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Reforma tributária: governadores do Sul e Sudeste defendem proposta que fortaleça os estados

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Governadores, senadores e as bancadas federais dos sete estados do Sul e do Sudeste, e também do Mato Grosso do Sul, discutiram na noite desta terça-feira (4), em Brasília, os aspectos da reforma tributária que impactam nas unidades da federação. Relatada pelo deputado federal Aguinaldo Ribeiro, que participou da reunião ao lado de outros 192 deputados, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pode ir à votação na Câmara nos próximos dias.

Por meio do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) e do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), os governadores Carlos Massa Ratinho Junior (PR), Eduardo Leite (RS), Jorginho Mello (SC), Tarcísio Freitas (SP), Cláudio Castro (RJ), Romeu Zema (MG), Renato Casagrande (ES) e Eduardo Riedel (MS) defendem o avanço da reforma para a modernização do sistema tributário, mas sem prejudicar os estados.

“Todos nós somos favoráveis e achamos que a reforma tributária deve avançar. Poder melhorar o sistema tributário é um compromisso do parlamento, dos governadores e prefeitos com o Brasil”, afirmou Ratinho Junior. “O avanço é necessário, mas precisamos ter uma posição muito firme para que os estados do Sul e do Sudeste tenham um grau de igualdade com as outras regiões. Da forma como está, nossos estados estão sendo prejudicados”. 

Um dos temas discutidos pelos governadores é a proposta de criação de um conselho federativo. Os governadores do Sul e Sudeste, em especial Paraná, São Paulo e Santa Catarina, defendem que o órgão reflita o real peso dos estados, levando em conta a proporcionalidade de suas populações.  

No âmbito da reforma tributária, o conselho federativo, formado por representantes dos estados e municípios, poderá ficar responsável por administrar a arrecadação do novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que deverá unir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), atualmente direcionado aos estados, e o Imposto sobre Serviços (ISS), destinado aos municípios. 

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“O conselho será muito importante, porque terá um peso em cima de toda essa discussão tributária, e necessariamente precisará ter uma igualdade entre os estados e as regiões em suas votações”, salientou o governador paranaense. “Há um consenso entre todos os governadores e suas bancadas. O texto da PEC precisa demonstrar claramente que haverá um conselho federativo equilibrado entre todas as regiões. É um ponto que não abrimos mão”.

“Outra preocupação é com a centralização da arrecadação, porque dependendo disso e da formação do conselho, pode ser que a gente volte a ter que ficar com pires na mão”, ressaltou Ratinho Junior. “Queremos esclarecer como os 27 estados e os mais de 5,5 mil municípios brasileiros vão se relacionar com essa arrecadação para que possamos cumprir os compromissos constitucionais e ter investimentos para que o País possa rodar”.

Os resultados do Censo 2022 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, apesar de serem apenas sete das 27 unidades federativas, Sul e Sudeste concentram cerca de 56,5% da população brasileira, com mais de 144 milhões de habitantes. 

O governador Eduardo Leite, que coordena o Codesul, destacou a importância da simplificação do modelo tributário e salientou que há pontos da relação federativa que precisam ser discutidos antes da proposta ir à votação. “Serão necessários mecanismos no âmbito do conselho federativo que exijam, por exemplo, votação de um mínimo de 50% em cada uma das regiões para evitar desigualdades nas decisões que interferem em nossos estados”, disse.

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FUNDO SUL E SUDESTE – Os governadores das duas regiões também gostariam de inserir a criação de um fundo constitucional para desenvolvimento econômico e social do Sul e Sudeste na reforma, o Fundo de Desenvolvimento do Sul e do Sudeste. Até agora, o texto da reforma prevê a criação de dois fundos, um voltado ao desenvolvimento regional (não específico para alguma região) e outro para compensar benefícios fiscais já concedidos pelos estados, ambos a serem financiados com recursos da União.

DISCUSSÕES – O Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Fazenda, acompanha ativamente as discussões sobre a reforma tributária e contribui com propostas que atendam aos interesses do Estado e da população. O objetivo é promover uma reforma tributária que proporcione maior eficiência e justiça fiscal, estimule o desenvolvimento econômico e preserve a capacidade de investimentos do Estado.

Entre as principais preocupações do Estado está a necessidade de manter a competitividade das empresas paranaenses, especialmente as de pequeno e médio porte, e o setor rural, um dos principais motores da economia local, que tornam o Paraná um “exportador” de produtos para as demais unidades federativas.

Outro aspecto relevante para o Paraná é a manutenção da autonomia fiscal dos estados. O governo estadual defende que as mudanças no sistema tributário não comprometam a capacidade dos estados em arrecadar recursos e realizar investimentos nas áreas prioritárias, como infraestrutura, saúde, educação e segurança.

O Paraná também busca uma reforma tributária que simplifique o sistema, reduza a burocracia e promova mais segurança jurídica aos contribuintes. A simplificação dos impostos e a unificação de normas e procedimentos são pontos essenciais para facilitar o ambiente de negócios, atrair investimentos e estimular o crescimento econômico no Estado.

Fonte: Governo PR

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No México, Viaje Paraná intensifica a promoção dos atrativos turísticos do Estado

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O trabalho de promoção, apresentação e atração de investimentos ao turismo paranaense em nível internacional segue a todo vapor. O Governo do Estado, por meio do Viaje Paraná – órgão de promoção comercial do setor –, está presente no Roadshow Festival Brasil, no México. Equipes do órgão participam das programações desde o início da semana, com foco em estreitar laços e abrir novos campos de mercado ao Paraná.

O evento itinerante já passou por duas localidades do país (Cidade do México e Guadalajara) e nesta quinta-feira (3) encerra a programação em Monterrey. O festival é uma oportunidade ao Paraná, que pode apresentar seus potenciais, atrativos e serviços ao trade mexicano, um dos mercados turísticos que mais cresce no mundo.

A participação do Viaje Paraná na programação internacional faz parte dos planos do Estado, que tem como foco atrair turistas e colocar o Paraná nos holofotes do turismo e do mercado mundial de viagens. Com mais de 130 milhões de habitantes, o México é um mercado em expansão, com viajantes que buscam novas experiências culturais, naturais e gastronômicas – todas encontradas em abundância no Estado.

“Estamos falando de um grande país, que também tem uma das maiores economias da América. Estar aqui e poder conversar, apresentar e introduzir ao mercado mexicano o quão atrativo é o Paraná, não tem preço”, disse Irapuan Cortes, diretor-presidente do Viaje Paraná. “Enquanto órgão de promoção, nossa expectativa é ampliar o nosso mercado, investindo no trade sul-americano, europeu e agora norte-americano, disseminando o grande potencial do turismo paranaense”.

RESULTADOS NA PRÁTICA – Em cada cidade, o Viaje Paraná realizou uma capacitação do trade mexicano sobre as potencialidades do Estado, sendo destaque em muitos momentos do evento. Foram apresentados potenciais turísticos, como Foz do Iguaçu (Oeste), Curitiba e o Litoral paranaense, além da sua diversidade cultural, natural e gastronômica.

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Adriana Goméz é gerente da empresa Imacop Internacional, de Guadalajara. Ela aprovou a capacitação e comentou que espera ver os destinos paranaenses configurando cada vez mais nas agências mexicanas. “Essa capacitação que tivemos sobre o Paraná foi muito interessante, porque pudemos aprender mais sobre Curitiba e outros destinos que não conhecíamos, com muitos atrativos e pontos turísticos chamativos. Eu espero que os viajantes se interessem por esses destinos e que as agências os incluam na oferta mexicana”, disse a mexicana.

“Estou muito feliz de conhecer os estados brasileiros. Nós mandamos muitos turistas ao Brasil e percebemos que o Paraná é um destino em potencial, pela localização, oferta e belezas. Eu adorei saber mais sobre o turismo de Curitiba e fiquei surpreso, porque não sabia que as Cataratas do Iguaçu ficavam nesse Estado. A capacitação foi muito eficiente”, disse Hermano Gomez, participante do evento, também de Guadalajara.

EM ALTA – O Road Show Festival no México tem como objetivo promover o Brasil como destino turístico tendência, atraindo operadoras de turismo, jornalistas, agentes de viagens e demais profissionais mexicanos especializados no setor.

A interação direta entre o trade turístico brasileiro e mexicano aumenta as oportunidades de vendas e parcerias comerciais no futuro. Em 2022, o número de turistas mexicanos no Brasil foi de 52.171, enquanto de janeiro a setembro de 2023 foram 52.725 visitantes e, no mesmo período de 2024, 63.872 viajantes.

“O México é um mercado em que as pessoas viajam muito, por isso a importância de estarmos aqui. Foz do Iguaçu é um dos focos da nossa apresentação para esse público, ao lado de Curitiba, muito pela configuração cosmopolita da Capital, porque os mexicanos buscam esse tipo de mercado, com alta gastronomia e boa oferta de hospedagens”, explicou Marcelo Martini, diretor de Operações e Segmentação Turística do Viaje Paraná.

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SEQUÊNCIA – De lá, a equipe do órgão de promoção comercial segue sua missão internacional, com foco no mercado norte-americano. Ela parte para Miami, nos Estados Unidos, onde acontece o Seatrade Cruise Global 2025, evento que promove o contato de destinos com as grandes operadoras náuticas e de navios de cruzeiro.

A programação é uma oportunidade de continuar negociações e conversas já iniciadas no Seatrade de 2024. Neste ano, devem ser apresentados novamente os potenciais do Litoral paranaense, que já contou com duas temporadas de cruzeiros e outras paradas feitas a parte.

Na semana passada, o navio Scenic Eclipse fundeou na Baía de Paranaguá, com mais de 200 turistas vindos dos Estados Unidos que tiveram a oportunidade de conhecer a Ilha do Mel. A embarcação é operada pela Royal Caribbean, grande empresa de navios de cruzeiros com sede em Miami, onde acontece o evento Seatrade.

Já as temporadas de navios de cruzeiros em Paranaguá aconteceram entre dezembro de 2023 e março de 2024 – com 16 paradas em que mais de 39 mil turistas foram recepcionados – e entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, quando foram movimentadas mais de 19 mil cruzeiristas, em oito paradas no Litoral do Paraná.

Fonte: Governo PR

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