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Saúde do Paraná reforça prevenção à mortalidade materna, infantil e fetal

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A Secretaria Estadual da Saúde do Paraná (Sesa) promoveu nesta sexta-feira (28) a reunião do Comitê Estadual de Prevenção da Mortalidade Materna Infantil e Fetal do Paraná (CEPMMIF). O encontro abordou estratégias para a prevenção da mortalidade, destacando a importância das equipes da Atenção Primária no cuidado das gestantes por meio do pré-natal qualificado, contando, inclusive, com novas ferramentas de monitoramento.

Foi apresentado o novo formulário para o monitoramento do Near Miss Materno – caracterizado por quadros graves ou gravíssimos de morbidades relacionadas à gestação, parto ou puerpério. Esse formulário está inserido na Linha de Cuidado Materno-Infantil e tem como objetivo coletar e disseminar dados gerados rotineiramente pelos notificadores dos três níveis de atenção – primário (prestado nos municípios), secundário (especializado) e terciário (alta complexidade) -, contribuindo para a qualificação da assistência e prevenção de complicações graves.

O Paraná é líder nacional no ranking de consultas pré-natal pelo SUS, conforme dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), do Governo Federal. Cerca de 87% das gestantes paranaenses realizam sete ou mais consultas durante a gestação. O Plano Estadual de Saúde prevê o monitoramento permanente desse indicador, garantindo que as gestantes recebam o atendimento necessário.

Os princípios e diretrizes para a qualidade da assistência pré-natal integram a Linha de Cuidado Materno-Infantil. Essa linha é um conjunto de ações que asseguram às gestantes acesso, acolhimento e um modelo de atenção voltado para pré-natal, parto e nascimento seguros. Além disso, as iniciativas garantem que as crianças tenham os dois primeiros anos de vida com crescimento e desenvolvimento saudáveis.

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A Linha de Cuidado Materno Infantil também prevê estrutura de sistema logístico, que inclui transporte sanitário e regulação de leitos para as usuárias. As estratégias estão dispostas na Linha Guia Materno Infantil, que está na 8ª edição, e orienta sobre a organização das ações e serviços em saúde, com a finalidade de melhorar a assistência materno infantil.

Atualizada em março de 2022, a Linha Guia foi construída de forma ascendente e participativa, em consonância com o Planejamento Regional Integrado (PRI) e a Planificação da Atenção à Saúde.

DESTAQUE – Outro ponto de destaque foi a discussão sobre as ações realizadas durante o evento Saúde em Movimento, ocorrido entre 10 e 14 de março, em Foz do Iguaçu. Naquele evento, mais de dois mil profissionais da área foram capacitados sobre estratégias de fortalecimento da Rede de Atenção à Saúde.

Foi proferida palestra sobre a prevenção das principais causas de morte materna e o agravamento de condições crônicas na gestação. A Secretaria da Saúde também disponibilizou um espaço exclusivo para acolhimento e discussão com gestores e profissionais de todas as regiões do Paraná, visando proporcionar um ambiente mais confortável para o diálogo sobre a linha de cuidado materno-infantil.

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LUTA HISTÓRICA – A diretora de Atenção e Vigilância da Sesa, Maria Goretti David Lopes, destacou a relevância das discussões no Comitê para aprimorar as estratégias de prevenção da mortalidade materna, infantil e fetal. “Essa é uma luta histórica, que exige a articulação entre governo, sociedade civil e profissionais da saúde”, afirmou Maria Goretti.

“A responsabilidade da Secretaria Estadual da Saúde é grande, mas também contamos com a dedicação e o compromisso de organizações, instituições e entidades que integram o nosso comitê estadual. Trabalhamos para garantir serviços de saúde de excelência, fortalecendo a linha de cuidado materno-infantil, qualificando a assistência e prevenindo mortes evitáveis. Cada esforço conjunto reflete diretamente na segurança e bem-estar das gestantes e recém-nascidos.”

PRESENÇAS – Participaram da reunião representantes de entidades que integram o comitê, como organizações civis ligadas aos direitos das mulheres, instituições de ensino, Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Paraná (Femipa), Conselho Regional de Medicina e de Enfermagem e alunos de medicina da PUC e da Residência Multiprofissional em Saúde da Mulher do Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná.

Fonte: Governo PR

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Escolas do Paraná que ofertam tempo integral recebem mais 3 mil kits de robótica

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Mais 100 escolas estaduais de todas as regiões do Paraná que ofertam educação em tempo integral estão recebendo do Governo do Estado, ao longo deste mês, 3 mil kits de robótica. Com essa entrega, chega a 23 mil o número de kits distribuídos às unidades paranaenses desde 2021.

“Com essa nova remessa, reforçamos mais uma vez que na rede estadual a inovação. A programação e a robótica estão lado a lado com o conteúdo pedagógico”, diz o secretário estadual da Educação, Roni Miranda. “É exatamente isso que temos buscado nas mais de 2 mil escolas da rede do Estado. É muito bom saber que os alunos que passam mais tempo na escola podem desenvolver mais e mais habilidades”.

O investimento nessa nova leva de kits foi de R$ 1,8 milhão, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), destinados ao programa Escola em Tempo Integral, uma parceria do Ministério da Educação com a Secretaria da Educação do Paraná.

Entre os componentes eletrônicos estão  adaptadores de Wi-Fi, pilhas, baterias, displays, fitas de led, minisensores e resistores. Uma série de circuitos eletrônicos de comandos e peças que são utilizadas durante as aulas de Programação, Pensamento Computacional e Robótica, todas inseridas na grade curricular das escolas estaduais.

INVESTIMENTOS – Atualmente, mais de 160 mil alunos da rede têm acesso a práticas de robótica. O componente de programação chega a cerca de 500 mil estudantes de escolas estaduais. Os números foram alcançados após os investimentos de mais de R$ 30 milhões na compra dos kits – 2.577 unidades em 2021 e 18.380 no ano seguinte.

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Foi por meio do aprendizado nas aulas de Robótica que um grupo de alunos do Ensino Fundamental do Colégio Estadual Vereador José Balan, de Umuarama, construiu um protótipo de robô autônomo para auxílio no combate ao Aedes aegypti em sala de aula. A iniciativa dos estudantes é um exemplo de como a introdução da tecnologia no processo de ensino e aprendizagem na rede estadual de ensino faz a diferença na formação dos jovens, estimulando a inovação e o empreendedorismo.  

Outro robô, desenvolvido por alunos do município de Toledo, na região Oeste do Paraná, auxilia na locomoção de pessoas com deficiência visual. Participaram deste projeto alunos do Ensino Médio do Colégio Estadual Cívico Militar Frentino Sackser, sob o olhar atento do professor de Robótica Willian Joel Monteiro.

A ideia foi justamente construir um protótipo inicial de robô-guia utilizando sensores ultrassônicos, que fazem parte do kit de robótica para a detecção de barreiras, e um módulo player mini fornecendo feedback auditivo para informar o usuário sobre a presença e localização de obstáculos de forma precisa e intuitiva.

“Esse protótipo visa proporcionar uma solução acessível e complementar às ferramentas tradicionais, como bengalas e cães-guia, com potencial para aprimorar a autonomia e segurança dos deficientes visuais”, aponta o docente.

OUTROS EXEMPLOS – O forte investimento da Secretaria da Educação do Paraná na área da robótica tem angariado bons resultados  para os alunos da rede estadual, que ganham destaque ao se classificarem em competições nacionais, como as de luta de robôs construídos por estudantes. Caso da equipe de robótica do Colégio Estadual Pedro Boaretto Neto, de Cascavel, que participou, em julho do ano passado, da Campus Party, um dos maiores eventos de tecnologia e inovação do mundo, realizado em São Paulo.

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Um grupo de Maringá, no Noroeste, utilizou os conhecimentos da matéria de Pensamento Computacional para transportar a escola para dentro de um jogo de computador, em que a instituição se tornou um cenário distópico para uma luta contra zumbis, que supostamente, pretendiam atacar o ambiente escolar. 

REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA – Com a conexão de internet por fibra ótica na maior parte das escolas paranaenses, ampliou-se não apenas o ensino da Robótica e Programação, mas também o uso dos recursos digitais educacionais, como o Redação Paraná, que desenvolve a escrita nos  gêneros textuais e temas atuais; o Leia Paraná, de leitura digital com mais de 300 mil títulos lidos em 2024.

Outros recursos são o Matemática Paraná, com 30 milhões de atividades realizadas; o Inglês Paraná, com mais de 6 milhões de atividades concluídas; o Desafio Paraná e a Prova Paraná Digital, que neste ano chegou a  230 mil estudantes dos 8º e 9º anos com quase sete milhões de questões respondidas.

Fonte: Governo PR

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