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Bombeiros lançam capacitação para atender pessoas com Transtorno do Espectro Autista

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O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) lançou nesta terça-feira (1º) um curso na modalidade de Ensino a Distância (EaD) focado na capacitação de profissionais da segurança pública para atendimento a pessoas com o Transtorno do Espectro Autista. Abril é o mês que a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu como referência para a inclusão e conscientização sobre o autismo. O projeto inicia sua fase de implantação na plataforma de ensino interna do CBMPR.

A capacitação, que totaliza 4 horas de videoaulas, é voltada para o treinamento dos bombeiros militares do CBMPR. Os demais profissionais da segurança pública e áreas relacionadas farão o curso internamente. A iniciativa atende a exigência do Código Estadual da Pessoa Autista do Paraná (Lei nº 21.964), que determina a formação de agentes públicos para prestar atendimento adequado a pessoas neurodivergentes.

“O curso possibilita a capacitação dos bombeiros militares da corporação, alinhando as práticas de atendimento a vítimas a padrões que garantam ainda maior qualidade quando se tratar de pessoas neurodivergentes, é um grande avanço”, ressalta o comandante-geral do CBMPR, coronel Manoel Vasco.

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De acordo com o major Murilo Sinque, o curso inclui manuais, guias de bolso, checklists e simulados, oferecendo uma abordagem prática e inclusiva que prepara profissionais para lidar com autistas em crise, evacuações e abordagens policiais. Ele também afirmou que o CBMPR pretende ampliar o alcance do curso futuramente.

“O objetivo é expandir esse conhecimento para outros estados e instituições, consolidando o Paraná como pioneiro nacional”, destacou. 

O curso estará disponível na plataforma do  Ensino a Distância (EAD) CBMPR e a meta é atingir o efetivo da corporação. Interessados em entender como funciona o trabalho com pessoas que possuem o Transtorno do Espectro Autista também poderão acessar o conteúdo, mas não receberão certificado da capacitação.

Qualquer cidadão, como visitante, também pode acessar as seguintes abas: Cursos ESBM > Capacitação > Curso de Atendimento a Emergências de Pessoas no Espectro Autista > Acesso Como Visitante. A senha é cbmprtea2025.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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