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Mapa inaugura exposição sobre Agricultura Familiar

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Foi inaugurada, nesta quarta-feira (7), a exposição sobre agricultura familiar, promovida pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAF/Mapa). A mostra reúne painéis que apresentam a importância dos programas e o desenvolvimento de políticas públicas que concretizam a geração de renda ao agricultor e o fortalecimento da agricultura familiar no país.

O evento ficará aberto ao público na sede do Mapa, em Brasília, até o dia 30 de dezembro.

A exposição também reúne imagens de mulheres rurais ressaltando o seu papel na produção agrícola e na melhoria da segurança alimentar em todo o mundo.

O ministro Marcos Montes destacou a inclusão da agricultura familiar na estrutura do Mapa. “A agricultura familiar deve valorizar o produtor, mostrando e dando a eles dignidade, com crédito rural, titulação, selos. É uma alegria e satisfação ver como a agricultura familiar foi valorizada nos últimos anos”. 

O secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Márcio Cândido, destacou os diversos projetos implementados pela secretaria – como o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e o Programa de Residência Profissional Agrícola (AgroResidência) – e, ainda, a ampliação das compras públicas para novos órgãos acessarem produtos advindos da agricultura familiar.

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Márcio Cândido também enfatizou a participação significativa dos agricultores familiares na produção dos alimentos que vão à mesa dos brasileiros. “O segmento representa 77% dos estabelecimentos agrícolas do país, empregando mais de 10 milhões de pessoas. O que corresponde a 48% do valor da produção de café e banana; 80% do valor de produção da mandioca e 42% da produção do feijão em todo o Brasil”, afirmou.

Durante a exposição, o representante da FAO no Brasil, Rafael Zavala, enfatizou o trabalho feito pela equipe do ministério. “A agricultura familiar forma uma parte da locomotiva alimentar mundial que é o Brasil”, destacou.

Para o diretor de projetos do Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura (IICA/OEA) e ex-secretário de Agricultura Familiar, Fernando Schwanke, é muito importante a valorização da agricultura familiar nacional e de projetos estruturantes, a exemplo do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) que colocou 70% do subsídio para o segmento, aumentando o crédito e os beneficiários. “O Brasil é uma grande referência em implementação de políticas públicas para os outros países das Américas”, afirmou.

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O visitante encontrará produtos da agricultura familiar identificados com o Selo Nacional da Agricultura Familiar (Senaf), produtos extrativistas, além de informações sobre Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), crédito fundiário e registro do agricultor familiar por meio do CAF.

Participaram da cerimônia o representante da FAO no Brasil, Rafael Zavala; o diretor do IICA na Costa Rica e ex-secretário da Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke, além de servidores e colaboradores do Mapa.

Serviço:

Exposição da Agricultura Familiar e Cooperativismo 

Data: de 7 a 30 de dezembro de 2022

Horário de visitação: 9h às 18h

Local: sede do Mapa (túnel de acesso ao anexo do ministério)

Entrada Gratuita

Fonte: AgroPlus

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AGRONEGÓCIO

MT realiza conferência sobre etanol de milho e discute desafios do setor

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Mato Grosso sediou nesta quinta-feira (03.04) a 2ª Conferência Internacional UNEM DATAGRO sobre Etanol de Milho, evento que reuniu em Cuiabá produtores, investidores, especialistas e autoridades para debater o crescimento e os desafios do setor. Organizada pela União Nacional do Etanol de Milho (Unem) e pela consultoria DATAGRO, a conferência abordou temas como avanços tecnológicos, regulação do mercado e sustentabilidade da produção.

Imagem: assessoria

Na abertura, o presidente da Unem, Guilherme Nolasco, destacou a rápida expansão do setor no Brasil. “Há dez anos, a produção de etanol de milho no Brasil era vista como um nicho sem viabilidade. Passamos de 80 milhões de litros na safra 2014/15 para mais de 8 bilhões na safra atual (2024/25), superando as projeções iniciais”, afirmou. Segundo ele, o etanol de milho já representa 23% do total de biocombustíveis produzidos no país, e a expectativa para a próxima safra (2025/26) é alcançar 10 bilhões de litros.

O setor de etanol de milho tem papel estratégico na segurança energética nacional e na economia circular, agregando valor ao milho excedente e gerando coprodutos como bioenergia e farelos proteicos. No entanto, enfrenta desafios regulatórios e estruturais. Entre as principais dificuldades apontadas por Nolasco estão a necessidade de avanços no marco legal do setor, incluindo questões como o programa Combustível do Futuro, o RenovaBio e incentivos para biomassa.

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Outro desafio destacado foi a oscilação dos custos de produção, com variações no preço do milho e margens de lucro apertadas. O mercado de coprodutos, como o DDG/DDGS (farelo resultante da destilação), também precisa de maior estruturação para garantir melhor rentabilidade aos produtores.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro e o  governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, participaram da 2ª Conferência Internacional Unem Datagro. A conferência também abordou temas como a desinformação sobre o impacto do etanol de milho no custo dos alimentos e os esforços para viabilizar o uso do SAF (Sustainable Aviation Fuel), combustível sustentável para a aviação. A transição energética na navegação e os impactos das taxas de juros elevadas no financiamento de novos investimentos também foram debatidos.

O Brasil conta atualmente com 25 biorrefinarias em operação, responsáveis por uma produção recorde de etanol de milho. A safra 2024/25 já atingiu 8,25 bilhões de litros, e a projeção para 2025/26 é de 10 bilhões de litros. Além disso, a produção de grãos secos de destilaria (DDG/DDGS), altamente valorizados na nutrição animal, deve saltar de 4,05 milhões de toneladas para 4,84 milhões na próxima safra.

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Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a produção crescente de etanol de milho no Brasil tem reduzido a dependência de combustíveis fósseis e ampliado a competitividade do agronegócio. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de políticas públicas que garantam a estabilidade do setor a longo prazo.

Com crescimento acelerado, o etanol de milho tem consolidado sua posição na matriz energética brasileira e deve desempenhar papel central na transição para uma economia de baixo carbono. No entanto, para manter a trajetória de expansão, será necessário enfrentar desafios como a regulação do mercado, a adaptação a novas tecnologias e a estruturação de cadeias produtivas que garantam maior competitividade ao setor.

Fonte: Pensar Agro

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