NOVA AURORA

PARANÁ

UEPG recebe nova cientista ucraniana para pesquisas na área de Ciências da Saúde

Publicado em

A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) recebeu mais uma pesquisadora ucraniana para o desenvolvimento de pesquisas. Svitlana Borysenko foi recepcionada pela instituição na manhã de terça-feira (19), na Sala dos Conselhos, Câmpus Uvaranas. Bolsista do Programa Paranaense de Acolhida a Cientistas Ucranianos, ela irá atuar na Pós-Graduação em Ciências da Saúde pelos próximos dois anos.

Svitlana veio acompanhada de seu filho, Hlib, de 8 anos. Antes de chegar ao Paraná, ela morou por três anos na Polônia. “Antes disso, morávamos na cidade de Dnipro [cidade a 477 Km da capital Kiev], que fica a leste da Ucrânia, perto da linha de batalha. Mas nossa cidade ainda não está ocupada”. Enquanto morava no seu país natal, ela trabalhava na Universidade Estadual de Dnipro. O objetivo, agora, é dar continuidade aos estudos desenvolvidos na sua dissertação de Mestrado.

O Programa do qual Svitlana é bolsista é promovido pelo Governo do Paraná, por meio da Fundação Araucária e Secretaria Estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), com o objetivo de prestar acolhimento aos pesquisadores e suas famílias, integrando-os socialmente, a partir da vivência acadêmica e social. Durante a cerimônia de boas-vindas, o vice-reitor da UEPG, professor Ivo Mottin Demiate, ressaltou a satisfação da Universidade em receber mais uma pesquisadora ucraniana. Em dezembro de 2022, Lesia Zolota chegou à instituição por meio da mesma iniciativa. “Estamos felizes em receber a Svitlana e seu filho aqui, pois este programa é muito interessante para a ciência da UEPG e para o Paraná”.

Leia Também:  Gestão ambiental da Portos do Paraná recebe prêmio nacional e reconhecimento em eventos da ONU

Svitlana ainda tem mais três filhos: dois vivem na Polônia e um mora na Alemanha, todos maiores de idade. O seu marido também é professor universitário, mas não obteve autorização do Governo ucraniano para deixar o país e acompanhar a esposa nesta nova fase profissional.

“Meu marido era oficial do exército ucraniano em 2014 e agora trabalha como voluntário para o Estado. Durante esta Guerra, eu não atuei como professora na Polônia, mas trabalhei em projetos sociais. Agora quero dar início ao trabalho do que quero pesquisar no Doutorado”.

PROJETO E PRÓXIMOS PASSOS – O projeto que será desenvolvido pela pesquisadora na UEPG tem o título ‘Avaliação do Impacto do Projeto de Capacitação em doenças crônicas entre profissionais e gestores de atenção primárias à saúde’, e será coordenado pelo professor Erildo Müller. “Ela vai orientar comigo uma aluna de Doutorado e vamos fazer uma capacitação para o enfrentamento de doenças crônicas nas Unidades Básicas de Saúde de Ponta Grossa, Londrina e Maringá”, explica o professor. Svitlana vem com uma experiência internacional, que será adaptada à realidade brasileira. “Esperamos que esta parceria tenha um grande ganho para ambas as partes, estamos já estabelecendo uma linha de contato, driblando algumas dificuldades do idioma, mas acredito que será uma boa oportunidade de pesquisa ao longo desses dois anos”.

Leia Também:  Paraná implanta Agências de Inovação para o desenvolvimento dos pequenos municípios

RECEPÇÃO – A cientista chegou ao Paraná em 12 de novembro, recepcionada no Aeroporto Afonso Pena pela equipe do Escritório de Relações Internacionais (ERI), que a acomodou na Casa Internacional da UEPG.  “A recepção foi realmente calorosa e amigável, as acomodações na Casa Internacional são muito confortáveis, a comida é deliciosa e a comunicação foi muito interessante, abrindo novos horizontes”, agradeceu Svitlana.

“Estamos acompanhando ela e o filho nessas primeiras semanas, indo ao mercado e vamos ver uma escola para o menino, entendendo que agora é um período de adaptação”, explica a diretora do ERI, Sulany Santos. “Nosso trabalho para as próximas semanas é encontrar uma casa para eles alugarem e integrá-los à comunidade”, diz.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

PARANÁ

Estado incentiva inscrições para 2ª Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia

Published

on

By

Estão abertas as inscrições para a 2ª edição da Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia (Obict), competição de conhecimentos específicos na área voltada para alunos desde o primeiro ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio ou Ensino Médio Técnico das redes públicas e privadas de todo o País.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de forma online pelo site www.obict.com.br/ ou pelo aplicativo Olímpico, disponível para os sistemas iOS e Android, até o dia 14 de abril, às 22h. As inscrições podem ser feitas pelos professores responsáveis das instituições de ensino, quanto de forma avulsa pelos alunos interessados.

Na primeira edição da Obict, o Paraná já demonstrou ser uma potência na competição. Além de ser o Estado com mais inscritos em todo o País (3.118 de 36.500 alunos), três estudantes do município de Borrazópolis, no Vale do Ivaí, conquistaram medalhas de ouro.

Para o secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, o Paraná tem todos os recursos para se destacar novamente na segunda edição da Olimpíada. “Vamos fazer um trabalho muito forte em conjunto com outras secretarias, principalmente a de Educação, para que nossos alunos participem ativamente da competição e que neste ano possam ter ainda mais alunos sendo premiados”.

Leia Também:  Caminhadas na Natureza já injetaram R$ 1,2 milhão nas economias locais em 2023

Os medalhistas de ouro, Gabriel Telles, João Paulo Machado Filho e Kauê dos Santos, cursam o 1º ano do Ensino Médio no Colégio Estadual José de Anchieta, mas foram premiados na categoria Ensino Fundamental, pelo desempenho nas provas aplicadas em 2024, quando então estavam matriculados na Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, também em Borrazópolis.

“Os estudantes paranaenses têm se destacado em competições como a Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia, e isso é fruto de um trabalho contínuo direcionado à inovação e à inclusão de componentes curriculares como programação e robótica nas escolas paranaenses. Você que é estudante da rede estadual, inscreva-se na olimpíada, e você, professor, incentive seus estudantes a participarem. Vamos, juntos, mostrar a qualidade da educação paranaense para todo o Brasil”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

COMO FUNCIONA – A Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia será dividida em quatro fases, sendo as duas primeiras de forma online e as duas últimas, presenciais. A primeira fase é a online e acontece entre os dias 2 e 14 de abril, com uma prova que utiliza recursos multimídia e com possibilidade de consulta. A segunda está prevista para entre os dias 21 e 27 de abril, também no formato online, mas sem possibilidade de consulta.

Leia Também:  Paraná recebe autorização para exportar carne bovina ao Canadá

A terceira etapa, marcada para 30 de maio, será presencial e aplicada em diversos polos ao redor do Brasil. A quarta e última fase também acontece de forma presencial, com data e local a serem divulgados pela organização da competição.

São quatro categorias: Júnior, para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental; Sênior, para alunos do Ensino Médio e Técnico; a categoria livre, aberta para adultos e familiares acompanharem e incentivarem os jovens, e por fim a categoria para estudantes de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, novidade da segunda edição da Obict.

A inclusão da nova categoria visa estimular desde cedo o interesse de crianças pelos estudos em ciência, tecnologia e inovação, além do espírito competitivo. Todos os alunos inscritos recebem certificados de participação, e os melhores colocados recebem uma medalha exclusiva ao final da competição.

Fonte: Governo PR

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

PARANÁ

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA