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Agronegócio fechou semestre com superávit de quase US$ 72 bilhões

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No primeiro semestre de 2024, o agronegócio brasileiro registrou um superávit de US$ 71,96 bilhões, evidenciando uma queda de 2,7% em comparação com o mesmo período do ano passado. As exportações do setor alcançaram US$ 81,40 bilhões, enquanto as importações foram de US$ 9,44 bilhões. Estes valores representam uma redução de 1,0% nas exportações e um aumento de 14,4% nas importações em relação ao primeiro semestre de 2023.

No balanço geral, o superávit da balança comercial do Brasil foi de US$ 42,31 bilhões, o que significa uma diminuição de US$ 2,31 bilhões em relação ao período correspondente do ano anterior.

Em termos de participação, as importações do agronegócio corresponderam a 7,5% do total das importações brasileiras, um aumento de 0,69 ponto percentual em relação ao ano anterior. Por outro lado, a participação do setor nas exportações totais apresentou uma ligeira diminuição de 1,19 ponto percentual, alcançando 48,6%.

O intervalo de março a maio, período geralmente mais robusto para o agronegócio, é influenciado pela colheita da soja e pelo abate de bovinos, antes da chegada da estiagem nas principais regiões produtoras. Durante esse período, a balança comercial do agronegócio mostrou recuperação e manteve-se em níveis elevados até o final de maio.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Produtores cobram ações contra invasões e pedem mais segurança

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Produtores rurais de todo o Brasil acompanharam com atenção a audiência pública realizada no Senado Federal nesta semana, que colocou em pauta um tema sensível e urgente para o setor: as invasões de propriedades rurais e a falta de segurança jurídica no campo.

O encontro, promovido pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, contou com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, e teve como foco o impacto das ocupações recentes, especialmente as mobilizações do chamado “Abril Vermelho”.

Durante a audiência, senadores da Frente Parlamentar da Agropecuária destacaram que o direito à propriedade precisa ser respeitado e garantido pelo Estado, como determina a Constituição. Segundo os parlamentares, o cenário atual preocupa produtores rurais que, mesmo com título da terra e anos de trabalho, vivem sob constante ameaça de invasões.

Além disso, foi questionada a criação de novos assentamentos sem a devida revisão e regularização dos já existentes. De acordo com dados apresentados no debate, hoje há mais de 200 mil lotes vagos em assentamentos pelo país e cerca de 17 milhões de hectares que estão ociosos.

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Outro dado citado aponta mais de meio milhão de beneficiários do programa de reforma agrária com indícios de irregularidades. A cobrança dos parlamentares foi clara: antes de ampliar o número de assentamentos, é preciso organizar e dar transparência ao que já existe.

Por outro lado, o governo apresentou ações voltadas para a agricultura familiar, como o aumento de recursos no Plano Safra 2023/2024 e a criação do programa Desenrola Rural, que visa renegociar dívidas de pequenos agricultores. Também foi anunciada a meta de inclusão de mais de 300 mil famílias no programa de reforma agrária, com foco na redução de conflitos no campo.

Mesmo assim, os senadores reforçaram que nenhuma política pública pode avançar se a segurança jurídica for deixada de lado. A preocupação com os impactos das invasões vai além da posse da terra. Há prejuízos diretos à produção, ao abastecimento e ao acesso ao crédito rural, além do desestímulo ao investimento no setor agropecuário.

Outro ponto sensível abordado foi a situação da região amazônica, que concentra milhares de assentamentos e enfrenta desafios logísticos e fundiários ainda maiores. Lá, produtores relatam dificuldades com a documentação da terra, acesso a crédito, infraestrutura e assistência técnica.

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A audiência pública trouxe à tona um sentimento comum entre os produtores: é preciso garantir o direito de produzir com segurança e respeito à lei. O campo quer apoio, quer regularização fundiária e políticas eficientes, mas exige, acima de tudo, que o Estado atue com firmeza para coibir ações ilegais que colocam em risco o trabalho de quem alimenta o país.

Fonte: Pensar Agro

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