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Chuvas no sul do Espírito Santo causam prejuízos de milhões na agricultura

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Após semanas de fortes chuvas, estimativas revelam prejuízos astronômicos na produção agrícola do sul do Espírito Santo. Segundo a Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), as perdas ultrapassam os R$ 72 milhões. Os principais afetados são os produtores de café, especialmente nos municípios de Mimoso do Sul, Muniz Freire e Alfredo Chaves.

Para enfrentar a crise, a Seag anunciou medidas emergenciais. Em acordo com instituições financeiras, foram prorrogadas as parcelas de crédito rural e concedidos novos empréstimos com condições especiais aos produtores afetados. Linhas emergenciais de crédito foram disponibilizadas pelo Banestes e pelo Sicoob, com isenção de taxas de juros.

O secretário da Agricultura, Enio Bergoli, incentivou os produtores a procurarem apoio nos escritórios do Incaper ou nas secretarias municipais de Agricultura para orientações sobre prorrogação de parcelas de financiamento e acesso a linhas de crédito específicas.

As chuvas afetaram não apenas a cafeicultura, mas também a fruticultura, horticultura e a pecuária, especialmente a bovinocultura leiteira, devido às dificuldades de escoamento da produção.

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Além dos prejuízos na produção agropecuária, estima-se que haja danos significativos na infraestrutura das propriedades afetadas, totalizando cerca de R$ 70 milhões em prejuízos adicionais.

As equipes de manutenção da Seag estão trabalhando na limpeza e manutenção das vias rurais, com foco nos trechos mais afetados pelo desastre. Em parceria com a Secretaria de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb), máquinas e equipamentos estão sendo disponibilizados para auxiliar nas operações de limpeza e desobstrução das estradas rurais.

Apesar dos esforços, ainda há muito a ser feito para recuperar a agricultura e a infraestrutura afetadas pelas chuvas, representando um grande desafio para a região.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio gerou 278 mil novos empregos em 2024, diz Cepea/CNA

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O agronegócio brasileiro fechou o ano de 2024 com um total de 28,2 milhões de trabalhadores, registrando um crescimento de 1% em relação ao ano anterior.

O levantamento, realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), mostra que o setor continua sendo uma das principais forças da economia nacional, responsável por 26% dos empregos no país.

O crescimento foi impulsionado, principalmente, pelos setores de insumos, agroindústria e serviços ligados ao agronegócio. O setor de insumos teve alta de 3,6%, puxado pela indústria de rações, que aumentou seu quadro de funcionários em 14,6%. A agroindústria cresceu 5,2%, com destaque para os segmentos de abate de animais, fabricação de alimentos e móveis de madeira, que juntos criaram mais de 139 mil novas vagas. Já os serviços especializados para o agronegócio registraram um aumento de 3,4%, refletindo a maior necessidade de suporte técnico nas operações do setor.

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Por outro lado, a pesquisa apontou uma queda de 3,7% no número de trabalhadores do setor primário, o que representa 302 mil vagas a menos. A redução foi mais expressiva na agricultura e na pecuária, afetadas por fatores como oscilações de preços, clima e avanços tecnológicos que reduziram a demanda por mão de obra.

O estudo também analisou o perfil dos trabalhadores e os salários do setor. Houve um aumento na participação de profissionais com nível de escolaridade mais alto e de mulheres no mercado de trabalho do agronegócio.

Além disso, os rendimentos dos trabalhadores cresceram 4,5% em 2024, superando o aumento médio do mercado de trabalho geral. O levantamento indica que essa valorização da mão de obra reflete a busca por mais eficiência e inovação dentro das cadeias produtivas do campo.

Fonte: Pensar Agro

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