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Sanepar e Tecpar entregam ao MP relatório com resultado da análise da água dos rios

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) entregaram ao Ministério Público do Paraná nesta quinta-feira (24) o relatório sobre a qualidade da água dos rios onde a empresa faz captação de água. Ele foi entregue ao procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacoia, e ao procurador Olympio de Sá Sotto Maior.

O presidente da Sanepar, Claudio Stabile, ressaltou a transparência nas ações da Companhia, para garantir a saúde da população do Paraná. “A intenção é termos o monitoramento da qualidade dos mananciais de forma a contribuir para a prevenção de doenças relacionadas à água. Fortalecemos, assim, o nosso compromisso com a distribuição de água de qualidade”, disse.

O relatório apresenta o resultado das análises de amostras de água coletadas em pontos de captação de 135 mananciais. São 43 parâmetros.

O diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado, explica que as análises apresentadas no relatório incluem parâmetros que vão além do exigido pela legislação. “O trabalho está sendo ampliado com o objetivo de fornecer informações para a tomada de decisão da Sanepar quanto ao uso destes mananciais”, disse.

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A Sanepar e o Tecpar firmaram um convênio em 2021 que prevê uma série de ações de melhoria da qualidade da água dentro do Plano de Segurança da Água (PSA) da Companhia. Estão sendo feitas análises laboratoriais físicas, físico-químicas e microbiológicas de águas superficiais.

O instituto também analisa os dados das medições obtidas por 14 sondas instaladas nos mananciais ou reservatórios de interesse da Sanepar, com resultados de análises de solo que avaliam a presença de resíduos de agrotóxicos e de metais pesados que eventualmente possam migrar para os corpos d’água.

Fonte: Governo do Paraná

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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