Melhoramento genético revoluciona a cafeicultura e torna mais produtiva
Publicado em
5 de abril de 2025
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A cafeicultura mineira tem experimentado avanços significativos graças às pesquisas em melhoramento genético conduzidas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em colaboração com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e universidades.
Esses estudos resultaram no desenvolvimento de cultivares adaptadas aos diversos sistemas de produção do estado, promovendo aumentos expressivos na produtividade e aprimorando a qualidade sensorial dos cafés. Na década de 1980 a média que era de sete sacas por hectare, agora atinge 25 até 30 sacas por hectare.
Desde a década de 1970, a Epamig coordena o Programa de Melhoramento Genético do Cafeeiro, que já registrou 21 cultivares com características superiores.Essas cultivares são, em sua maioria, resistentes à ferrugem, principal doença que afeta o cafeeiro, e apresentam atributos como alta produtividade, qualidade sensorial da bebida, resistência a nematoides, adequação à mecanização e adaptação a diferentes condições climáticas e de solo.
Um dos pilares desse programa é o Banco Ativo de Germoplasma de Café, localizado no Campo Experimental de Patrocínio.Este banco é fundamental para a conservação e caracterização dos recursos genéticos do cafeeiro, servindo como base para o desenvolvimento de novas cultivares que atendam às demandas do setor produtivo.
Entre as cultivares desenvolvidas, destaca-se a MGS Paraíso 2, lançada em 2012.Resultado do cruzamento entre Catuaí Amarelo IAC 30 e Híbrido de Timor UFV 445-46, essa variedade apresenta porte baixo, frutos amarelos, resistência à ferrugem, maturação intermediária e excelente adaptação tanto a sistemas de cultivo irrigado quanto de sequeiro.Além disso, facilita a colheita mecanizada e possui elevado potencial para a produção de cafés especiais.
A transferência dessas tecnologias para o campo é facilitada por projetos de avaliação de desempenho em propriedades comerciais.Essas iniciativas permitem que os cafeicultores conheçam as novas cultivares e observem seu desempenho em condições reais de cultivo, promovendo a adoção de tecnologias que resultam em sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
De acordo com o pesquisador em cafeicultura da Epamig, Gladyston Carvalho, as pesquisas buscam gerar conhecimento para o cafeicultor e oferecer, por meio da genética do café, aumento de produtividade e transformação no sistema produtivo. “São 587 municípios cultivando café, somos o estado maior produtor de café do Brasil, detemos média de 50% da área cafeeira e 40% da produção nacional. São muitos produtores que dependem da cultura e da pesquisa agropecuária”, explica.
Exportações do agro cresceram no 1º trimestre, mas vendas preocupam
Published
16 horas ago
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5 de abril de 2025
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O agronegócio brasileiro começou 2025 com desempenho positivo nas exportações, apesar de alguns sinais de alerta. No primeiro trimestre do ano, as vendas do setor para o exterior cresceram 4,6% em relação ao mesmo período de 2024. No total, o Brasil exportou o equivalente a R$ 323 bilhões e importou cerca de R$ 293,2 bilhões, resultando num superávit — ou seja, mais exportações do que importações — de R$ 29,7 bilhões.
Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (04.04) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o bom resultado foi puxado por produtos como o café, que teve um aumento impressionante de quase 70% nas vendas internacionais, e pela força da indústria de transformação, que engloba alimentos processados, carnes, celulose, entre outros.
No entanto, a soja, que é a principal commodity agrícola brasileira, registrou uma queda de 10,4% nas exportações nesse início de ano. O motivo? A redução na demanda da China, principal compradora do grão. As exportações brasileiras para o gigante asiático caíram 13,2% entre janeiro e março, o que acende um sinal de alerta para os produtores rurais que dependem desse mercado.
Apesar disso, o resultado geral do trimestre foi considerado bom. A indústria de transformação, que inclui também produtos do agro com valor agregado, cresceu 5,6% nas exportações. Já a indústria extrativa, como minério de ferro e petróleo, teve um tombo de 16,7%, o que não impacta diretamente o produtor rural, mas influencia a balança comercial como um todo.
Nas importações, o destaque foi a compra de máquinas e equipamentos — os chamados bens de capital. Só uma plataforma de petróleo comprada da China em fevereiro custou cerca de R$ 15,8 bilhões (US$ 2,7 bilhões), o que puxou o número total de importações para cima, com um aumento de 13,7% no trimestre.
O que isso significa para o agro – Mesmo com a queda nas vendas de soja para a China, o agro brasileiro segue mostrando força. A alta nas exportações de café e o crescimento da indústria de transformação mostram que o setor está diversificando seus mercados e agregando valor aos produtos.
No entanto, a dependência do mercado chinês continua sendo um fator de risco, especialmente para as grandes cadeias produtivas como a soja. Produtores devem ficar atentos às movimentações do comércio internacional, buscar novas oportunidades de mercado e, sempre que possível, investir em qualidade e processamento para aumentar o valor dos seus produtos.
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