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Rodovia entre Matinhos e Praia de Leste será duplicada em concreto; veja os detalhes

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O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), realizou nesta terça-feira (16) uma audiência pública sobre a obra de duplicação da PR-412 entre Matinhos e Praia de Leste, localidade de Pontal do Paraná, no Litoral. O orçamento estimado é de cerca de R$ 300 milhões, com prazo de execução de três anos.

Com extensão de aproximadamente 14,5 quilômetros, a obra começa na ponte sobre o canal de Matinhos e segue até o entroncamento com a PR-407. Para a pista central, está prevista a implantação de quatro faixas (duas para cada sentido) de 3,5 m de largura, e acostamentos externos de 2 metros, todos em pavimento rígido de concreto, com placas de 21 centímetros de espessura.

Entre as obras de arte especiais estudadas, estão a duplicação da ponte sobre o canal de Matinhos e a duplicação da ponte sobre o Rio Balneário, próximo ao final do trecho.

Também será implantado um viaduto na interseção com a Avenida Curitiba, sendo que um dos sentidos da rodovia será elevado enquanto o outro permanece em nível, com o tráfego da avenida sendo integrado à rodovia por vias marginais.

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As marginais terão 4,6 m de largura, sentido único, com estacionamentos de remanso nos canteiros, e serão implantadas de modo contínuo em praticamente todo o trecho, utilizando o pavimento flexível asfáltico. Também estão previstas ciclovias bidirecionais com 2,5 m e passeios para pedestres com 3 m de largura, em ambos os sentidos da rodovia.

Para garantir a segurança dos pedestres e dos ciclistas para travessia da PR-412, estão previstos 24 dispositivos, sendo 12 por sistema de semáforo, dez travessias elevadas e duas travessias não elevadas. O trecho receberá ainda iluminação pública e nova sinalização vertical, adequada à nova composição da rodovia.

QUESTIONAMENTOS – Interessados que não puderam acompanhar a audiência pública ao vivo e registrar seu questionamento ou contribuição podem assistir a gravação do evento e encaminhar sua manifestação via e-protocolo, no e-mail protocolo@der.pr.gov.br, ou pelo aplicativo WhatsApp no número (41) 9-9283-1480.

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Todas as participações serão respondidas diretamente ao demandante e também coletadas e publicadas no portal do DER/PR. Uma vez analisadas todas as sugestões e esclarecidas as dúvidas, será publicado o edital da obra.

A realização desta audiência na modalidade virtual não exclui a possibilidade de realização de novas audiências, na modalidade presencial ou híbrida, visando garantir que todos os interessados tenham acesso a estas informações.

DER

Técnicos do DER/PR apresentaram a obra e esclareceram dúvidas em audiência nesta terça-feira. Foto: DER/PR

BID – A elaboração do projeto de duplicação da PR-412 entre Matinhos e Praia de Leste está incluída no Programa Estratégico de Infraestrutura e Logística de Transportes do Paraná, uma parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

OBRAS NO LITORAL – Essa é mais uma das grandes obras projetadas para o Litoral, ao lado do engordamento e revitalização da Orla de Matinhos, da Ponte de Guaratuba-Matinhos, da duplicação da Avenida JK e do projeto de duplicação entre Guaratuba e Garuva.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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