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Viajantes mais Seguras: encontro vai debater segurança das mulheres no turismo

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O Governo do Estado, por meio das secretarias da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi) e a do Turismo (Setu), junto com o Sebrae/PR, promovem quarta-feira (9) um encontro online sobre o projeto Viajantes Mais Seguras Paraná. A ideia é debater iniciativas sobre como criar um ambiente mais seguro e acolhedor para mulheres que viajam sozinhas pelo Estado, além de apresentar os próximos passos do programa às empresas.

O evento será realizado via plataforma Zoom a partir das 9 horas. As inscrições podem ser feitas aqui – o link da transmissão será encaminhado via e-mail no dia anterior ao evento.

Em  Resolução Conjunta (nº 01/2024)  entre as pastas, foi instituído um código de conduta direcionado ao trade do turismo, que inclui bares, restaurantes, agências turísticas, parques temáticos, hotéis, locadoras de veículos, centros de convenções e demais atividades ligadas ao setor.

Na sequência, foi criado um selo de reconhecimento, por meio da Resolução Conjunta (n° 02/2024), que deve ser utilizado para certificar ambientes comprometidos com a segurança de turistas mulheres.

O objetivo é que os estabelecimentos sigam as normas gerais do código e adotem processos internos que permitam a qualquer pessoa relatar, de maneira segura, situações de violência de gênero, como assédio sexual, por exemplo. Ele também orienta a respeito da criação de um protocolo específico de atendimento à vítima, guiando quais medidas podem e devem ser tomadas pelos estabelecimentos.

AMIGA DAS MULHERES – Durante o encontro serão debatidos passos necessários para que as empresas ingressem e apoiem o projeto. Um dos requisitos – não obrigatório a todos – é que prestadoras de serviços específicos estejam devidamente registradas no Cadastur, sistema do Ministério do Turismo que regulamenta o setor.

O cadastro é opcional para algumas empresas e profissionais – como restaurantes e locadoras de veículos, por exemplo – e obrigatório para acampamentos, parques temáticos, agências de turismo, guias de turismo, organizadoras de eventos, meios de hospedagem e transportadoras turísticas.

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A empresa de qualquer modalidade que preencher os requisitos e se enquadrar no código receberá um selo que a reconhece como uma empresa amiga das mulheres no turismo.

COMPROMISSO – A secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte, diz que a iniciativa reflete o compromisso com a segurança e o acolhimento das mulheres que viajam sozinhas pelo Estado. “A criação do código de conduta, em parceria com a Setu, é um passo fundamental para transformar a experiência de turismo no Paraná”, afirma Leandre.

“Queremos que a mulher se sinta segura e respeitada em todos os ambientes. O selo ‘Viajantes Mais Seguras’ é uma forma de reconhecer os estabelecimentos que se comprometem com essa causa. Juntos, podemos fazer a diferença e promover um turismo mais igualitário e respeitoso para todas as mulheres”, destaca.

RESPONSABILIDADE – Na mesma linha, o Secretário do Turismo do Paraná, Márcio Nunes, reforça o compromisso do Estado com o tema. “Estamos dando um grande passo na transformação do Paraná em um exemplo de responsabilidade. Nosso objetivo é fazer do Estado um destino que não valoriza apenas as belezas naturais e culturais, mas que também preza pela segurança e bem-estar de todos, especialmente das mulheres”, disse.

“Estamos trabalhando para que o turismo paranaense seja sinônimo de responsabilidade social e de respeito, para que as turistas sintam todo o amparo, acolhimento e pela sua segurança enquanto estiverem viajando por nossos municípios”, completou.

PROJETO – Desde o início do projeto, a Secretaria do Turismo realizou uma série de capacitações com foco em orientar diferentes grupos – sobretudo os que atuam na cadeia produtiva do setor – sobre a importância das mulheres em diferentes segmentos do turismo, como na prestação dos serviços, sua influência na decisão e composição de um roteiro de viagem e demais questões.

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“Nosso compromisso é garantir que as mulheres possam vivenciar o turismo paranaense com confiança, sentindo-se seguras. O projeto visa atingir não apenas as mulheres que viajam a lazer ou a trabalho, mas também as que atuam no setor como empresarias ou colaboradoras”, disse Rhayane Radomski, assessora técnica da Setu e coordenadora-geral do projeto.

“O selo ajuda a reconhecer os espaços que priorizam a segurança das viajantes, mostrando os locais que apoiam o turismo responsável e dando às mulheres a oportunidade de escolher frequentar ambientes comprometidos com a sua segurança”, completou.

REPRESENTATIVIDADE – Segundo o Ministério do Turismo, em março deste ano as mulheres representavam mais da metade da força de trabalho dentro dste setor no mundo, ocupando 54% das funções.

Outro dado relevante é uma pesquisa divulgada pela Solo Traveler World – portal que compila levantamentos e tendências sobre viajantes solo no mundo –, onde é apontado que 14% das turistas femininas em nível global já optam por viajarem sozinhas, sobretudo para destinos classificados como seguros ao público feminino.

Para Irapuan Cortes, diretor-presidente do Viaje Paraná – órgão de promoção comercial vinculado a Secretaria do Turismo, a iniciativa é importante no posicionamento do setor paranaense na prateleira de cima do mercado. “Buscamos excelência em todos os aspectos do setor, seja na questão estrutural, receptividade e também na segurança, colocando o Paraná como destino referência”, disse.

“A segurança das mulheres é importante neste contexto, porque além das turistas, temos também as trabalhadoras na cadeia produtiva, responsáveis por uma grande parcela da mão de obra turística. Um município seguro para as mulheres é um município seguro para todos”, completou.

Fonte: Governo PR

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Ajuda ao bisavô: aluna de escola estadual é premiada na maior feira de ciências do Brasil

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O ano era 2020 e a estudante Fernanda Jank, à época com 10 anos, começou um projeto escolar para ajudar o bisavô, produtor de bananas em Laranjeiras do Sul, no Centro-Oeste do Estado. Cinco anos depois, completados dia 28 de março de 2025, a inovação criada pela estudante foi premiada na maior feira de ciências do Brasil, em São Paulo – a Febrace 2025

No laboratório do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, no Oeste, Fernanda identificou extratos vegetais capazes de controlar pragas que causam danos aos bananais. Além de mais eficientes e acessíveis, os produtos biológicos se mostraram menos agressivos ao meio ambiente e à saúde humana em relação a agroquímicos tradicionais.

Destacada em feiras locais e regionais, a pesquisa da estudante chegou à 23ª edição da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), considerada o principal evento da área no Brasil. O projeto conquistou o segundo lugar na categoria Ciências Biológicas e ainda faturou o Prêmio Inovação ASV, promovido por uma empresa privada. 

“Fiquei realmente muito feliz, porque eram 53 trabalhos concorrendo só na minha categoria. Normalmente são 15 ou 20, então eu não esperava ganhar. É muito gratificante saber que todos esses resultados que tivemos realmente estão dando frutos”, celebrou a jovem, hoje com 15 anos.

Além de certificados, troféus e kits de produtos, Fernanda recebeu uma credencial para participar da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), a ser realizada em outubro, no Rio Grande do Sul. A feira, que reúne projetos de diferentes países, é um dos principais eventos científicos do mundo.

INSPIRAÇÃO FAMILIAR – Em 2020, Fernanda ingressou na rede estadual de educação por meio do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre, em Toledo, onde estuda até hoje. No mesmo ano, a jovem entrou para o Clube de Ciências da escola, que deu base à ideia para uma pesquisa científica sobre um problema familiar: como ajudar o bisavô, Atilho Gonçalves, a cuidar da plantação de bananas de forma mais eficaz, barata e sustentável?

“Meu bisavô é um pequeno produtor de bananas e acaba não tendo condições de pagar por agroquímicos que controlam as doenças que atacam a cultura. Eu decidi desenvolver alguma alternativa que fosse acessível para ele, sem prejudicar a saúde e o meio ambiente”, relatou Fernanda. Aos 92 anos, o agricultor mantém uma produção de bananas em Laranjeiras do Sul, de onde tira o sustento diário.

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O que parecia um grande desafio para uma estudante do Ensino Fundamental se tornou um projeto de pesquisa robusto, que já dura meia década. Orientada pelos agentes educacionais Dionéia Schauren e Leandro Miglioretto, que coordenam o Clube de Ciências da escola, a jovem identificou produtos vegetais capazes de impedir a podridão da banana, comumente causada pelo fungo Colletotrichum musae. Foram usados extratos de espécies vegetais como guaco, flamboyant e alfavaca.

Na última fase do projeto, que rendeu a premiação na Febrace, Fernanda testou a aplicação dos extratos diretamente na fruta, e os resultados foram animadores. “Os extratos vegetais acabaram sendo ainda mais eficazes que os próprios agroquímicos para controlar a podridão da banana. E também não prejudicam a água, o solo e a saúde humana”, comentou a estudante. Os próximos passos incluem aprimorar os extratos vegetais e testá-los em plantações reais, como a do bisavô de Fernanda.

Para a estudante, além do auxílio à família e do reconhecimento nacional em feiras científicas, o projeto significa um direcionamento para a futura carreira profissional. Ciências biológicas, pesquisa e tecnologia devem acompanhar a trajetória da jovem até o mercado de trabalho. “Futuramente, pretendo estudar Biologia ou Medicina Veterinária. São duas áreas que eu amo e em que realmente acho que me encaixo muito bem”, revelou.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA – Além da inovação proposta por Fernanda, um projeto desenvolvido pelas estudantes Beatriz dos Santos e Fernanda Lucas representou o Colégio Estadual Jardim Porto Alegre na feira. Também sob orientação de Schauren e Miglioretto, as jovens pesquisaram o uso de extratos vegetais como aceleradores de germinação e enraizamento para orquídeas no cultivo in vitro.

Conforme a diretora, Iara Elisa Schneider, a participação dupla na maior feira de ciências do país reflete o incentivo à iniciação científica no colégio. “Isso é fruto da abertura dada pela direção para a formação científica do aluno, do incentivo aos professores para aliarem teoria com prática, da disponibilização de recursos para os nossos laboratórios e do entendimento de que o conhecimento ultrapassa os muros da escola”, observou.

“O diferencial da escola pública é que somos pessoas muito determinadas. E o colégio sempre nos ajudou e nos apoiou bastante para a participação nas feiras”, completou Fernanda. O colégio atende cerca de 570 estudantes em período integral. Na instituição, são ofertadas turmas dos anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Médio Técnico.

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CLUBES DE CIÊNCIA – Ao todo, a rede estadual de educação do Paraná somou sete projetos classificados à final da Febrace. Considerando também institutos federais, colégios da Polícia Militar e redes privadas, o Estado teve 19 iniciativas entre os 300 finalistas.

Os projetos classificados à final foram selecionados pelo Comitê de Pré-Avaliação e de Seleção da Febrace ou receberam credenciais por meio de outros eventos científicos. Ao todo, a feira recebeu mais de 2,7 mil inscrições de todo o país, enviadas por alunos do 8º e do 9º anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de escolas públicas e privadas.

As iniciativas finalistas foram expostas ao público na última semana, no câmpus da Universidade de São Paulo (USP). O Paraná teve concorrentes nas categorias de Ciências Biológicas, Ciências Exatas, Ciências Humanas e Engenharias. As iniciativas abordaram temas variados como farmacologia, microbiologia, botânica, física, geografia e engenharia aeroespacial.

Conforme o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o incentivo ao ensino de robótica, programação e iniciação científica nas escolas da rede estadual de ensino explica o protagonismo dos estudantes paranaenses em eventos como a Febrace. 

“Ver estudantes engajados em pesquisa e iniciação científica desde cedo, com iniciativas inovadoras em áreas do conhecimento tão diversas, é motivo de orgulho para todos que trabalhamos com a educação do Paraná. Isso mostra que os investimentos em inovação e tecnologia na rede estadual têm surtido efeito para a formação de jovens protagonistas, conscientes e criativos”, destacou.

Desde o ano passado, o Governo do Estado mantém a Rede de Clubes de Ciências, que reúne cerca de 6 mil estudantes de escolas estaduais em, ao menos, 200 unidades. Nestes espaços, os alunos têm contato direto com o conhecimento científico e tecnológico e consolidam conceitos abordados em sala de aula. Além disso, cerca de 15 mil estudantes com altas habilidades ou superdotação são atendidos em mais de 300 salas de recursos multifuncionais nas escolas estaduais.

Fonte: Governo PR

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