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Tecpar lança guia de análise de alimentos para ajudar laboratórios e universidades

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O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) desenvolveu um guia prático para auxiliar profissionais, especialistas e pesquisadores que atuam na análise de alimentos em laboratórios, universidades e institutos de pesquisa. O projeto foi financiado com recursos do Fundo Paraná, responsável pelo fomento da ciência e tecnologia no Estado.

Chamado de “Guia de Microscopia de Identificação de Matéria Estranhas em Alimentos”, o estudo foi elaborado pelas biólogas Aline de Carvalho, analista de Desenvolvimento Tecnológico, e Andressa Mendes, bolsista que atua no projeto “Desenvolvimento de Pesquisas e Metodologias Científicas para a Avaliação dos Impactos da Atividade Agropecuária no Estado do Paraná”. Ambas trabalham no Laboratório de Biologia do Centro de Tecnologia em Saúde e Meio Ambiente do Tecpar.

Além de uma introdução sólida às técnicas e aplicações da microscopia, o guia contém imagens identificadas de sujidades encontradas em algumas das amostras analisadas pelas biólogas. “Além de orientar o trabalho no nosso dia a dia, compartilhamos este guia para que ele também possa auxiliar, de forma prática, o trabalho dos profissionais que atuam na análise microscópica de alimentos”, afirma Aline.

O documento busca auxiliar as atividades nos laboratórios de microscopia de alimentos, principalmente em relação à RDC nº 623/2022, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esta resolução trata dos limites de tolerância para matérias estranhas em alimentos e orienta sobre os métodos de análise para fins de avaliação de conformidade.

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INICIATIVA – Aline conta que a ideia de fazer o guia surgiu ao perceberem que no dia a dia as biólogas encontravam muitas amostras diferentes e, depois da análise concluída, esse material era descartado.

“Algumas amostras contêm elementos difíceis de identificar, que não têm registro ou referência. Precisamos ler várias referências para descobrir do que se trata. Então começamos a fotografar, catalogar e registrar todos estes itens, utilizando literaturas de referência, para que as informações servissem de apoio em futuras análises. Organizamos de um jeito bem prático, para auxiliar a identificar com mais precisão o elemento estranho presente naquele alimento”, explica.

Segundo Andressa, esta é a primeira versão do guia, que ela considera como o primeiro passo em direção a uma exploração mais profunda e completa na microscopia de alimentos.

“Nosso compromisso de aprendizado contínuo nos impulsiona a expandir e enriquecer esse trabalho, adicionando mais conteúdo, técnicas aprimoradas e um banco de dados cada vez mais abrangente. Estamos ansiosos para continuar compartilhando conhecimentos, avançando com novas edições enriquecidas e oferecendo um guia cada vez mais valioso”, afirma a bolsista.

MICROSCOPIA  No Laboratório de Biologia do Tecpar são realizadas as análises histológicas e de sujidades em alimentos. A análise histológica avalia a presença ou ausência de elementos vegetais presentes na composição do alimento, de elementos estranhos à composição e de fraudes – quando são acrescidos produtos não declarados de forma acidental ou por adulteração.

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Já a análise de sujidades investiga quaisquer matérias presentes no alimento que sejam provenientes de contaminação animal, como roedores, insetos e pássaros, ou outras que não pertencem ao alimento e que indiquem más condições sanitárias de produção.

REFERÊNCIA  Referência no Brasil, o Tecpar realiza análises químicas e biológicas em alimentos, bebidas e rações animais que visam avaliar tanto a qualidade do produto quanto as boas práticas de fabricação.

Nos laboratórios do Tecpar, as amostras passam por análises laboratoriais que permitem avaliar a segurança alimentar e o valor nutricional dos gêneros alimentícios. São feitos, por exemplo, os ensaios microbiológicos para identificar microrganismos patogênicos ou toxinas que podem representar risco à saúde do consumidor, além dos ensaios químicos, como os de proteínas, minerais, açúcares, vitaminas, entre outros.

Com estrutura modernizada e equipe técnica altamente qualificada, os laboratórios do Centro de Tecnologia em Saúde e Meio Ambiente do Tecpar são acreditados pela Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro (sob nº CRL 0244), registrados e credenciados no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e habilitados na Anvisa. 

Fonte: Governo PR

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Estado incentiva inscrições para 2ª Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia

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Estão abertas as inscrições para a 2ª edição da Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia (Obict), competição de conhecimentos específicos na área voltada para alunos desde o primeiro ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio ou Ensino Médio Técnico das redes públicas e privadas de todo o País.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de forma online pelo site www.obict.com.br/ ou pelo aplicativo Olímpico, disponível para os sistemas iOS e Android, até o dia 14 de abril, às 22h. As inscrições podem ser feitas pelos professores responsáveis das instituições de ensino, quanto de forma avulsa pelos alunos interessados.

Na primeira edição da Obict, o Paraná já demonstrou ser uma potência na competição. Além de ser o Estado com mais inscritos em todo o País (3.118 de 36.500 alunos), três estudantes do município de Borrazópolis, no Vale do Ivaí, conquistaram medalhas de ouro.

Para o secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, o Paraná tem todos os recursos para se destacar novamente na segunda edição da Olimpíada. “Vamos fazer um trabalho muito forte em conjunto com outras secretarias, principalmente a de Educação, para que nossos alunos participem ativamente da competição e que neste ano possam ter ainda mais alunos sendo premiados”.

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Os medalhistas de ouro, Gabriel Telles, João Paulo Machado Filho e Kauê dos Santos, cursam o 1º ano do Ensino Médio no Colégio Estadual José de Anchieta, mas foram premiados na categoria Ensino Fundamental, pelo desempenho nas provas aplicadas em 2024, quando então estavam matriculados na Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, também em Borrazópolis.

“Os estudantes paranaenses têm se destacado em competições como a Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia, e isso é fruto de um trabalho contínuo direcionado à inovação e à inclusão de componentes curriculares como programação e robótica nas escolas paranaenses. Você que é estudante da rede estadual, inscreva-se na olimpíada, e você, professor, incentive seus estudantes a participarem. Vamos, juntos, mostrar a qualidade da educação paranaense para todo o Brasil”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

COMO FUNCIONA – A Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia será dividida em quatro fases, sendo as duas primeiras de forma online e as duas últimas, presenciais. A primeira fase é a online e acontece entre os dias 2 e 14 de abril, com uma prova que utiliza recursos multimídia e com possibilidade de consulta. A segunda está prevista para entre os dias 21 e 27 de abril, também no formato online, mas sem possibilidade de consulta.

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A terceira etapa, marcada para 30 de maio, será presencial e aplicada em diversos polos ao redor do Brasil. A quarta e última fase também acontece de forma presencial, com data e local a serem divulgados pela organização da competição.

São quatro categorias: Júnior, para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental; Sênior, para alunos do Ensino Médio e Técnico; a categoria livre, aberta para adultos e familiares acompanharem e incentivarem os jovens, e por fim a categoria para estudantes de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, novidade da segunda edição da Obict.

A inclusão da nova categoria visa estimular desde cedo o interesse de crianças pelos estudos em ciência, tecnologia e inovação, além do espírito competitivo. Todos os alunos inscritos recebem certificados de participação, e os melhores colocados recebem uma medalha exclusiva ao final da competição.

Fonte: Governo PR

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