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Combate ao desperdício de alimentos é tema de Audiência Pública que acontece na Assembleia Legislativa

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Como a Legislação Estadual Pode Contribuir Para a Diminuição do Desperdício de Alimentos no Combate à Fome” é o tema da audiência pública que será realizada na Assembleia Legislativa do Paraná, no próximo dia 16 de outubro (quarta-feira), a partir das 14 horas. O debate acontece no Dia Mundial da Alimentação por iniciativa da Comissão de Defesa do Consumidor em conjunto com o Conselho Regional de Nutrição (CRN-8), e tem o objetivo de despertar a sociedade paranaense sobre a importância da união de todos os setores para construir um futuro onde não falte mais comida no prato da população.

O deputado Paulo Gomes (PP), que preside a Comissão de defesa do Consumidor, informa que serão apresentadas durante o evento iniciativas que trazem bons resultados, existentes no estado do Paraná e em diversas regiões do país. Ele entende que o debate contribuirá para incentivar a aproximação entre as entidades governamentais e as não-governamentais (ONGs), possibilitando que sejam efetivadas parcerias positivas com a ampliação e o fortalecimento dos projetos já desenvolvidos. Iniciativas, observa, que devem sempre estarem amparadas juridicamente – pela legislação estadual e federal, bem como, cumprindo com as diretrizes da Vigilância Sanitária Estadual, especialmente, para doação de alimentos, com segurança alimentar.

Os convidados que participam da mesa do debate, que ocorrerá no Auditório Legislativo Deputado Delegado Rubens Recalcatti, e já confirmaram presença, são: a arquiteta Renata Gonçalves, diretora-executiva da Good Truck, que tem como missão levar comida da onde sobra para onde falta, através de diversos projetos ; a analista de advocacy Camila Montovani, representante do Pacto Contra a Fome, de São Paulo, coalizão multissetorial e suprapartidária que está trabalhando para reduzir o desperdício; o secretário Luiz Dâmaso Gusi, de Segurança Alimentar e Nutricional do município de Curitiba; Rafaela Maria dos Santos e Alana do Nascimento Oliveira do Mesa Brasil Sesc, maior rede de bancos de alimentos da América Latina, referência no combate à fome e ao desperdício de alimentos ; Luís Fernando Menuci e Luciano Bartolomeu, respectivamente, presidente e diretor-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-PR); e a engenheira Naina Lopes de Souza de Jesus, que atua no Programa de Resíduos Sólidos do Grupo Risotolândia.

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Também participará da audiência Éder Eduardo Bublitz, presidente da Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa Paraná), que falará sobre o programa Banco de Alimentos-Comida Boa, que distribui mais de 440 toneladas de alimentos por mês a centenas de instituições assistenciais. O programa surgiu em abril de 2020, logo após a chegada da pandemia da Covid-19. De acordo com o Governo do Estado, antes da iniciativa, cerca de 50 toneladas eram desperdiçadas por dia na Ceasa por não serem comercializadas. A primeira destinação dos alimentos é para as entidades de assistência social. Quase metade deste volume passou a ser reaproveitado. Ao todo, mais de 440 toneladas são doadas por mês, o que representa um volume anual de 5,3 mil toneladas de alimentos. Atualmente, mais de 330 entidades, como casas de longa permanência de idosos, hospitais públicos, casas de recuperação, projetos de contraturno escolar, abrigos, associações de moradores e famílias em situação de vulnerabilidade social, recebem os alimentos.

Fome atinge milhares de pessoas

Residências de todos os continentes desperdiçaram mais de 1 bilhão de refeições por dia em 2022, enquanto 783 milhões de pessoas foram afetadas pela fome e um terço da humanidade enfrentou insegurança alimentar. Estas são conclusões de um relatório do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUMA) publicado em março deste ano. De acordo com o documento, em 2022, foram gerados 1,05 bilhão de toneladas de resíduos alimentares (incluindo partes não comestíveis), totalizando 132 quilos per capita e quase um quinto de todos os alimentos disponíveis para os consumidores.

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Do total de alimentos desperdiçados naquele período, 60% aconteceram no âmbito doméstico, com os serviços de alimentação responsáveis por 28% e o varejo por 12%. O relatório traz também orientações aos países sobre o aprimoramento da coleta de dados e sugere as melhores práticas para passar da mensuração à redução do desperdício alimentar.

Já o Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) estima que quase 50 milhões de brasileiros vivem em situação de insegurança alimentar grave ou moderada. Isso acontece enquanto boa parte dos alimentos é perdida — devido a condições inadequadas de colheita, manuseio, armazenagem e transporte — ou desperdiçada no varejo e consumo. Milhões de toneladas de frutas, legumes e verduras são jogados fora todos os anos. Importante lembrar que o Brasil é considerado o quarto maior produtor mundial de alimentos.

Encaminhe sua pergunta pelo site

Quem não puder participar da audiência pública “Como a Legislação Estadual Pode Contribuir Para a Diminuição do Desperdício de Alimentos no Combate à Fome”, pessoalmente ou de forma online, pode utilizar o formulário disponibilizado no site para enviar questionamentos e mensagem sobre a audiência pública. As perguntas devem ser encaminhadas até às 17h30 do dia anterior a data da reunião. É só clicar neste link: https://l1nq.com/GIGTk

Serviço:

Audiência Pública – “Como a Legislação Estadual Pode Contribuir Para a Diminuição do Desperdício de Alimentos no Combate à Fome

Dia: 16 de outubro (quarta-feira)

Horário: 14 horas

Local: Assembleia Legislativa do Paraná

Auditório Legislativo Deputado Delegado Rubens Recalcatti

Praça Nossa Senhora da Salete, s/n – Centro Cívico – Curitiba (PR)

Fonte: ALPR PR

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Deputados propõem uso da IA para enfrentar emergências climáticas no Paraná

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Com chuvas cada vez mais intensas e longos períodos de seca, a emergência climática é uma realidade cada vez mais presente nas vidas dos moradores do Paraná. Para lidar com este cenário, os deputados estaduais Maria Victoria (PP) e Requião Filho (PT) conceberam um projeto para aliar o uso da Inteligência Artificial (IA) ao enfrentamento dos eventos climáticos extremos.

O PL 175/2025, apresentado nesta segunda-feira (31), permite que o Governo do Paraná firme parcerias com entidades públicas e privadas para operar a Inteligência Artificial. Junto a órgãos científicos, o Executivo deverá alimentar a ferramenta com informações atualizadas. “As medidas vão desde a comunicação imediata com demais entes federativos até a elaboração de planos de prevenção, mitigação e, quando necessário, evacuação da população”, exemplifica a deputada Maria Victoria, na justificativa do texto.

“A IA permitirá a análise contínua e em tempo real de grandes volumes de dados climáticos, identificando padrões. Isso deve auxiliar a Defesa Civil na resposta rápida e coordenada a desastres climáticos, permitindo medidas preventivas, principalmente”, ilustra Requião.

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O apoio da IA deve auxiliar ainda no aprimoramento de sistemas de controle das emissões de gases do efeito estufa das cadeias produtivas, na criação de sistemas de adaptação e mitigação às mudanças climáticas e o aprimoramento das estações climáticas e hidrológicas, tal como a instituição de um sistema de vigilância em saúde associado às doenças climáticas e à poluição atmosférica, detalha o texto.

O projeto cita ainda benefícios como o cumprimento de acordos internacionais e fortalecimento da imagem do país no cenário internacional, otimização da eficiência energética, elevação da produção agrícola e auxílio na elaboração de políticas de sustentabilidade.

A proposta ainda deve tramitar pelas comissões da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

Legislação e debate

O projeto chega na Alep em um momento no qual a IA é amplamente discutida pelo Poder Público. No último mês, duas propostas que definem os usos da IA na Administração Pública foram aprovadas na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa. Em outubro, o Executivo realizou o evento “Potencial da Inteligência Artificial no Serviço Público” para incentivar soluções com IA. “Inteligência Artificial e Mudança do Clima”, organizado pelo governo federal em janeiro, discutiu como a IA pode acelerar as ações climáticas.

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“O Paraná precisa ser um Estado atento, que integra conhecimento científico e políticas públicas. Entendo que a IA deve ser utilizada como uma ferramenta para a tomada de decisões rápidas, técnicas e baseada em dados”, concluiu Requião.

Fonte: ALPR PR

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