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Assembleia rejeita redução do prazo para negativação do consumidor paranaense

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Os deputados e deputadas estaduais derrubaram uma iniciativa que pretendia reduzir para cinco dias o prazo para a negativação de consumidores inadimplentes no Paraná. A subemenda foi rejeitada sob muitas manifestações em Plenário, durante a sessão desta terça-feira (25), da Assembleia Legislativa do Paraná, garantindo a manutenção do prazo de 30 dias estabelecido pelo Código de Defesa do Consumidor Paranaense.

A consolidação, definida pela Lei 22.130/2024, foi aprovada no ano passado e entrou em vigor este mês. O trabalho foi conduzido pelo presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, deputado Paulo Gomes (PP), que comemorou o resultado.

“Esse deveria ser o momento em que estaríamos comemorando a aprovação da Lei nº 22.130, da qual todos os deputados foram autores. Mas, de forma absolutamente inaceitável, foi proposto que os consumidores do Paraná sejam negativados em apenas cinco dias. Demos um exemplo para o Brasil com um código moderno e não poderíamos retroceder”, afirmou o deputado Paulo Gomes.

Os deputados Arilson Chiorato (PT), Denian Couto (PODE), Ademar Traiano (PSD), Anibelli Neto (MDB) e Luiz Claudio Romanelli (PSD) também encaminharam pela derrubada da iniciativa durante a sessão.

A subemenda, de autoria do deputado Fabio Oliveira (PODE), foi proposta na Comissão de Indústria, Comércio, Emprego e Renda ao projeto 659/2024, apresentado pelo deputado Hussein Bakri (PSD) para adequações e retificações de determinados dispositivos da consolidação. Segundo Oliveira, a alteração buscava corrigir um desequilíbrio no sistema de crédito, que atualmente penalizaria os bons pagadores com juros mais altos para compensar a inadimplência de terceiros. A medida estabelecia que, antes da negativação, o consumidor inadimplente fosse notificado por um meio efetivo e comprovado. Após essa notificação, teria cinco dias para regularizar ou renegociar a dívida.

“A subemenda visa inibir a inadimplência no mercado paranaense. O Paraná tem o menor número de inadimplentes do Brasil, com média de 12%, contra 29% no âmbito nacional. Essa subemenda não visa dificultar a vida de ninguém, apenas a do mau pagador. Além disso, o artigo 183, que trata do prazo de 30 dias, é inconstitucional, conforme Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) sobre um caso semelhante em São Paulo”, justificou o deputado Fabio Oliveira.

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O placar da votação foi de 44 votos pela derrubada e um voto favorável do deputado Fabio Oliveira. O deputado Ney Leprevost (União) inicialmente votou a favor da subemenda, mas posteriormente retificou sua votação.

O projeto 659/2024, que propunha ajustes no Código, recebeu 39 votos favoráveis e seis contrários. O texto alterou dispositivos sobre empréstimos consignados e a proibição da cobrança de débitos pendentes em nome de terceiros na troca de titularidade de contratos de prestação de serviços. Também foi determinado que os rótulos de produtos deixem claras as informações sobre a presença ou ausência de carne natural, para diferenciar as chamadas “carnes sintéticas”. Além disso, as concessionárias ou revendedoras, ao informarem por escrito sobre o vício ou mau funcionamento de determinada peça ou componente de um veículo usado, poderão propor o abatimento do preço.

Concessão da Pedreira do Atuba

Também foi aprovado, em primeiro turno, o projeto que autoriza o governo a conceder o uso da Pedreira do Atuba à iniciativa privada, mediante licitação. O espaço, de propriedade do Estado, está localizado na divisa entre Curitiba e Colombo.

O projeto de lei 88/2025, assinado pelo Poder Executivo, prevê que a área de aproximadamente 120 mil metros quadrados seja gerida pela iniciativa privada e funcione como um espaço multiuso para shows, exposições, parque e diversas práticas esportivas. O governo estadual pretende, assim, dar um novo uso à área, possibilitando melhorias estruturais e impulsionando o desenvolvimento econômico da região.

O texto determina que a empresa responsável pela gestão do espaço seja selecionada por meio de um processo licitatório e garanta a preservação ambiental do local. “Com a concessão de uso proposta, busca-se atrair capital privado para viabilizar investimentos em infraestrutura e desenvolvimento sustentável, resguardando o patrimônio público, reduzindo despesas do erário, preservando o meio ambiente e fomentando a economia local, além de promover a valorização da região”, justifica o projeto.

O novo espaço cultural poderá ser batizado em homenagem a um dos maiores nomes da música paranaense. O projeto de lei 568/2024, de autoria do deputado Paulo Gomes (PP), propõe que a Pedreira do Atuba receba o nome de Ivo Rodrigues, cantor e compositor que se destacou no cenário musical do Paraná à frente da Banda Blindagem.

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Turno único

Em turno único, avançou o PL 785/2024, da deputada Cristina Silvestri (PP) e do ex-deputado Douglas Fabrício, que concede o título de utilidade pública à Cáritas Diocesana de Campo Mourão.

Também foi aprovado o PL 908/2023, do deputado Alexandre Amaro (REP), que institui o Dia Estadual do Padel, a ser comemorado anualmente no Paraná no dia 10 de novembro, em referência à construção da primeira quadra da modalidade no estado.

Mais projetos

Em segundo turno, foi aprovado o projeto de lei 460/2024, do deputado Tito Barichello (União), que institui a Campanha Permanente de Conscientização, Prevenção e Tratamento das Doenças do Sono no Paraná.

O projeto de lei complementar 2/2025 recebeu emenda e retorna à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A proposta do governo altera a Lei Complementar nº 26/1985, referente ao Estatuto da Procuradoria-Geral do Estado, e a Lei nº 14.234/2003, que institui o Fundo Especial da Procuradoria-Geral do Estado, além de revogar a Lei nº 18.919/2016, que permitia à Procuradoria celebrar composições em execuções fiscais.

Seguem para sanção os projetos de lei 233/2024, do deputado Ney Leprevost (União), que institui a Semana Cultural Aviva Litoral, a ser realizada anualmente na terceira semana de janeiro, e 544/2024, do deputado Alexandre Amaro (REP), que concede o título de Utilidade Pública à Associação SOS Socorrendo Vidas, de Cambé.

Próxima Sessão

Os deputados voltam a se reunir nesta quarta-feira (26), às 9h30, com transmissão ao vivo pela TV Assembleia, no canal 10.2 da TV aberta e no canal 16 da Claro/NET. O conteúdo também pode ser acessado pelo canal do YouTube do Legislativo.

Fonte: ALPR PR

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Assembleia Legislativa celebra os 170 anos do Arquivo Público do Paraná, guardião da história do Estado

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná foi palco na manhã desta sexta-feira (4) de uma grande celebração aos 170 anos do Arquivo Público do Estado, completados no próximo dia 7 de abril. A sessão solene foi proposta e presidida pela deputada Márcia Huçulak (PSD).

Fundada um ano após a instalação da Assembleia Legislativa do Paraná, o então “Archivo Publico Paranaense” tornou-se o abrigo da história do Estado. Seus documentos mais antigos datam do fim do século XVII. “É a reserva de memória do nosso Paraná, da população que construiu esse Estado”, destacou Huçulak (PSD). “Um povo que não preserva sua história não tem futuro. Esse é um patrimônio que deixamos para as futuras gerações: a história preservada”, complementou a parlamentar.

A Assembleia Legislativa prestou, ao todo, 18 homenagens. Elas foram direcionadas a servidores, secretários, pesquisadores, instituições e outros nomes que ajudam ou ajudaram a sedimentar o Arquivo Público do Paraná. “Imagina tratar um documento de 1627, se o trabalho não for feito com profissionalismo e amor, o Arquivo não estaria tão bom como está. Os documentos não são apenas papeis”, destacou a diretora do arquivo, Kassia Cavalari Basso – uma das homenageadas na cerimônia.

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“A homenagem é um reconhecimento de que o Arquivo Público é importante e preserva seus documentos históricos”, considerou a servidora Ana Paula Joukoski, que trabalha com o acervo há mais de duas décadas. Homenageada, ela representou todos os demais servidores do órgão.

Órgão recebeu mais de 2 mil visitas em 2024

O secretário da Administração e Previdência do Paraná, Luizão Goulart, destacou que o órgão sediado no bairro Cabral, em Curitiba, recebeu mais de duas mil visitas presenciais somente em 2024. Cerca de 3400 buscas por informações úteis foram realizadas no período. A procura é justificada pela utilidade do acervo.

“Temos plantas das mais diversas regiões do Paraná, projetos de prédios públicos. As pessoas que buscam a dupla cidadania, por exemplo, procuram informações de imigrantes no Arquivo. As que buscam aposentadoria, buscam lá registros de informações da carreira”, ilustrou o secretário.

Em sua fala, Goulart anunciou dois projetos para o Arquivo Público. O primeiro é uma parceria junto ao TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná) para resgatar a história política dos partidos. Já a segunda, em associação a universidades, amplia a digitalização do acervo.

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Participações

Compuseram a mesa, além dos nomes citados, o secretário de Estado da Fazenda, Norberto Ortigara; a controladora-geral do Estado, Letícia Ferreira da Silva; o vice-presidente da Fecomércio Paraná, Paulo César Nauiack; o desembargador e presidente do IHGPR (Instituto Histórico e Geográfico do Paraná), Paulo Roberto Hapner; o vice-presidente da Pró-Metrópole (Programa de Desenvolvimento Produtivo Integrado da Região Metropolitana de Curitiba), Paulo Salesbram e a diretora de Memória e Patrimônio Cultural, Camila SImoni Junqueira.

Confira a solenidade na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=pg8wGlvJOiA

Fonte: ALPR PR

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