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Servidores municipais concluem primeira etapa de capacitação do Programa Conecta399

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Nesta semana, 646 servidores públicos efetivos e comissionados de 362 municípios paranaenses inscritos no Conecta399 concluíram a capacitação inicial desse programa do Governo do Estado, promovido pela Secretaria de Estado do Planejamento, que tem como foco acelerar projetos.

Com duração de um mês e participação de mais de 90% dos municípios do Estado, o curso via educação à distância integrou interlocutores – que ocupam posição estratégica em administrações locais – aos objetivos, princípios, eixos, limites e vedações do projeto, qualificando-os na função de capilarizar essa iniciativa.

O Conecta399, lançado em abril, visa aprimorar a capacidade dos 399 municípios paranaenses de tirar do papel projetos de desenvolvimento local. A iniciativa vai oferecer apoio técnico, político e gerencial para a obtenção de recursos federais e de editais nacionais e internacionais.

Idealizador da política, o secretário de Estado do Planejamento, Guto Silva, comemorou a adesão e o engajamento dos interlocutores nesse instrumento, que é uma forma de atender e dar suporte a pequenos municípios, seguindo o desejo do governador Carlos Massa Ratinho Junior.

“O Conecta399 é uma grande rede para que a gente possa capacitar, informar, treinar, auxiliar gestores municipais e lideranças nos municípios que, muitas vezes, têm dificuldade ou de captar e acessar recursos, por questões burocráticas, ou de identificar novas oportunidades”, disse.

Segundo Guto Silva, o processo todo visa melhorar a vida das pessoas, o que exige preparação e trabalho de suporte. “Vamos capacitar toda a equipe, esse exército de gestores municipais, para que possam acessar e vislumbrar novas oportunidades para captar recursos que vão ter impacto na vida das pessoas, impacto no dia a dia das cidades”, afirmou, assinalando que o próximo passo é iniciar o trabalho sobre a plataforma TransfereGov, do governo federal, voltada à transferência de recursos.

Na capacitação, os interlocutores, com suporte institucional da Escola de Gestão do Paraná e da assessoria técnica do Conecta399, tiveram sanadas dúvidas de conteúdo, plataforma, providências e, também, abordadas questões relativas a oportunidades de recursos e projetos.

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RESULTADOS POSITIVOS – O diretor de Projetos da SEPL, Marcos Junior Marini, ressaltou a importância da iniciativa e os resultados positivos da capacitação, que serviu de alinhamento e, principalmente, para ampliar o entendimento da metodologia dessa ferramenta disponibilizada pelo Governo. “Nessa primeira capacitação os interlocutores dos municípios tiveram a oportunidade de indicar um diagnóstico em relação às demandas das cidades, um farto material que vai gerar relatórios que poderão subsidiar tomadas de decisão em relação a editais e ao fomento”, disse.

Segundo ele, o grupo que sai dessa capacitação terá grande capacidade de buscar fomento, participar de editais e potencializar a condição para obter recursos. “Essa grande participação de interlocutores dos municípios, sejam funcionários de carreira, sejam em cargos em comissão, nos motiva para o próximo passo, em 14 de agosto, quando lançaremos nova etapa, um curso específico, mais operacional e estratégico, voltado ao TransfereGov, plataforma oficial para todas as transferências de recursos da União aos municípios”, acrescentou.

IMPORTÂNCIA DA CAPACITAÇÃO – Essa capacitação se justifica pelos resultados de pesquisas consistentes, como o Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEGM). “Especialmente o I-Planej, implementado pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná, que revela a centralidade e urgência de se desenvolver a cultura do planejamento em todo o território estadual”, afirmou o coordenador do Apoio ao Planejamento Municipal, responsável pelo Conecta399, Marcelino Manhani Junior.

O curso é considerado importante por instituir as bases humanas e técnicas de uma rede básica de ação coletiva coordenada. “Os interlocutores, motivados por uma favorável e consciente base política, se apresentaram comprometidos e interessados com o objeto do Conecta399”, disse o assessor técnico do programa, Eliseu Venturi. “Foi possível notar uma heterogeneidade de maturação de práticas administrativas, o que reforça a necessidade de parcerias entre todos os atores sociais, inclusive entre si, e seu compromisso com o desenvolvimento”.

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Durante as aulas, os interlocutores puderam ajustar percepções, expectativas e dúvidas, e acessar um mapeamento estratégico de modos de gestão pública.

A assessora da Coordenação de Mapeamento de Processos da SEPL, Elisangela Rocha, que tem colaborado tecnicamente com o questionário de diagnóstico e organização da base de dados da política, destacou a importância de se fazer essa conexão com os servidores municipais. “Saber quem são, o que pensam e quais as necessidades dos interlocutores e seus contextos é um primeiro passo imprescindível para que o Conecta399 alcance a qualidade da sua concepção, ajustando-se os eixos às priorizações trazidas pelos gestores locais”, afirmou.

PALAVRA DE PARTICIPANTES – Para o secretário de Controle, Integridade e Transparência Pública de Arapongas (Norte), Henrique Garcia Filetti, que participou da capacitação, tanto a formação conceitual quanto o diagnóstico se apresentaram como uma ferramenta útil à gestão municipal. “Excelente conteúdo abordado na capacitação, tanto no módulo I quanto no módulo II. Os conteúdos foram abordados de forma clara e bem intuitivos”, disse.

“O Conecta399, ao funcionar como um espaço de troca de ideias e experiências, traz expectativas de aprendizado, aperfeiçoamento da cultura local de planejamento e compreensão de soluções específicas a cada dinâmica institucional”, afirmou Cristiane Preis, servidora de Nova Esperança do Sudoeste (Sudoeste do Estado).

Além de destacar a importância dos projetos para o desenvolvimento de metas realistas e pensadas a longo prazo. “A formação e preparação de técnicos será importante para dinamizar as solicitações e melhorar a interação com os demais órgãos da administração”, afirmou o servidor João Marcos Fontoura Alves, de Iguaraçu (Noroeste).

Uma nova turma de interlocutores para capacitação do Programa Conecta399 terá início em 14 de agosto, que tratará do instrumento TransfereGov. A capacitação inicial seguirá disponível para ser feito pelos interlocutores municipais através do site da Escola de Gestão.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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