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Clientes da Sanepar recebem carta em braile no Dia da Pessoa com Deficiência Visual

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Uma ação da Sanepar valorizou os clientes que optaram por receber sua fatura em braile nesta sexta-feira (13). Além da conta de água, chegou também uma carta para celebrar o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual. A mensagem presta homenagem a esses clientes e reforça o compromisso da companhia com a inclusão e a diversidade.

“Desta vez, não é mais uma fatura mensal da Sanepar em Braile. É uma carta para celebrar a força daqueles que desafiam barreiras e que mostram ao mundo a beleza da diversidade. Para nós, a inclusão é uma forma de amar e respeitar”, diz o documento.

Para o diretor Comercial, Bihl Zanetti, a iniciativa contribui para consolidar e colocar em prática as políticas da Sanepar de Diversidade, Equidade e Inclusão e a de Clientes. “Temos nos empenhado para vivenciar cada vez mais o respeito e a empatia para com as pessoas, revendo e adaptando nossos processos, com a finalidade de trazer mais acessibilidade e inclusão, estendendo também às plataformas digitais”, comenta.

A Sanepar emitiu uma fatura em braile pela primeira vez em janeiro de 2007, em conformidade com a lei estadual nº 15.427, que exige de empresas de energia elétrica, água e esgoto, telefonia fixa e telefonia celular do Paraná o fornecimento de documentos de cobrança com informações básicas no sistema braile. Atualmente, 330 clientes estão cadastrados para receber a fatura de serviços de água e esgoto em braile em diversas cidades do Paraná.

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Habituada a receber a fatura mensal da Sanepar em braile, a londrinense Maria Aparecida Alves, 70 anos, faz questão de agradecer à empresa pela homenagem especial recebida. “Fiquei surpresa porque nunca tinha recebido nenhuma cartinha em braile. Foi bem emocionante para mim”, afirma. Maria Aparecida nasceu com deficiência e vive hoje com o esposo Jair, 63, que perdeu a visão em decorrência de uma doença, já na fase adulta. Ela conta que muitos dizem a ter como exemplo pelo seu modo de vida.

“Eu amo o braile. Fiz o curso no Instituto dos Cegos. Fazia até leitura na igreja”, afirma a também londrinense Conceição Luiza Neves. A homenageada tem 63 anos e deficiência visual desde bebê. Ela diz que a Sanepar é a única empresa que lhe envia mensalmente uma fatura no sistema braile. Casada com Wilson, 82 anos, também deficiente, ela conta que receber a fatura em braile ajuda muito. “Se não tiver ninguém que possa ler, consigo ler no braile”, comenta.

Ela diz que com a internet o acesso à informação ficou mais fácil, mas que é uma alegria ver que alguns produtos já têm o braile na embalagem, como cosméticos e medicamentos.

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OUTRAS EXPERIÊNCIAS – O gerente geral Comercial, Thiago Semicek, explica que além da fatura impressa adaptada, fundamental para aqueles que preferem a leitura em braile, o cliente cego ou com baixa visão ainda tem a opção de aderir à fatura digital, que permite a leitura de tela por voz usando softwares assistivos. “Seja no papel ou em formato eletrônico, a Sanepar busca proporcionar uma melhor experiência para o cliente”, destaca.

DATA ESPECIAL – O Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual foi instituído pelo Decreto 51.045/1961, buscando promover o combate ao preconceito contra as pessoas cegas e com baixa visão e fomentar a cidadania de forma inclusiva.

Fonte: Governo PR

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1 em cada 4 alimentos da agricultura familiar destinados às escolas do Paraná são orgânicos

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Pães caseiros, frutas, verduras e sucos naturais. Esses foram alguns dos alimentos orgânicos na alimentação escolar dos estudantes da rede estadual de ensino no último ano. A maior parte dos ingredientes é proveniente da agricultura familiar – 20 mil famílias paranaenses fornecem, para as escolas, mais de 10 mil toneladas de alimentos anualmente. Cerca de 1,4 mil dessas famílias atendem a demanda de orgânicos, que representa mais de 2,7 mil toneladas ou 25% de todos os produtos que vêm da agricultura familiar.

Em 2025, esse percentual tende a aumentar. O Governo do Paraná prevê incluir novos alimentos orgânicos ao cardápio. O processo de aquisição de leite e iogurte natural orgânicos já está em andamento.

Pela primeira vez, o Governo do Paraná participa com recursos próprios do montante utilizado para a contratação de produtos da agricultura familiar. A lei federal que esteve anteriormente em vigor limitava o valor para compras desse tipo a um teto de R$ 100 milhões. A partir da vigência da nova Lei de Licitações (nº 14133/2021), recursos estaduais também poderão ser aportados para esse fim, e o Governo do Paraná já destinou um adicional de R$ 175 milhões a essas contratações, chegando a R$ 275 milhões.

“No último ano, todas as escolas estaduais do Paraná receberam algum alimento orgânico, como frutas, arroz, legumes e tubérculos. Com a nova lei de licitação, pudemos estimular a participação de mais famílias de agricultores em nossa chamada pública. Ampliamos a oferta de alimentos oriundos da agricultura familiar aos nossos estudantes da rede pública do estado”, diz Eliane Teruel Carmona, diretora-presidente da Fundepar, responsável pela gestão estadual do programa voltado à alimentação escolar.

Os alimentos orgânicos são servidos pelo Governo do Paraná desde 2011, porém a quantidade e a variedade de opções vêm sendo ampliadas nos últimos anos, com a contribuição de iniciativas como o programa Paraná Mais Orgânico, que orienta os agricultores familiares com interesse em investir na produção orgânica.

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Mais de 195 mil estudantes da rede pública estadual de ensino têm frutas, hortaliças, legumes, temperos e tubérculos 100% orgânicos na alimentação escolar. Eles representam cerca de 20% dos estudantes da rede e estão distribuídos em 209 escolas de dez municípios do Paraná: Balsa Nova, Bocaiúva do Sul, Campo Magro, Cerro Azul, Curitiba, Doutor Ulysses, Mandirituba, Pinhais, São Mateus do Sul e Tijucas do Sul.

Além dos orgânicos provenientes da agricultura familiar – em maioria frutas, legumes e tubérculos –, também fazem parte do cardápio da alimentação escolar o arroz e feijões orgânicos, adquiridos via licitação. Com mais de 700 toneladas consumidas no ano passado, o arroz orgânico está presente em escolas de todos os 399 municípios paranaenses.

CARDÁPIO – A equipe de nutricionistas da Fundepar reavalia as opções de cardápio da alimentação escolar a cada 2 meses, de modo a garantir sempre a segurança alimentar e nutricional dos estudantes.

Frutas, verduras e legumes são servidos todos os dias nas escolas da rede pública estadual, para cerca de 1 milhão de alunos. Uma média de 100 gramas por dia de proteína animal também é calculada para compor o cardápio do bimestre de cada aluno. A alimentação escolar é responsável pelo suprimento de pelo menos 30% das necessidades alimentares dos estudantes.

“Sabemos que o rendimento escolar dos estudantes está diretamente relacionado à segurança alimentar e à qualidade nutricional das refeições. Por isso, todo investimento que fazemos em alimentação escolar é também um investimento no aprendizado dos nossos alunos em sala de aula”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda. 

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O acesso dos estudantes a uma alimentação mais saudável na escola, com alimentos de qualidade e distribuídos em refeições balanceadas, é prioridade para a equipe de nutricionistas da Fundepar e também funciona como uma medida educativa dentro do universo da comunidade escolar.

A Fundepar possui uma parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa-PR) no sentido de realizar a análise de resíduos de agrotóxicos nas amostras de alimentos a serem adquiridos e garantir que as exigências da legislação sejam cumpridas em todas as compras.

“Mais do que garantir a segurança alimentar e nutricional dos estudantes no período em que ficam na escola, estamos pensando no incentivo a hábitos que todos podem cultivar ao longo da vida: o de buscar alimentos mais saudáveis, para uma vida mais equilibrada e feliz”, diz a nutricionista Responsável Técnica do Programa Nacional de Alimentação Escolar da Fundepar, Andréa Bruginski.

CHAMADA PÚBLICA – A seleção dos produtos da agricultura familiar dispensa o procedimento licitatório, pois é feita por meio de chamadas públicas: os critérios são estabelecidos no edital de convocação exclusivo para agricultura familiar, publicado no site da Fundepar e aberto ao credenciamento das associações, cooperativas e dos produtores interessados.

As prioridades de seleção incluem fornecedores que mantenham proximidade a uma comunidade escolar, associações que possuam mais de 50% de agricultores assentados da reforma agrária, indígenas ou quilombolas e, por fim, se dentro dessas propostas há produção de alimento orgânico. Caso o fornecedor tenha interesse em ofertar um orgânico, ele manifesta esse diferencial no processo da chamada pública e envia a certificação que comprova a produção diferenciada.

Fonte: Governo PR

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