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Residentes técnicos do Governo do Estado apresentam propostas em gestão de saúde

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Gestão da qualidade de processos, inovação e capacitação de profissionais de saúde. Essas são algumas das temáticas dos projetos desenvolvidos pela primeira turma do Programa Residência Técnica (Restec) em Gestão da Saúde Pública. Ao todo, 71 profissionais de diferentes áreas do conhecimento finalizaram as atividades práticas da residência neste mês. Nesta sexta-feira (13), 45 residentes receberam, em Curitiba, os certificados de conclusão do curso. A especialização também contou com a participação de 46 servidores públicos, que receberam declarações de conclusão do curso.

Os programas de residência do Governo do Paraná aliam atividades práticas em órgãos públicos do Executivo Estadual com um curso de pós-graduação na modalidade lato sensu, que confere a profissionais recém-formados o grau de especialização. A iniciativa é coordenada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e operacionalizada em conjunto com as universidades estaduais, outras secretarias e instituições da administração pública.

A enfermeira Marília Teixeira Santos, que desenvolveu as atividades práticas na Diretoria de Gestão em Saúde da Secretaria da Saúde (Sesa), em Curitiba, elaborou um manual de credenciamento de estabelecimentos de saúde para a prestação de serviços focados na qualidade de vida dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). O farmacêutico Wilker Jordi Lopes Franco de Jesus atuou no Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen), também em Curitiba, e propôs uma ferramenta de gestão da qualidade para avaliar processos relacionados a alimentos.

“A residência proporcionou uma oportunidade valiosa de desenvolvimento profissional e a possibilidade de colaborar para um sistema de saúde mais inclusivo”, destaca Marília. “A atuação do profissional farmacêutico é essencial na área de análises laboratoriais e essa experiência nas áreas técnica e de gestão me ajudou a desenvolver um pensamento crítico e eficaz na tomada de decisões”, afirma Wilker.

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Outros residentes propõem a revisão e o aprimoramento do plano diretor de regionalização de saúde, melhorias no transporte de imunobiológicos e capacitação em hanseníase. Também há projetos que incluem a análise da qualidade das amostras biológicas recebidas no Laboratório Central do Estado (Lacen) e o gerenciamento de resíduos de saúde. Além disso, os projetos abordam desafios críticos como a baixa adesão à vacinação e a mortalidade infantil, com o objetivo de fortalecer a eficiência e a equidade no atendimento à população.

Durante dois anos, profissionais recém-formados em administração, arquitetura e urbanismo, assistência social, biologia, comunicação social, enfermagem, farmácia, medicina veterinária, nutrição, odontologia e psicologia atuaram nas regionais de saúde, em núcleos da Sesa e no Lacen. As atividades do curso de especialização foram realizadas na modalidade de educação a distância (EAD).

Os participantes desenvolveram as atividades em Curitiba e 16 cidades do Interior: Apucarana e Ivaiporã, no Vale do Ivaí; Cascavel, Foz do Iguaçu e Toledo, na região Oeste; Cianorte, Maringá, Paranavaí e Umuarama, no Noroeste do Estado; Cornélio Procópio e Londrina no Norte; Guarapuava e Irati, na região Centro-Sul; Paranaguá, no Litoral; Pato Branco, no Sudoeste; e Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais.

Segundo o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná em exercício, Jamil Abdanur Júnior, os programas de residência são importantes para a formação profissional, combinando teoria e prática de maneira eficaz.

“A integração de atividades práticas em órgãos públicos com cursos de especialização oferece aos residentes uma visão abrangente e aplicada das áreas de atuação”, afirma. “Os programas de residência fortalecem a capacitação técnica e preparam os profissionais com conhecimentos atualizados para desafios reais, combinando o aprendizado teórico e a experiência prática”.

Para o secretário estadual da Saúde do Paraná, César Neves, a parceria para essa residência técnica representa a união de esforços para oferecer o melhor atendimento à população. “A colaboração entre as duas secretarias demonstra um compromisso de governo para atender melhor e de forma eficaz a nossa gente”, afirma. “Como médico e ex-residente, sei o quanto essa experiência enriquece a vida profissional e pessoal. Saúdo com entusiasmo os concluintes e desejo que esta etapa seja apenas o início de uma jornada acadêmica contínua”.

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PROGRAMA – A Restec Gestão em Saúde Pública acontece em parceria com a Sesa e com a Universidade Estadual de Maringá (UEM), instituição de ensino responsável pelo curso de especialização. Para além da capacitação de novos profissionais e da qualificação de servidores, esse programa é voltado para a melhoria dos serviços de saúde prestados à população paranaense. A segunda turma do programa começou em 2023, com 133 residentes.

A coordenadora do programa, Eliana Patussi, que também é professora do Departamento de Análises Clínicas e Biomedicina da UEM, destaca a residência como uma ferramenta de qualificação profissional e aperfeiçoamento do atendimento na área da saúde da população por parte do Estado.

“A Restec em Gestão da Saúde Pública tem o objetivo de promover ações que vão desde a formação qualificada de profissionais recém-formados, com a finalidade de atender as demandas reais da saúde, passando pela melhoria dos serviços prestados à população até o desenvolvimento de pesquisas, insumos, produtos e tecnologia nacional, contribuindo com a melhoria da saúde pública no Estado”, avaliou.

Os programas de residência são considerados política pública, com amparo na Lei n.º 20.086/2019. Já foram qualificados 1.775 profissionais recém-formados e servidores públicos. Atualmente, são 1.393 residentes e 108 servidores matriculados em programas nas áreas de ciências forenses, cultura, economia rural, engenharia e gestão ambiental, gestão pública, inovação e transformação digital, obras públicas, saúde pública, segurança pública e turismo.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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