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Secretaria da Inovação planeja parceria com UEPG para digitalização de peças de museu

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A Secretaria Estadual da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI) está planejando estabelecer uma colaboração estratégica com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) em projetos que promovem a inovação, a sustentabilidade e desenvolvimento educacional.

Um deles é para o desenvolvimento de soluções que permitam a digitalização e a impressão 3D de réplicas das peças do acervo do Museu de Ciências Naturais, viabilizando sua exposição naquele espaço. O espaço foi concebido em projetos de extensão que envolviam os temas geodiversidade e biodiversidade e é palco para a integração de pesquisa, ensino e extensão no que se refere às ciências de natureza.

“Dessa forma, as peças originais poderão ser armazenadas em condições ideais, evitando sua deterioração ao longo do tempo”, ressalta o assessor técnico da SEI, Márcio Hauagge.

Ele explica que uma das áreas de atuação da SEI envolve as parcerias estratégicas com as universidades para impulsionar o desenvolvimento tecnológico e promover a preservação do patrimônio cultural e científico do Estado. “Estamos comprometidos em fornecer apoio técnico e incentivar projetos inovadores que tragam benefícios significativos à sociedade paranaense”, diz Hauagge.

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Outro projeto com a UEPG consiste em uma parceria com o Departamento de Engenharias de Materiais da instituições, com o objetivo de aprimorar a reciclagem de peças impressas em 3D. Através da aplicação de conhecimento técnico especializado de profissionais da própria Secretaria da Inovação, será oferecido suporte e assistência aos professores envolvidos no projeto.

Além disso, a equipe técnica da SEI já realizou uma visita à Usina Termoelétrica a Biogás, em Ponta Grossa. É um espaço vinculado à prefeitura da cidade. Essa visita teve como objetivo conhecer a estrutura da usina e compreender os investimentos realizados para a execução do projeto.

Inaugurada no início de 2021, a usina recebe resíduos orgânicos e os transforma em biogás, através do processo de biodigestão. O biogás gerado está sendo utilizado para alimentar motogeradores, que produzirão energia elétrica, injetada diretamente na rede da Copel.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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