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Varejo, feiras e mobilidade: oportunidades de negócios captadas pela Invest Paraná na Itália

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Boas oportunidades comerciais para o Estado foram captadas pela Invest Paraná na sexta missão internacional do ano, desta vez à Itália. De 13 a 17 de junho, a agência de negócios do Governo do Estado – vinculada à Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços (Seic) – organizou com a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), em Milão, uma série de encontros de empresários paranaenses de diferentes segmentos do varejo para prospectar novos fornecedores.

A agência também abriu negociação para trazer ao Paraná uma empresa italiana especializada na organização de feiras comerciais internacionais, além de uma startup especializada em carregamento de carros elétricos.

“O objetivo das missões comerciais internacionais é gerar oportunidades de negócios ao Paraná. Nesse caso, o foco foi abrir o portfólio de fornecedores italianos para o varejo do Estado, em especial no setor de supermercados, que foi buscar novos produtos de valor agregado para suas gôndolas”, explica o secretário estadual da Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros.

Uma grande rede paranaense de supermercados conseguiu na missão expandir sua lista de fornecedores na Itália para produtos como massas, azeite de oliva, molhos, embutidos, entre outros. Além disso, alguns produtores italianos se mostraram interessados em fechar parcerias com empresas paranaenses para distribuição de seus produtos no Brasil a partir do Paraná.

Em um único dia, foram 12 reuniões com fornecedores, não só para importar produtos italianos, mas também para se formar parcerias de distribuição. “Muitas vezes essas empresas de fora não têm conhecimento do mercado no Brasil, que é um país continental. Por isso, para entrar aqui precisam de um parceiro local, já que começar a distribuição no Brasil é muito difícil”, diz Giancarlo Rocco, o diretor de Relações Institucionais e Internacionais da Invest Paraná.

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Rocco explica que esse interesse dos fornecedores italianos em distribuir seus produtos no Brasil através do Paraná tem potencial de movimentar a economia estadual. “Levamos essa proposta para os fornecedores italianos começarem a distribuição de seus produtos no Paraná, o que em um futuro próximo pode atrair investimentos efetivos com a vinda de unidades dessas empresas para cá”, argumenta o diretor da Invest Paraná.

FEIRAS INTERNACIONAIS – A Invest Paraná também aproveitou a missão para iniciar negociação a fim de trazer ao Paraná uma das maiores organizadoras de feiras da Europa. Com sede em Milão, o grupo tem larga experiência na realização de grandes eventos comerciais em setores como móveis, embalagens, alimentos processados, têxteis, entre outros. “Eles são muito grandes, conhecem muito o mercado europeu, ainda não conhecem o mercado brasileiro, mas têm muita vontade de atuar aqui. Por isso vamos fazer encontro de parceiros locais com essa empresa”, afirma Rocco.

O plano é de que essa empresa italiana promova no Estado feiras de peso internacional com produtos feitos no próprio Paraná. “Isso fará com que a gente tenha qualidade de feira internacional com produtos daqui, ou seja, que possamos entrar no eixo de feiras com qualidade internacional”, justifica o diretor. “Além dos negócios feitos nas próprias feiras, esses eventos também movimentam a economia local com o turismo na ocupação de hotéis, de restaurantes”, completa Rocco.

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ELETROMOBILIDADE – Durante a missão na Itália, outra empresa demonstrou interesse em atuar no mercado paranaense. É uma startup de eletromobilidade que oferece recarga de bateria de carros elétricos com liberação por aplicativo. A empresa, que conta com um executivo paranaense na diretoria, já está consolidada na Itália e outros países europeus e planeja iniciar um plano de ação no Brasil.

“Ficamos muito felizes em vermos a empresa de um paranaense ter ganhado o mundo, atuando no mercado europeu, e agora interessada em reinvestir aqui no Estado. Os postos deles de carregamentos de carros elétricos com aplicativos inteligentes já ganharam escala no mercado internacional para atuar em locais como aeroportos, hotéis, shoppings, podendo ser replicados até em condomínios residenciais”, aponta o diretor da Invest Paraná.

PRÓXIMA MISSÃO – No fim de julho a Invest Paraná vai organizar uma nova missão internacional, dessa vez nos Estados Unidos e voltada ao agronegócio. A agência de negócios do governo estadual vai levar representantes de cooperativas, produtores rurais e demais empresas do setor para o estado americano de Iowa.

“O Iowa é um estado parecido com o Paraná, voltado ao agronegócio. Por isso temos interesse em ir lá e fazer uma troca de experiências. Serão palestras, reuniões para levarmos o que temos aqui e aprender com o que os americanos estão fazendo no agro lá”, explica Rocco.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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