AGRONEGÓCIO
Estudo mostra que bioinsumos podem gerar economia superior a R$ 27 bilhões
Publicado em
26 de setembro de 2024por
Itajuba Tadeu
O uso de bioinsumos na agricultura brasileira tem ganhado destaque como uma alternativa sustentável aos fertilizantes químicos, especialmente em culturas como arroz, milho, trigo, cana-de-açúcar e pastagens.
Segundo o estudo estratégico “Bioinsumos como alternativa a fertilizantes químicos em gramíneas: uma análise sobre os aspectos de inovação do setor”, lançado terça-feira (24.09) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), essa tecnologia pode gerar uma economia de até R$ 27,64 bilhões para o país. Além disso, há o potencial de reduzir as emissões de CO₂ em até 18,5 milhões de toneladas.
O documento destaca o uso de bioinsumos como uma solução eficaz para as principais culturas de gramíneas do Brasil, como arroz, milho, trigo, cana-de-açúcar e pastagens, proporcionando uma alternativa sustentável aos fertilizantes químicos.
A iniciativa faz parte do Projeto Nitro+, uma estratégia do Mapa voltada para ampliar o uso de inoculantes em gramíneas, como já ocorre com as leguminosas, como a soja, que se beneficiam há anos dessa biotecnologia. A ideia é alavancar a produção agropecuária de forma mais sustentável e eficiente, reduzindo a dependência de fertilizantes importados e aumentando a competitividade internacional do Brasil.
Durante o evento, o secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, Pedro Neto, destacou a necessidade de consolidar os processos de inovação na agropecuária brasileira. Para ele, um dos grandes desafios é “tangibilizar” a inovação, ou seja, torná-la acessível e aplicável a todos os agricultores, independentemente do tamanho de suas propriedades. “É essencial que essas inovações agreguem valor ao que é produzido no campo, aumentando a sustentabilidade e a produtividade da nossa agropecuária”, afirmou Neto.
O estudo foi elaborado em parceria com a Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) e o Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras, instituições que contribuíram para desenvolver uma análise detalhada sobre o uso de bioinsumos em gramíneas e os impactos dessa tecnologia na agricultura. Neto elogiou a colaboração entre as entidades e reforçou o compromisso do Mapa em continuar trabalhando para fortalecer o setor agropecuário por meio da inovação.
O representante do IICA no Brasil, Gabriel Delgado, ressaltou a importância da colaboração entre governo, setor privado, instituições de pesquisa e organizações internacionais para o avanço da agricultura sustentável no país. “Esse estudo é um exemplo claro do que é possível conquistar quando todos os setores trabalham juntos em prol de um objetivo comum. O tema dos bioinsumos se tornou prioritário, tanto para o governo brasileiro quanto para o IICA”, afirmou Delgado.
A utilização de bioinsumos, que inclui micro-organismos benéficos, biofertilizantes e bioestimulantes, traz uma série de vantagens para o agricultor, como o aumento da produtividade e a redução dos custos com insumos químicos. Além disso, esse modelo de produção é mais resiliente às mudanças climáticas e às oscilações do mercado internacional de fertilizantes.
O fortalecimento do ecossistema de inovação em bioinsumos no Brasil envolve diversos atores, como institutos de pesquisa, startups, universidades, investidores e governos estaduais. A criação de uma rede de inovação é essencial para impulsionar o uso de tecnologias mais sustentáveis no campo, reduzindo a dependência de insumos externos e promovendo uma agricultura mais eficiente e competitiva.
Além disso, o estudo coloca o Brasil em uma posição estratégica para liderar o debate global sobre agricultura sustentável. A redução das emissões de gases de efeito estufa, prevista com o uso de bioinsumos, pode contribuir significativamente para que o país atinja suas metas ambientais, ao mesmo tempo em que fortalece sua produção agropecuária.
Após a apresentação do estudo, o evento contou com três painéis que abordaram diferentes aspectos da inovação no setor agrícola. O primeiro painel foi conduzido por Alessandro Cruvinel, diretor de Apoio à Inovação para a Agropecuária do Mapa, e por Marcos Pupin, diretor de Assuntos Regulatórios da ABBI, que traçaram um panorama sobre o mercado de bioinsumos no Brasil e os avanços no desenvolvimento de novas tecnologias.
No segundo painel, Luana Nascimento, pesquisadora do Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras, apresentou os principais resultados do estudo, destacando os impactos positivos que os bioinsumos podem trazer para as culturas de gramíneas e a importância de expandir o uso dessa tecnologia em todo o país.
Por fim, no terceiro painel, Jorge Luiz Jardim Teixeira, gerente do Departamento de Agronegócios e Alimentos da Finep, abordou o apoio institucional para projetos de inovação em bioinsumos e bioeconomia, reforçando o papel do governo em fomentar o desenvolvimento tecnológico no setor agropecuário.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
MT realiza conferência sobre etanol de milho e discute desafios do setor
Published
14 minutos agoon
4 de abril de 2025By

Mato Grosso sediou nesta quinta-feira (03.04) a 2ª Conferência Internacional UNEM DATAGRO sobre Etanol de Milho, evento que reuniu em Cuiabá produtores, investidores, especialistas e autoridades para debater o crescimento e os desafios do setor. Organizada pela União Nacional do Etanol de Milho (Unem) e pela consultoria DATAGRO, a conferência abordou temas como avanços tecnológicos, regulação do mercado e sustentabilidade da produção.

Imagem: assessoria
Na abertura, o presidente da Unem, Guilherme Nolasco, destacou a rápida expansão do setor no Brasil. “Há dez anos, a produção de etanol de milho no Brasil era vista como um nicho sem viabilidade. Passamos de 80 milhões de litros na safra 2014/15 para mais de 8 bilhões na safra atual (2024/25), superando as projeções iniciais”, afirmou. Segundo ele, o etanol de milho já representa 23% do total de biocombustíveis produzidos no país, e a expectativa para a próxima safra (2025/26) é alcançar 10 bilhões de litros.
O setor de etanol de milho tem papel estratégico na segurança energética nacional e na economia circular, agregando valor ao milho excedente e gerando coprodutos como bioenergia e farelos proteicos. No entanto, enfrenta desafios regulatórios e estruturais. Entre as principais dificuldades apontadas por Nolasco estão a necessidade de avanços no marco legal do setor, incluindo questões como o programa Combustível do Futuro, o RenovaBio e incentivos para biomassa.
Outro desafio destacado foi a oscilação dos custos de produção, com variações no preço do milho e margens de lucro apertadas. O mercado de coprodutos, como o DDG/DDGS (farelo resultante da destilação), também precisa de maior estruturação para garantir melhor rentabilidade aos produtores.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro e o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, participaram da 2ª Conferência Internacional Unem Datagro. A conferência também abordou temas como a desinformação sobre o impacto do etanol de milho no custo dos alimentos e os esforços para viabilizar o uso do SAF (Sustainable Aviation Fuel), combustível sustentável para a aviação. A transição energética na navegação e os impactos das taxas de juros elevadas no financiamento de novos investimentos também foram debatidos.
O Brasil conta atualmente com 25 biorrefinarias em operação, responsáveis por uma produção recorde de etanol de milho. A safra 2024/25 já atingiu 8,25 bilhões de litros, e a projeção para 2025/26 é de 10 bilhões de litros. Além disso, a produção de grãos secos de destilaria (DDG/DDGS), altamente valorizados na nutrição animal, deve saltar de 4,05 milhões de toneladas para 4,84 milhões na próxima safra.
Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a produção crescente de etanol de milho no Brasil tem reduzido a dependência de combustíveis fósseis e ampliado a competitividade do agronegócio. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de políticas públicas que garantam a estabilidade do setor a longo prazo.
Com crescimento acelerado, o etanol de milho tem consolidado sua posição na matriz energética brasileira e deve desempenhar papel central na transição para uma economia de baixo carbono. No entanto, para manter a trajetória de expansão, será necessário enfrentar desafios como a regulação do mercado, a adaptação a novas tecnologias e a estruturação de cadeias produtivas que garantam maior competitividade ao setor.
Fonte: Pensar Agro

Relatório aponta desafios no crédito rural e oportunidades para exportação

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