O Valor Bruto da Produção (VBP) de Minas Gerais ultrapassou a marca de R$ 137 bilhões, representando um crescimento notável de 8,9% em comparação com 2021. Essa impressionante expansão reflete a robustez desse setor crucial para a economia de Minas Gerais.
Um feito igualmente notável foi alcançado no âmbito das exportações, que atingiram um recorde histórico. Durante os primeiros dez meses de 2022, o valor das exportações atingiu quase US$ 13 bilhões, representando um aumento significativo de 49% em relação ao mesmo período de 2021.
Nesse período, cerca de 12 milhões de toneladas de produtos agropecuários foram enviadas para 172 países, e a China se destacou como o principal comprador. Entre os produtos exportados, o café lidera, contribuindo com mais de 45% do valor das exportações do setor. Ele é seguido pelo complexo soja, carnes, complexo sucroenergético e produtos florestais.
Os números impressionantes do agronegócio mineiro refletem sua importância crescente nas exportações do estado. O setor agropecuário agora representa 8% das exportações totais de Minas Gerais, um aumento notável em comparação aos 26,5% registrados no mesmo período de 2021. O sucesso contínuo desse setor é um testemunho do trabalho árduo e dedicação dos produtores rurais e de todo o sistema agroindustrial de Minas Gerais. As perspectivas para 2023 são promissoras, e o agronegócio continuará a desempenhar um papel fundamental na economia do estado.
Melhoramento genético revoluciona a cafeicultura e torna mais produtiva
Published
4 horas ago
on
5 de abril de 2025
By
A cafeicultura mineira tem experimentado avanços significativos graças às pesquisas em melhoramento genético conduzidas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em colaboração com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e universidades.
Esses estudos resultaram no desenvolvimento de cultivares adaptadas aos diversos sistemas de produção do estado, promovendo aumentos expressivos na produtividade e aprimorando a qualidade sensorial dos cafés. Na década de 1980 a média que era de sete sacas por hectare, agora atinge 25 até 30 sacas por hectare.
Desde a década de 1970, a Epamig coordena o Programa de Melhoramento Genético do Cafeeiro, que já registrou 21 cultivares com características superiores.Essas cultivares são, em sua maioria, resistentes à ferrugem, principal doença que afeta o cafeeiro, e apresentam atributos como alta produtividade, qualidade sensorial da bebida, resistência a nematoides, adequação à mecanização e adaptação a diferentes condições climáticas e de solo.
Um dos pilares desse programa é o Banco Ativo de Germoplasma de Café, localizado no Campo Experimental de Patrocínio.Este banco é fundamental para a conservação e caracterização dos recursos genéticos do cafeeiro, servindo como base para o desenvolvimento de novas cultivares que atendam às demandas do setor produtivo.
Entre as cultivares desenvolvidas, destaca-se a MGS Paraíso 2, lançada em 2012.Resultado do cruzamento entre Catuaí Amarelo IAC 30 e Híbrido de Timor UFV 445-46, essa variedade apresenta porte baixo, frutos amarelos, resistência à ferrugem, maturação intermediária e excelente adaptação tanto a sistemas de cultivo irrigado quanto de sequeiro.Além disso, facilita a colheita mecanizada e possui elevado potencial para a produção de cafés especiais.
A transferência dessas tecnologias para o campo é facilitada por projetos de avaliação de desempenho em propriedades comerciais.Essas iniciativas permitem que os cafeicultores conheçam as novas cultivares e observem seu desempenho em condições reais de cultivo, promovendo a adoção de tecnologias que resultam em sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
De acordo com o pesquisador em cafeicultura da Epamig, Gladyston Carvalho, as pesquisas buscam gerar conhecimento para o cafeicultor e oferecer, por meio da genética do café, aumento de produtividade e transformação no sistema produtivo. “São 587 municípios cultivando café, somos o estado maior produtor de café do Brasil, detemos média de 50% da área cafeeira e 40% da produção nacional. São muitos produtores que dependem da cultura e da pesquisa agropecuária”, explica.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.AceitarLeia nossa política de privacidade
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.AceitarLeia nossa política de privacidade