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Unicentro sedia encontro internacional sobre educação ambiental e mudanças climáticas

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A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) promove na próxima semana, entre os dias 28 e 30, o Encontro Internacional de Educação Ambiental e Emergência Climática, em Guarapuava, na região Centro-Sul do Paraná. O objetivo é discutir os principais desafios ecológicos e sociais em nível local, regional e global, com foco no meio ambiente e na comunidade acadêmica. A programação será transmitida, em tempo real, pelo canal no YouTube do Laboratório de Educação Ambiental e Ecologia.

Organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências Naturais e Matemática e o Núcleo de Educação Ambiental da Unicentro, o encontro irá reunir pesquisadores de diferentes instituições de ensino superior do Brasil e do mundo, com palestras e mesas-redondas. Serão apresentados, ainda, 74 trabalhos acadêmicos relacionados às mudanças climáticas, com abordagens interdisciplinares de aspectos do efeito estufa, aquecimento global e outros fenômenos.

O evento conta com o apoio da Prefeitura de Guarapuava, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente; da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico; e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), instituição vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

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GOVERNANÇA – Na abertura do evento, o professor Pedro Jacobi, da Universidade de São Paulo (USP), vai ministrar palestra sobre os principais desafios de governança no contexto das emergências climáticas e cenários sociopolíticos. Já o professor Alfredo Penna-Veja, da Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais (EHESS, sigla para École des hautes études en sciences sociales), instituição francesa de pós-graduação e pesquisa, irá abordar os aspectos climáticos, com uma visão voltadas às gerações presentes e futuras.

Doutora em Ecologia e Recursos Naturais, a professora Adriana Massaê Kataoka, da Unicentro, sinaliza a educação ambiental como alternativa pedagógica associada à governança e responsabilidade socioambiental. “A educação ambiental voltada para uma formação cidadã, crítica, contextualizada e reflexiva pode contribuir com a formação de pessoas, com melhores condições de promover transformações nos âmbitos sociais, culturais e éticos, articulados com uma governança coerente com a responsabilidade socioambiental”, afirma.

Pesquisadores de renome de instituições públicas e privadas de ensino superior de várias regiões brasileiras irão conduzir a programação, ao longo dos três dias de evento. Na terça-feira (29), um grupo de trabalho vai debater as experiências acadêmicas das universidades paranaenses, com a participação do superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Aldo Bona, entre outros convidados.

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Além das inscrições, a programação completa e outras informações estão disponíveis AQUI.

Serviço:

Encontro Internacional de Educação Ambiental e Emergência Climática

Data: 28 a 30 de novembro

Local: Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) – Câmpus Santa Cruz (Rua Padre Salvatore Renna, 875) – Guarapuava (PR)

Fonte: Governo do Paraná

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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