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Recomeço: projeto da Unicentro capacita mulheres vítimas de violência doméstica

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Um projeto de extensão desenvolvido na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) apoia mulheres vítimas de violência doméstica no processo de superação e recomeço. A trajetória para elas pode ser complexa porque, muitas vezes, também enfrentam barreiras sociais, econômicas e emocionais. O projeto de extensão Capacitação em Produtos de Panificação, Conservas e Doces foi criado e é desenvolvido pelo Departamento de Engenharia de Alimentos da Unicentro, em parceria com o Núcleo Maria da Penha de Guarapuava (Numape), também da universidade.

Contemplado em um edital da Vara de Execuções Criminais de Guarapuava, o projeto atenderá no total três turmas, de até 12 mulheres cada. Os recursos do edital propiciaram a compra de equipamentos e dos alimentos utilizados nas aulas, que são ministradas de forma voluntária por seis professores do departamento, e contam com o suporte de uma técnica formada e quatro acadêmicos. No dia 24 de fevereiro foi realizado o encerramento da segunda turma e teve início a terceira. Até agora 18 participantes saíram formadas, com direito a certificado, e mais 12 iniciaram uma nova jornada.

“Em conversa com o Numape nos foi explicado que as mulheres atendidas pelo Núcleo passam, muitas vezes, por problemas de agressão dentro de casa, violência doméstica, necessidades financeiras, problemas psicológicos. Pensamos em possibilita uma luz no fim do túnel, uma possibilidade de elas perceberem que podem gerar renda”, explica a coordenadora da ação extensionista, professora Roberta Letícia Krüger. “Esse é o nosso objetivo: estimulá-las a pensar em empreender, nem que seja em casa, mas que consigam gerar um recurso, melhorar a autoestima, mostrar que são capazes e que podem fazer o bem para elas próprias e para sociedade. Uma oportunidade de recomeçar”, afirma Roberta.

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“Para nós, do Numape, o que mais aparece é a questão da vulnerabilidade financeira, a dependência do parceiro”, complementa a psicóloga do Numape, Eliana Sutil. “O curso possibilita uma capacitação, uma forma de elas empreenderem e iniciarem a independência do marido, do parceiro. O Numape e o curso juntos são muito importantes, porque no mesmo momento em que elas seguem no projeto, nós continuamos com o apoio, acolhendo a mulher, dando atendimento psicológico e jurídico. Depois, o Numpae continua acompanhando, porque a ideia é que a mulher rompa o ciclo de violência e inicie uma nova história.”

O conteúdo do projeto engloba aulas teóricas e práticas, que envolvem processamento de alimentos e práticas de fabricação. A maior parte é de aulas de panificação (biscoitos, massas doces, massas para salgados, tortas, tortas salgadas, alguns salgadinhos) e algumas abordam doces derivados de hortaliças, como doce de abóbora, geleia de laranja e geleia de abacaxi. As últimas aulas são de processamento de vegetais. “A nossa primeira aula prevê uma palestra sobre empreendedorismo, para já acender uma luzinha na cabeça das mulheres, e também uma palestra sobre boas práticas de fabricação”, explica Roberta.

SONHO ANTIGO – Soidinei do Nascimento, que está começando o curso, já tinha afinidade com a área de produção de alimentos e o sonho de abrir seu próprio negócio estava sendo adiado por falta de oportunidade. “Eu tinha interesse, só que eu não tinha como pagar. Caiu do céu essa proposta da Unicentro. Quero abrir um negócio, quero aprender, fazer tudo o que eu conseguir. E não vou faltar, quero participar de todas as atividades para eu montar um negócio depois”, disse.

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Após a palestra de empreendedorismo, ela já sabe o que fazer em busca do negócio próprio. “Hoje foi a parte principal para nos mostrar, abrir a mente para amanhã ou depois saber onde a gente vai”, afirma Soidinei, já pensando no futuro empreendimento e, também, em repassar o conhecimento para as filhas. “Quero colocar todas as minhas filhas, vou ensinar elas. Hoje, quando faço qualquer massinha elas já estão junto, já são incluídas a aprender também, já gostam”.

Na outra ponta, Elisangela de Fátima dos Santos está encerrando a capacitação. “Gostei, se tiver oportunidade de continuar com outros cursos, eu vou tentar”. Com afinidade com a área da panificação, Elisangela garante que aprimorou sua especialidade, além de se capacitar em novas áreas. “Eu não tinha conhecimento sobre as conservas. Semana passada foi feito processamento de alimentos, dessa parte eu não conhecia. A manutenção de alimentos é bem complicadinha para a gente pegar cada passo, tem coisas que a gente não sabe”, avalia ela, que também tem em mente abrir seu próprio negócio ou conquistar um emprego na área.

SUPORTE – Durante o curso, as mulheres com filhos de 4 a 10 anos e que não estão no período escolar podem contar com o apoio da Brinquedoteca da Unicentro e com transporte realizado pela Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres de Guarapuava. “Com o êxito do projeto e com o retorno positivo das participantes, o futuro do curso de capacitação é promissor. “Nós temos mais um projeto aprovado nesse sentido. A gente está equipando o laboratório para poder ofertar novas turmas”, conclui a professora Roberta.

Fonte: Governo do Paraná

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Estado incentiva inscrições para 2ª Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia

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Estão abertas as inscrições para a 2ª edição da Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia (Obict), competição de conhecimentos específicos na área voltada para alunos desde o primeiro ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio ou Ensino Médio Técnico das redes públicas e privadas de todo o País.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de forma online pelo site www.obict.com.br/ ou pelo aplicativo Olímpico, disponível para os sistemas iOS e Android, até o dia 14 de abril, às 22h. As inscrições podem ser feitas pelos professores responsáveis das instituições de ensino, quanto de forma avulsa pelos alunos interessados.

Na primeira edição da Obict, o Paraná já demonstrou ser uma potência na competição. Além de ser o Estado com mais inscritos em todo o País (3.118 de 36.500 alunos), três estudantes do município de Borrazópolis, no Vale do Ivaí, conquistaram medalhas de ouro.

Para o secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, o Paraná tem todos os recursos para se destacar novamente na segunda edição da Olimpíada. “Vamos fazer um trabalho muito forte em conjunto com outras secretarias, principalmente a de Educação, para que nossos alunos participem ativamente da competição e que neste ano possam ter ainda mais alunos sendo premiados”.

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Os medalhistas de ouro, Gabriel Telles, João Paulo Machado Filho e Kauê dos Santos, cursam o 1º ano do Ensino Médio no Colégio Estadual José de Anchieta, mas foram premiados na categoria Ensino Fundamental, pelo desempenho nas provas aplicadas em 2024, quando então estavam matriculados na Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, também em Borrazópolis.

“Os estudantes paranaenses têm se destacado em competições como a Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia, e isso é fruto de um trabalho contínuo direcionado à inovação e à inclusão de componentes curriculares como programação e robótica nas escolas paranaenses. Você que é estudante da rede estadual, inscreva-se na olimpíada, e você, professor, incentive seus estudantes a participarem. Vamos, juntos, mostrar a qualidade da educação paranaense para todo o Brasil”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

COMO FUNCIONA – A Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia será dividida em quatro fases, sendo as duas primeiras de forma online e as duas últimas, presenciais. A primeira fase é a online e acontece entre os dias 2 e 14 de abril, com uma prova que utiliza recursos multimídia e com possibilidade de consulta. A segunda está prevista para entre os dias 21 e 27 de abril, também no formato online, mas sem possibilidade de consulta.

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A terceira etapa, marcada para 30 de maio, será presencial e aplicada em diversos polos ao redor do Brasil. A quarta e última fase também acontece de forma presencial, com data e local a serem divulgados pela organização da competição.

São quatro categorias: Júnior, para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental; Sênior, para alunos do Ensino Médio e Técnico; a categoria livre, aberta para adultos e familiares acompanharem e incentivarem os jovens, e por fim a categoria para estudantes de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, novidade da segunda edição da Obict.

A inclusão da nova categoria visa estimular desde cedo o interesse de crianças pelos estudos em ciência, tecnologia e inovação, além do espírito competitivo. Todos os alunos inscritos recebem certificados de participação, e os melhores colocados recebem uma medalha exclusiva ao final da competição.

Fonte: Governo PR

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