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Sem guindaste e com faixa extra liberada, BR-277 tem apenas 400m em pista simples

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O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) voltou a liberar uma faixa adicional de tráfego na BR-277, no Litoral, entre o km 39 e o km 40, nesta quinta-feira (22). O trecho, já danificado pelas chuvas desde o final de novembro, havia sido atingido por novo escorregamento de terra nesta madrugada.

Durante a manhã foi realizada a limpeza do local e uma nova inspeção, que constatou condições de segurança para o tráfego de veículos. Com isso, estão novamente disponíveis duas faixas no sentido Litoral e uma faixa no sentido Curitiba. 

Também foi desmobilizado o guindaste utilizado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na obra de recuperação do km 42, que deverá deixar a rodovia durante este período de mais movimento, retornando somente no ano que vem. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanhou toda a operação.

Com isso, desde as 17 horas o desvio em duas faixas foi reduzido para um trecho de aproximadamente 400 metros, na altura do km 41, atendendo às demandas por mais trafegabilidade na rodovia, com garantia de segurança aos usuários.

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Para este último trecho, atingido por um escorregamento de terra de quase 100 metros de extensão vertical, o DER/PR está preparando melhorias na encosta, visando garantir a liberação de faixa extra ainda nos próximos dias.

O DER/PR e a PRF solicitam que os usuários sigam com muita cautela pelo trecho, com atenção redobrada devido à situação atípica da rodovia federal. Também é recomendado que, se possível, o usuário evite utilizar a BR-277 no Litoral, principalmente em dias de chuva, devido aos riscos de novos escorregamentos e bloqueios de pista.

CONVÊNIO – O DER/PR iniciou os trabalhos da obra de recuperação da encosta da BR-277 no km 39 e km 41 nesta segunda-feira, após assinatura de um termo de compromisso com o DNIT. O órgão federal, responsável pela rodovia, não possui os recursos necessários e aceitou apoio do DER/PR para executar as obras e resolver a situação.

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No primeiro dia já foram realizados os serviços de limpeza da pista, que ainda estava com lama, além da limpeza e recomposição dos dispositivos de drenagem nos dois locais, garantindo o escoamento de água da chuva. Nova sinalização e dispositivos de segurança foram instalados na rodovia, como as novas barreiras de concreto New Jersey que ajudaram a preservar as pistas nesta madrugada.

Permanecem sendo realizadas análises e sondagens da encosta, que irão embasar uma definição quanto às obras de recuperação, que poderão contemplar soluções como solo grampeado com tela, instalação de uma geogrelha, ou de uma grelha de aço de alta resistência.

Como fica o fluxo da BR-277:

Km 39 ao km 40+900: três faixas de tráfego (duas sentido Paranaguá)

Km 40+900 ao km 41+300: duas faixas de tráfego

Km 41+300 ao km 42: três faixas de tráfego (duas sentido Paranaguá)

Fonte: Governo do Paraná

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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