muito grave em Ponta Grossa, inclusive gerando repercussão nacional e ocasionando um pedido público de desculpas do governador Ratinho Jr. No entanto, considerou plausíveis as explicações dadas pelo diretor. “O que aconteceu em Ponta Grossa foi algo extremamente sui generis. Foram diversos problemas consecutivos que aconteceram.Agora vamos buscar uma compensação a quem foi lesado, com abatimento nas tarifas”.

Pedido de CPI

Outra informação trazida na reunião, embasada no relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, é a de que o crime organizado faturou R$ 61,5 bilhões com a venda de combustíveis adulterados no Brasil somente em 2024, valor este quatro vezes superior ao lucro com o tráfico de cocaína, por exemplo.

O deputado estadual Tito Barichello (União), membro da comissão, ao ter conhecimento das informações, disse que irá pedir a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para ampliar as investigações. O deputado Dr. Leonidas (CDN) também participou do encontro.

Fonte: ALPR PR

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Projeto de lei que institui o mês “Abril Verde e Amarelo avança na CCJ

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Nesta quarta-feira (02/04), a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) aprovou o Projeto de Lei nº 66/2025, de autoria do deputado estadual Marcio Pacheco (PP). A proposta visa instituir o mês de abril como “Abril Verde e Amarelo” no estado, com o objetivo de promover ações de conscientização sobre a importância da defesa da propriedade privada e o enfrentamento das invasões de terras, além de incluir essa temática no Calendário Oficial de Eventos do Paraná.

O deputado Marcio Pacheco explica que o projeto tem como finalidade auxiliar os proprietários de terras a se organizarem e a estabelecerem uma comunicação mais eficaz com as forças de segurança pública. Isso, de acordo com o parlamentar, permitirá que, diante de qualquer suspeita de invasão — seja por parte do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ou de grupos indígenas, como tem sido observado em Terra Roxa, Guaíra e Palotina — as autoridades possam agir com maior rapidez. Pacheco enfatiza que o Poder Judiciário deve cumprir seu papel com a agilidade necessária para que as reintegrações de posse ocorram de forma célere.

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“Não se trata de espalhar medo, mas de afirmar que, no Paraná, não aceitamos isso. O legítimo dono da terra precisa ter voz. Discutir esse grave problema já é uma grande reação. Não podemos mais ser omissos ou coadjuvantes. Afinal, os proprietários têm total legitimidade para buscar a melhor maneira de se proteger. Isso é uma questão de gestão de crise”, destaca Pacheco.

Para o deputado, a proposta também serve como uma medida preventiva ao “Abril Vermelho”, período em que o MST realiza a Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária. Em um único dia do “Abril Vermelho” de 2024, de acordo com o parlamentar, o MST registrou 24 invasões em 11 estados, incluindo o Paraná. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA- Congresso Nacional), alerta para a possibilidade de um número recorde de invasões ocorrerem neste ano.

Além das invasões promovidas pelo MST, os agricultores paranaenses também enfrentam a ocupação de terras por povos indígenas. A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) informa que, desde o final de 2023, nove propriedades rurais na região Oeste foram invadidas por indígenas. A reintegração de posse dessas áreas é de competência federal, o que limita a capacidade de reação do governo local.

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“A invasão de terras é crime, é ilegal e não é um método legítimo de reivindicação de direitos, pois contraria a legislação agrária vigente, que prevê instrumentos legais para a reforma agrária”, ressalta Pacheco. O deputado também destaca que essas ações geram violência, insegurança jurídica, riscos sanitários e impactos negativos na economia do Paraná.

A proposta de Pacheco segue o exemplo de um projeto similar aprovado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, evidenciando a relevância da iniciativa em um contexto de crescente tensão fundiária.

Fonte: ALPR PR

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