Uma invasão à Fazenda Brilhante, em Mirassol (cerca de 700 km da capital, Curitiba) está levando tensão ao Oeste do Paraná. O problema começou domingo a tarde quando indígenas invadiram a propriedade. Ontem a tarde, a Secretaria de Estado da Segurança Pública anunciou o reforço no policiamento de Terra Roxa para garantir a segurança e a ordem na área enquanto se busca uma solução pacífica para a situação.
Nesta quarta-feira (17.07), o secretário de Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, participará de uma reunião em Terra Roxa para discutir os conflitos em andamento. O encontro contará com a presença de representantes da Funai, Incra, Justiça Federal, Polícia Federal, Batalhão de Fronteira, Prefeitura de Terra Roxa, Ministério Público e outras entidades envolvidas na questão. A expectativa é que a reunião produza um plano de ação para resolver os conflitos e garantir a segurança de todas as partes envolvidas.
A Funai já iniciou tratativas tanto com os indígenas quanto com os agricultores, mas até o momento não houve uma resolução satisfatória. Um dos pontos de reivindicação dos indígenas é que a Itaipu Binacional assine um documento comprometendo-se a adquirir um local para assentá-los.
Em meio ao conflito, a Itaipu Binacional emitiu uma nota oficial, destacando seus esforços para reparar dívidas históricas com as comunidades indígenas, mas ressaltando que a empresa não tem competência para realizar demarcações de terras. “Estamos trabalhando junto à Funai e ao Ministério dos Povos Indígenas com o máximo esforço para resolver essas demandas o mais breve possível”, afirmou Luiz Fernando Delazari, diretor jurídico da Itaipu.
O advogado do proprietário da fazenda invadida já entrou com um pedido de reintegração de posse junto à Justiça Federal, buscando uma solução judicial para o conflito. A decisão da Justiça será crucial para determinar os próximos passos e a possível desocupação da área.
Melhoramento genético revoluciona a cafeicultura e torna mais produtiva
Published
10 minutos ago
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5 de abril de 2025
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A cafeicultura mineira tem experimentado avanços significativos graças às pesquisas em melhoramento genético conduzidas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em colaboração com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e universidades.
Esses estudos resultaram no desenvolvimento de cultivares adaptadas aos diversos sistemas de produção do estado, promovendo aumentos expressivos na produtividade e aprimorando a qualidade sensorial dos cafés. Na década de 1980 a média que era de sete sacas por hectare, agora atinge 25 até 30 sacas por hectare.
Desde a década de 1970, a Epamig coordena o Programa de Melhoramento Genético do Cafeeiro, que já registrou 21 cultivares com características superiores.Essas cultivares são, em sua maioria, resistentes à ferrugem, principal doença que afeta o cafeeiro, e apresentam atributos como alta produtividade, qualidade sensorial da bebida, resistência a nematoides, adequação à mecanização e adaptação a diferentes condições climáticas e de solo.
Um dos pilares desse programa é o Banco Ativo de Germoplasma de Café, localizado no Campo Experimental de Patrocínio.Este banco é fundamental para a conservação e caracterização dos recursos genéticos do cafeeiro, servindo como base para o desenvolvimento de novas cultivares que atendam às demandas do setor produtivo.
Entre as cultivares desenvolvidas, destaca-se a MGS Paraíso 2, lançada em 2012.Resultado do cruzamento entre Catuaí Amarelo IAC 30 e Híbrido de Timor UFV 445-46, essa variedade apresenta porte baixo, frutos amarelos, resistência à ferrugem, maturação intermediária e excelente adaptação tanto a sistemas de cultivo irrigado quanto de sequeiro.Além disso, facilita a colheita mecanizada e possui elevado potencial para a produção de cafés especiais.
A transferência dessas tecnologias para o campo é facilitada por projetos de avaliação de desempenho em propriedades comerciais.Essas iniciativas permitem que os cafeicultores conheçam as novas cultivares e observem seu desempenho em condições reais de cultivo, promovendo a adoção de tecnologias que resultam em sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
De acordo com o pesquisador em cafeicultura da Epamig, Gladyston Carvalho, as pesquisas buscam gerar conhecimento para o cafeicultor e oferecer, por meio da genética do café, aumento de produtividade e transformação no sistema produtivo. “São 587 municípios cultivando café, somos o estado maior produtor de café do Brasil, detemos média de 50% da área cafeeira e 40% da produção nacional. São muitos produtores que dependem da cultura e da pesquisa agropecuária”, explica.
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