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Secretário do Desenvolvimento Sustentável detalha medidas para enfrentar estiagem

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O Governo do Estado está com uma série de medidas em curso para mitigar o período de estiagem enfrentado pelo Paraná. Várias das iniciativas têm o foco de ajudar na contenção de incêndios florestais, que são mais propícios em períodos secos, incluindo um investimento de R$ 24 milhões na aquisição de equipamentos e na formação de brigadistas.

Secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza, detalhou as medidas em vigor durante entrevista nesta terça-feira (10) para o telejornal Paraná em Pauta, da TV Paraná Turismo. Segundo ele, o Governo já vinha se preparando há meses para enfrentar o momento de estiagem, um dos reflexos do período de mudanças climáticas.

“Desde 2019 trabalhamos com uma série de iniciativas focadas na sustentabilidade e na proteção do nosso patrimônio natural, como a valorização das Unidades de Conservação e a ampliação da área verde do Estado, entre elas as regiões de mata ciliares”, explicou. “Além disso, nesse momento mais crítico, há alocação de recursos para lidar com a crise, com a viabilização de mais estrutura e equipes capacitadas para combater os focos de incêndio de forma rápida e eficiente, mesmo nos locais de difícil acesso”, afirmou Souza.

Estrutura que, de acordo com o secretário, ampliará o alcance de iniciativas já implementadas e em pleno funcionamento, como a atuação de caminhões-pipa distribuídos aos municípios pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Sustentável (Sedest) como parte do programa Patrulha Ambiental. Os veículos foram essenciais na contenção de incêndios florestais em agosto. Um helicóptero de uso exclusivo do Instituto Água e Terra (IAT) também está dando o apoio necessário na contenção de queimadas.

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“Esses caminhões não são importantes apenas para a atuação em situações de emergência nos próprios municípios, mas também podem ser integrados para ajudar em incidentes em territórios vizinhos, como ocorreu recentemente no Rio Grande do Sul”, destacou ele. “E o helicóptero é estratégico, por chegar em locais de mais difícil acesso”, completou.

PREVENÇÃO – Durante a entrevista, Souza reforçou a importância de outras práticas já implementadas pelo Estado. Entre elas, citou a suspensão por 90 dias das queimadas controladas na agricultura que, apesar de serem uma prática comum principalmente no cultivo de cana-de-açúcar, podem resultar em novos focos de incêndio.

“Essa interrupção das queimadas controladas se deve porque, de repente, um pequeno foco de fogo pode sair do controle e se transformar em um incêndio de grandes proporções. Por isso esse apoio da população é essencial. Com o desenvolvimento de boas práticas é possível evitar que os focos de incêndio destruam a natureza”, comentou o secretário.

A recomendação da Defesa Civil, lembrou ele, é para que a população se sensibilize para evitar qualquer incêndio, evitando utilizar fogo para limpeza de terrenos, não queimar lixo, não soltar balões e fazer a destinação correta de material vegetal, evitando montes de folhas e galhos. No caso da ocorrência de queimadas, a indicação é entrar em contato imediatamente com o Corpo de Bombeiros.

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ABASTECIMENTO – Em relação ao abastecimento de água da população, o secretário reforçou que uma resolução técnica está em fase final de construção pela Sedest justamente para mitigar os efeitos da estiagem no Estado. A normativa será implementada ainda nesta semana.

“É um decreto muito importante, que vai nos permitir fazer algumas aquisições e agilizar medidas burocráticas para facilitar o acesso à água para a população e para os animais. Também estamos trabalhando junto com os Comitês de Bacias Hidrográficas para que esse acesso emergencial à água seja feito sem prejudicar a biodiversidade”, afirmou.

Além disso, Souza apontou que existe uma preocupação com a produção agrícola no Estado, uma das principais atividades econômicas do Paraná. “Os impactos da perda de produção nos períodos de seca podem chegar na ordem dos bilhões de reais. Por isso, implementamos programas de irrigação, como o recém-lançado Irriga Paraná, que promove a resiliência do Estado em um momento em que as chuvas diminuem”, destacou.

Fonte: Governo PR

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1 em cada 4 alimentos da agricultura familiar destinados às escolas do Paraná são orgânicos

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Pães caseiros, frutas, verduras e sucos naturais. Esses foram alguns dos alimentos orgânicos na alimentação escolar dos estudantes da rede estadual de ensino no último ano. A maior parte dos ingredientes é proveniente da agricultura familiar – 20 mil famílias paranaenses fornecem, para as escolas, mais de 10 mil toneladas de alimentos anualmente. Cerca de 1,4 mil dessas famílias atendem a demanda de orgânicos, que representa mais de 2,7 mil toneladas ou 25% de todos os produtos que vêm da agricultura familiar.

Em 2025, esse percentual tende a aumentar. O Governo do Paraná prevê incluir novos alimentos orgânicos ao cardápio. O processo de aquisição de leite e iogurte natural orgânicos já está em andamento.

Pela primeira vez, o Governo do Paraná participa com recursos próprios do montante utilizado para a contratação de produtos da agricultura familiar. A lei federal que esteve anteriormente em vigor limitava o valor para compras desse tipo a um teto de R$ 100 milhões. A partir da vigência da nova Lei de Licitações (nº 14133/2021), recursos estaduais também poderão ser aportados para esse fim, e o Governo do Paraná já destinou um adicional de R$ 175 milhões a essas contratações, chegando a R$ 275 milhões.

“No último ano, todas as escolas estaduais do Paraná receberam algum alimento orgânico, como frutas, arroz, legumes e tubérculos. Com a nova lei de licitação, pudemos estimular a participação de mais famílias de agricultores em nossa chamada pública. Ampliamos a oferta de alimentos oriundos da agricultura familiar aos nossos estudantes da rede pública do estado”, diz Eliane Teruel Carmona, diretora-presidente da Fundepar, responsável pela gestão estadual do programa voltado à alimentação escolar.

Os alimentos orgânicos são servidos pelo Governo do Paraná desde 2011, porém a quantidade e a variedade de opções vêm sendo ampliadas nos últimos anos, com a contribuição de iniciativas como o programa Paraná Mais Orgânico, que orienta os agricultores familiares com interesse em investir na produção orgânica.

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Mais de 195 mil estudantes da rede pública estadual de ensino têm frutas, hortaliças, legumes, temperos e tubérculos 100% orgânicos na alimentação escolar. Eles representam cerca de 20% dos estudantes da rede e estão distribuídos em 209 escolas de dez municípios do Paraná: Balsa Nova, Bocaiúva do Sul, Campo Magro, Cerro Azul, Curitiba, Doutor Ulysses, Mandirituba, Pinhais, São Mateus do Sul e Tijucas do Sul.

Além dos orgânicos provenientes da agricultura familiar – em maioria frutas, legumes e tubérculos –, também fazem parte do cardápio da alimentação escolar o arroz e feijões orgânicos, adquiridos via licitação. Com mais de 700 toneladas consumidas no ano passado, o arroz orgânico está presente em escolas de todos os 399 municípios paranaenses.

CARDÁPIO – A equipe de nutricionistas da Fundepar reavalia as opções de cardápio da alimentação escolar a cada 2 meses, de modo a garantir sempre a segurança alimentar e nutricional dos estudantes.

Frutas, verduras e legumes são servidos todos os dias nas escolas da rede pública estadual, para cerca de 1 milhão de alunos. Uma média de 100 gramas por dia de proteína animal também é calculada para compor o cardápio do bimestre de cada aluno. A alimentação escolar é responsável pelo suprimento de pelo menos 30% das necessidades alimentares dos estudantes.

“Sabemos que o rendimento escolar dos estudantes está diretamente relacionado à segurança alimentar e à qualidade nutricional das refeições. Por isso, todo investimento que fazemos em alimentação escolar é também um investimento no aprendizado dos nossos alunos em sala de aula”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda. 

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O acesso dos estudantes a uma alimentação mais saudável na escola, com alimentos de qualidade e distribuídos em refeições balanceadas, é prioridade para a equipe de nutricionistas da Fundepar e também funciona como uma medida educativa dentro do universo da comunidade escolar.

A Fundepar possui uma parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa-PR) no sentido de realizar a análise de resíduos de agrotóxicos nas amostras de alimentos a serem adquiridos e garantir que as exigências da legislação sejam cumpridas em todas as compras.

“Mais do que garantir a segurança alimentar e nutricional dos estudantes no período em que ficam na escola, estamos pensando no incentivo a hábitos que todos podem cultivar ao longo da vida: o de buscar alimentos mais saudáveis, para uma vida mais equilibrada e feliz”, diz a nutricionista Responsável Técnica do Programa Nacional de Alimentação Escolar da Fundepar, Andréa Bruginski.

CHAMADA PÚBLICA – A seleção dos produtos da agricultura familiar dispensa o procedimento licitatório, pois é feita por meio de chamadas públicas: os critérios são estabelecidos no edital de convocação exclusivo para agricultura familiar, publicado no site da Fundepar e aberto ao credenciamento das associações, cooperativas e dos produtores interessados.

As prioridades de seleção incluem fornecedores que mantenham proximidade a uma comunidade escolar, associações que possuam mais de 50% de agricultores assentados da reforma agrária, indígenas ou quilombolas e, por fim, se dentro dessas propostas há produção de alimento orgânico. Caso o fornecedor tenha interesse em ofertar um orgânico, ele manifesta esse diferencial no processo da chamada pública e envia a certificação que comprova a produção diferenciada.

Fonte: Governo PR

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