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Recuperação da Graciosa tem frentes de trabalho em 4 km, inclusive com obras à noite

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A Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL) segue avançando nas obras de recuperação da Estrada da Graciosa (PR-410), atingida por escorregamentos de terra, rochas e árvores no começo do ano. Os pontos mais críticos já estão fora de perigo, sem risco de a pista centenária ceder. Os serviços são realizados por mais de 100 trabalhadores contratados de maneira emergencial pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR).

As frentes de trabalho atuam em quatro quilômetros, realizando serviços específicos para atender os diferentes danos. No km 7, onde o asfalto chegou a sofrer rachaduras devido ao rompimento da cortina de contenção ao lado da pista, foi realizado o jet grouting (injeção de nata de concreto) para estabilizar o talude e atualmente estão sendo feitas perfurações para instalação de tirantes metálicos na cortina e drenos longitudinais profundos. O local ainda vai receber reforço do solo, na sequência.

No km 8, ponto em que o escorregamento foi acima da pista, estão sendo finalizadas a instalação de drenos e da tela metálica de alta resistência no talude do meio, além da execução de canaletas e descidas d’água. Ainda será feita a escavação e regularização do talude mais próximo à pista.

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No km 11+200, outro ponto com danos abaixo da rodovia, estão sendo realizadas perfurações para instalação de grampos, e também já foi parcialmente instalada uma tela metálica para aplicação de concreto projetado. No km 11+600, acima da pista, está sendo feita terraplenagem do talude, com instalação de barreiras de concreto New Jersey para proteger a pista temporariamente.

Por último, no km 12, também com o dano acima da pista, foram realizados o grampeamento e instalação dos drenos em um dos taludes, enquanto o outro está recebendo os grampos metálicos, com as telas metálicas sendo preparadas. Também estão sendo executadas canaletas para drenagem. Tanto neste quilômetro quanto no km 8 será feita hidrossemeadura após instalação das telas metálicas.

O trecho permanece em operação pare-e-siga do km 7 ao km 8, e do km 11 ao km 12, com a rodovia permanecendo aberta o tempo todo, exceto em caso de chuvas fortes ou períodos prolongados de chuva, quando o trecho é interditado preventivamente.

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Devido às constantes tempestades dos últimos meses, bem como dificuldades operacionais da execução da obra, que incluem um bota-fora de materiais escavados distante do local dos serviços, e o tráfego de veículos permanente na rodovia, a recuperação da Graciosa deve se estender ao segundo semestre.

Frentes de trabalho noturnas atuam no km 8, km 11+200 e km 12, visando acelerar o andamento da obra, combinadas às atividades já realizadas durante o dia.

Fonte: Governo PR

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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