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Talentos paranaenses: Orquestra Sanfônica de Pato Branco é finalista no Prêmio Brasil Criativo

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Um projeto muito especial é motivo de orgulho para todo o Paraná. Nesta terça-feira (24), a Orquestra Sanfônica de Pato Branco, no Sudoeste do Estado, foi anunciada como finalista do Prêmio Brasil Criativo, concorrendo com o Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga e o Bando de Teatro Olodum na categoria Comunidades Criativas. O evento oficial de premiação aconteceu no Centro Cultural São Paulo (CCSP).

Idealizado pela World Creativity Organization (WCO), o prêmio tem a chancela do Ministério da Cultura como a premiação oficial da Economia Criativa no Brasil. O objetivo da iniciativa é destacar quem valoriza a criatividade como matéria-prima para o desenvolvimento social, tecnológico e econômico sustentáveis.

Para o regente da Sanfônica, Diego Guerro, a notícia desse reconhecimento em nível nacional foi um grande incentivo para o grupo, que atua especialmente no Interior do Estado. “É um motor para que façamos mais coisas. Muito bom ver que estamos, por assim dizer, no caminho certo”, afirma.

Para ele, fazer música, arte e cultura no Interior tende a ser um pouco mais difícil do que nos grandes centros. Há processo de formação de plateia, dificuldade para dar visibilidade às ações e para promover propostas de forma contínua.

Luciana Casagrande Pereira, secretária estadual de Cultura do Paraná, comemora a projeção nacional do projeto. “A Orquestra Sanfônica de Pato Branco rompe fronteiras com sua sensibilidade, persistência e ousadia. São talentos do nosso Estado que projetam a cultura paranaense com merecido reconhecimento de todo o Brasil”, afirma.

Projetos como esse, destaca a secretária, são de suma importância para a formação de público, difusão e descentralização da cultura. “Fortalecer iniciativas culturais em todas as regiões do Paraná é uma diretriz central da nossa gestão. Nossa meta é promover políticas públicas que reforcem a criatividade e a arte para além dos grandes centros urbanos”, pontua.

PRÊMIO – Esta é a 4ª edição do Prêmio Brasil Criativo, que se divide em onze categorias regulares, uma de reconhecimento rotativo (selecionadas por júri) e três categorias de reconhecimento, indicadas por um comitê. Este ano as categorias foram Arquitetura, Arte Urbana, Artesanato, Audiovisual, Comunidades Criativas, Criadores de Conteúdo, Design, Games, Gastronomia, Lideranças Criativas, Moda, Música, Publicidade, Tecnologia e Startups.

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TRAJETÓRIA O projeto da Orquestra Sanfônica de Pato Branco começou em julho de 2006 e teve como mentora Divina Scopel Martins. Ela teve a ideia de reunir os gaiteiros ou sanfoneiros da cidade, como são popularmente chamados os acordeonistas. Naquela época, a proposta era simples: promover encontros entre os músicos e os apaixonados pela sanfona para tocar em ensaios aos finais de semana. Inicialmente participavam cerca de vinte pessoas.

De lá para cá, o grupo cresceu em tamanho e história, conquistando seu espaço. 17 anos depois, mais de 100 músicos já passaram pela Orquestra Sanfônica de Pato Branco. Muitas pessoas que integraram o grupo acabaram se profissionalizando na música, outras têm a atividade como um hobby, uma paixão. Hoje são 15 integrantes fixos.

“O que é muito legal no projeto é a convivência de pessoas de várias idades e classes sociais diferentes. Temos o acordeonista mais novo com 12 anos, e o mais idoso com 76 anos. É por meio da linguagem musical que eles conversam, e é muito bonito ver isso. Temos a Orquestra Sanfônica como uma família”, conta Diego Guerro. 

Ele comenta, ainda, que a relação com o público local é muito boa. “Depois desses anos todos, costumamos dizer que tocar aqui na região, especialmente em Pato Branco, é onde a gente mais gosta”, completa. “Sempre tem casa cheia e uma resposta muito boa do público, que acaba considerando a Orquestra um dos símbolos culturais da cidade e da região”.

Segundo ele, o acordeon é bastante popular porque muitas vezes há uma história familiar envolvendo o instrumento: um pai, um avô, uma tia que toca ou tocava. Nesse contexto, um dos papéis da Orquestra Sanfônica é o de levar essas conexões afetivas adiante e conversar com a nostalgia que o instrumento e a música trazem para cada pessoa que escuta ou assiste a uma apresentação. 

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DE PATO BRANCO PARA O MUNDO – Em 2019, a Orquestra Sanfônica alcançou projeção internacional a partir de um convite para participação no Recanati Art Festival, na Itália. Na mesma viagem, os músicos tiveram passagem por outras cidades da Itália e também pela França.

“Foi uma experiência transformadora para o grupo por vermos a receptividade que a música brasileira tem fora do país e principalmente por tocarmos em uma região que é considerada o berço da produção de acordeons no mundo”, afirma Guerro.

Só a cidade de Castelfidardo, onde o grupo se apresentou, tem nada mais nada menos que 60 fábricas do instrumento musical. Ainda em 2019, o grupo tocou na Argentina, país que assim como Itália, França e Brasil tem forte presença do acordeon em sua música popular.

A Orquestra Sanfônica de Pato Branco já foi declarada de Utilidade Pública Municipal e Estadual. O projeto foi contemplado em editais da Lei Aldir Blanc e conta com incentivo à cultura no âmbito federal. Participaram também do último edital do Profice nas categorias Música e Audiovisual.

REPERTÓRIO DE PESO – O repertório da Orquestra é formado por músicas autorais e releituras, e mostra a versatilidade da sanfona. Além das músicas regionais brasileiras que normalmente são associadas à sanfona, tocam bossa nova, choro, tango, milongas, chamamés. São dois discos gravados: “Releituras”, de 2014, e “Outro Sul”, de 2017.

Já está no radar do grupo o início das gravações de um terceiro álbum, “Orquestra Sanfônica de Pato Branco: 15 anos de história”, que promete ser completamente autoral, baseado em músicas regionais do Sul com “os pés no Paraná e os olhos para o mundo”, como define o regente.

Fonte: Governo do Paraná

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No México, Viaje Paraná intensifica a promoção dos atrativos turísticos do Estado

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O trabalho de promoção, apresentação e atração de investimentos ao turismo paranaense em nível internacional segue a todo vapor. O Governo do Estado, por meio do Viaje Paraná – órgão de promoção comercial do setor –, está presente no Roadshow Festival Brasil, no México. Equipes do órgão participam das programações desde o início da semana, com foco em estreitar laços e abrir novos campos de mercado ao Paraná.

O evento itinerante já passou por duas localidades do país (Cidade do México e Guadalajara) e nesta quinta-feira (3) encerra a programação em Monterrey. O festival é uma oportunidade ao Paraná, que pode apresentar seus potenciais, atrativos e serviços ao trade mexicano, um dos mercados turísticos que mais cresce no mundo.

A participação do Viaje Paraná na programação internacional faz parte dos planos do Estado, que tem como foco atrair turistas e colocar o Paraná nos holofotes do turismo e do mercado mundial de viagens. Com mais de 130 milhões de habitantes, o México é um mercado em expansão, com viajantes que buscam novas experiências culturais, naturais e gastronômicas – todas encontradas em abundância no Estado.

“Estamos falando de um grande país, que também tem uma das maiores economias da América. Estar aqui e poder conversar, apresentar e introduzir ao mercado mexicano o quão atrativo é o Paraná, não tem preço”, disse Irapuan Cortes, diretor-presidente do Viaje Paraná. “Enquanto órgão de promoção, nossa expectativa é ampliar o nosso mercado, investindo no trade sul-americano, europeu e agora norte-americano, disseminando o grande potencial do turismo paranaense”.

RESULTADOS NA PRÁTICA – Em cada cidade, o Viaje Paraná realizou uma capacitação do trade mexicano sobre as potencialidades do Estado, sendo destaque em muitos momentos do evento. Foram apresentados potenciais turísticos, como Foz do Iguaçu (Oeste), Curitiba e o Litoral paranaense, além da sua diversidade cultural, natural e gastronômica.

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Adriana Goméz é gerente da empresa Imacop Internacional, de Guadalajara. Ela aprovou a capacitação e comentou que espera ver os destinos paranaenses configurando cada vez mais nas agências mexicanas. “Essa capacitação que tivemos sobre o Paraná foi muito interessante, porque pudemos aprender mais sobre Curitiba e outros destinos que não conhecíamos, com muitos atrativos e pontos turísticos chamativos. Eu espero que os viajantes se interessem por esses destinos e que as agências os incluam na oferta mexicana”, disse a mexicana.

“Estou muito feliz de conhecer os estados brasileiros. Nós mandamos muitos turistas ao Brasil e percebemos que o Paraná é um destino em potencial, pela localização, oferta e belezas. Eu adorei saber mais sobre o turismo de Curitiba e fiquei surpreso, porque não sabia que as Cataratas do Iguaçu ficavam nesse Estado. A capacitação foi muito eficiente”, disse Hermano Gomez, participante do evento, também de Guadalajara.

EM ALTA – O Road Show Festival no México tem como objetivo promover o Brasil como destino turístico tendência, atraindo operadoras de turismo, jornalistas, agentes de viagens e demais profissionais mexicanos especializados no setor.

A interação direta entre o trade turístico brasileiro e mexicano aumenta as oportunidades de vendas e parcerias comerciais no futuro. Em 2022, o número de turistas mexicanos no Brasil foi de 52.171, enquanto de janeiro a setembro de 2023 foram 52.725 visitantes e, no mesmo período de 2024, 63.872 viajantes.

“O México é um mercado em que as pessoas viajam muito, por isso a importância de estarmos aqui. Foz do Iguaçu é um dos focos da nossa apresentação para esse público, ao lado de Curitiba, muito pela configuração cosmopolita da Capital, porque os mexicanos buscam esse tipo de mercado, com alta gastronomia e boa oferta de hospedagens”, explicou Marcelo Martini, diretor de Operações e Segmentação Turística do Viaje Paraná.

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SEQUÊNCIA – De lá, a equipe do órgão de promoção comercial segue sua missão internacional, com foco no mercado norte-americano. Ela parte para Miami, nos Estados Unidos, onde acontece o Seatrade Cruise Global 2025, evento que promove o contato de destinos com as grandes operadoras náuticas e de navios de cruzeiro.

A programação é uma oportunidade de continuar negociações e conversas já iniciadas no Seatrade de 2024. Neste ano, devem ser apresentados novamente os potenciais do Litoral paranaense, que já contou com duas temporadas de cruzeiros e outras paradas feitas a parte.

Na semana passada, o navio Scenic Eclipse fundeou na Baía de Paranaguá, com mais de 200 turistas vindos dos Estados Unidos que tiveram a oportunidade de conhecer a Ilha do Mel. A embarcação é operada pela Royal Caribbean, grande empresa de navios de cruzeiros com sede em Miami, onde acontece o evento Seatrade.

Já as temporadas de navios de cruzeiros em Paranaguá aconteceram entre dezembro de 2023 e março de 2024 – com 16 paradas em que mais de 39 mil turistas foram recepcionados – e entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, quando foram movimentadas mais de 19 mil cruzeiristas, em oito paradas no Litoral do Paraná.

Fonte: Governo PR

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