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Projetos de trabalho no sistema prisional do Paraná são pauta em fórum da União

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Os projetos laborais de sucesso, desenvolvidos pela Polícia Penal do Paraná (PPPR), focados na ressocialização de pessoas privadas de liberdade, foram apresentados no VIII Fórum Nacional das Transferências e Parcerias da União, realizado em Brasília, nesta quarta-feira (14). O tratamento penal humanizado e reintegrativo do sistema prisional paranaense visa desenvolver ações de ocupação focadas na restauração de sua cidadania. Hoje, cerca de 30% da população carcerária total do Paraná encontra-se ativa. Já nas Unidades de Progressão, uma das principais iniciativas de ressocialização, 100% das pessoas privadas de liberdade trabalham.

A maior parte dos programas de trabalho do sistema prisional do Paraná é desenvolvida em conjunto com órgãos públicos municipais e estaduais. Atualmente, a PPPR possui 90 convênios com prefeituras e 20 convênios com órgãos estaduais. Os projetos têm o objetivo de, atraves do trabalho, incentivar a transformação da conduta do indivíduo e gerar uma menor probabilidade de retorno à criminalidade.

“Hoje temos diferentes projetos que propiciam benefícios diretamente à sociedade, além de garantir um salário mínimo ao apenado e redução de pena”, ressalta o diretor-geral da Polícia Penal do Paraná, Osvaldo Messias Machado. “Com esse modelo de tratamento penal, tanto nas unidades de progressão quanto nas unidades regulares, o Paraná tem sido referência no Brasil na área do sistema prisional, incentivando parcerias governamentais, a plena ressocialização de pessoas privadas de liberdade e o apoio à comunidade através de políticas públicas”, complementa Machado.

PROJETOS – Entre os projetos apresentados durante o Fórum estão o “Mãos Amigas”, parceria com o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) e a Secretaria da Segurança Pública (Sesp). Existente desde 2012, é destinado a apenados de regime fechado, semiaberto e monitoração eletrônica, para a execução de serviços de manutenção, conservação e reparo de escolas e patrimônios públicos.

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O “Banco de Alimentos – Comida Boa” é outro grande projeto de sucesso, realizado em parceria com a Central de Abastecimento do Paraná (Ceasa), destinado a apenados em monitoração eletrônica. A iniciativa visa ofertar alimentos às pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar através da coleta dos produtos não comercializados pelos atacadistas e produtores rurais nas unidades da Ceasa/PR.

CAPACITAÇÃO – Além disso, a Polícia Penal do Paraná já ofertou diferentes projetos de capacitação profissional e implementação de oficinas permanentes, através de parcerias com órgãos públicos e privados, nas áreas de panificação, costura, serralheria, confeitaria, entre outros. No ano passado, foram adquiridas 10 máquinas de fabricação de artefatos de concreto e desenvolvidos 24 cursos de qualificação para as oficinas. Neste ano, com a suplementação de verbas, mais oficinas serão instaladas.

O chefe da Divisão de Produção e Desenvolvimento da Polícia Penal do Paraná, Boanerges Boeno Filho, é o responsável por auxiliar no desenvolvimento e supervisão dos projetos laborais do sistema. Ele ressalta a importância da participação da PPPR em eventos nacionais. “É importante a oportunidade de demonstrar as ações positivas que realizamos através da mão de obra de pessoas privadas de liberdade no Paraná. Com isso, podemos incentivar a ampliação desse tipo de iniciativa em outros estados, além de captar mais recursos federais para aumentar nossa escala de reeducandos inseridos em setores de trabalho”, destaca.

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FÓRUM – O evento é promovido pela Secretaria de Gestão e Inovação, através do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), e começou terça-feira (13) e segue até esta quinta (15). Neste ano, o tema é “Parcerias e diálogos para melhoria da governança e gestão das políticas públicas”. O principal objetivo é fortalecer a governança, a melhoria da gestão e do controle das parcerias do Governo Federal, além de apresentar inovações empreendidas, experiências e boas práticas dos órgãos estaduais no âmbito das transferências de recursos públicos.

O secretário da gestão e inovação do MGI, Roberto Pojo, afirma que o evento é voltado à troca de conhecimentos entre autoridades administrativas, sendo fundamental para alcançar bons resultados na oferta de políticas públicas. “Este projeto é baseado na confiança estabelecida entre o Governo Federal, representantes dos estados e municípios, que abarca todos os aspectos necessários para que as autoridades da ponta tenham a capacidade e a disponibilidade de fazer a entrega da política pública”, disse ele.

A ministra da Gestão e da Inovação em serviços públicos, Esther Dweck, salienta que um dos focos da pasta é cultivar as relações federativas, para desenvolver a gestão pública: “As ações do MGI não podem ser somente no âmbito federal mas também devem ser pensadas no âmbito estadual e municipal, dado que grande parte das políticas públicas são executadas por meio de transferências e parcerias da União. Sem essa parceria constante não temos uma efetiva gestão pública.”

Fonte: Governo PR

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Estado incentiva inscrições para 2ª Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia

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Estão abertas as inscrições para a 2ª edição da Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia (Obict), competição de conhecimentos específicos na área voltada para alunos desde o primeiro ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio ou Ensino Médio Técnico das redes públicas e privadas de todo o País.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de forma online pelo site www.obict.com.br/ ou pelo aplicativo Olímpico, disponível para os sistemas iOS e Android, até o dia 14 de abril, às 22h. As inscrições podem ser feitas pelos professores responsáveis das instituições de ensino, quanto de forma avulsa pelos alunos interessados.

Na primeira edição da Obict, o Paraná já demonstrou ser uma potência na competição. Além de ser o Estado com mais inscritos em todo o País (3.118 de 36.500 alunos), três estudantes do município de Borrazópolis, no Vale do Ivaí, conquistaram medalhas de ouro.

Para o secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, o Paraná tem todos os recursos para se destacar novamente na segunda edição da Olimpíada. “Vamos fazer um trabalho muito forte em conjunto com outras secretarias, principalmente a de Educação, para que nossos alunos participem ativamente da competição e que neste ano possam ter ainda mais alunos sendo premiados”.

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Os medalhistas de ouro, Gabriel Telles, João Paulo Machado Filho e Kauê dos Santos, cursam o 1º ano do Ensino Médio no Colégio Estadual José de Anchieta, mas foram premiados na categoria Ensino Fundamental, pelo desempenho nas provas aplicadas em 2024, quando então estavam matriculados na Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, também em Borrazópolis.

“Os estudantes paranaenses têm se destacado em competições como a Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia, e isso é fruto de um trabalho contínuo direcionado à inovação e à inclusão de componentes curriculares como programação e robótica nas escolas paranaenses. Você que é estudante da rede estadual, inscreva-se na olimpíada, e você, professor, incentive seus estudantes a participarem. Vamos, juntos, mostrar a qualidade da educação paranaense para todo o Brasil”, afirmou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

COMO FUNCIONA – A Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia será dividida em quatro fases, sendo as duas primeiras de forma online e as duas últimas, presenciais. A primeira fase é a online e acontece entre os dias 2 e 14 de abril, com uma prova que utiliza recursos multimídia e com possibilidade de consulta. A segunda está prevista para entre os dias 21 e 27 de abril, também no formato online, mas sem possibilidade de consulta.

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A terceira etapa, marcada para 30 de maio, será presencial e aplicada em diversos polos ao redor do Brasil. A quarta e última fase também acontece de forma presencial, com data e local a serem divulgados pela organização da competição.

São quatro categorias: Júnior, para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental; Sênior, para alunos do Ensino Médio e Técnico; a categoria livre, aberta para adultos e familiares acompanharem e incentivarem os jovens, e por fim a categoria para estudantes de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, novidade da segunda edição da Obict.

A inclusão da nova categoria visa estimular desde cedo o interesse de crianças pelos estudos em ciência, tecnologia e inovação, além do espírito competitivo. Todos os alunos inscritos recebem certificados de participação, e os melhores colocados recebem uma medalha exclusiva ao final da competição.

Fonte: Governo PR

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