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Projeto universitário oferece orientação sobre progressão a custodiados de Foz do Iguaçu

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Ocorreu nesta segunda-feira (15) o quarto e último encontro do projeto de extensão universitário Sonho de Liberdade, na Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu, no Oeste. A iniciativa foi criada pelo curso de Direito da Uniamérica com o objetivo de preparar pessoas privadas de liberdade (PPL) em regime fechado com orientações sobre monitoração eletrônica, que é um benefício de progressão de regime.

O projeto oferta direcionamentos sobre reinserção no mercado de trabalho, atendimento de órgãos auxiliares para confecção de documentos, orientações sobre órgãos fiscalizadores de medidas restritivas e de assistência social, entre outros.

Os detentos são orientados para o uso da tornozeleira eletrônica, como características dos equipamentos, regras de uso e direitos e deveres da pessoa monitorada. Para isso, tiveram o apoio de policiais penais da Divisão de Monitoração Eletrônica, em especial do Posto de Monitoração Eletrônica da Região 9 – PAM R9. Também são distribuídas cartilhas e material de apoio com todas as informações.

O diretor-adjunto da Polícia Penal do Paraná (PPPR), Mauricio Ferracini, ressalta que, além das atividades relacionadas à custódia dos presos e questões de tratamento penal, a instituição também tem o dever de trabalhar a monitoração eletrônica e, consequentemente, dar a devida assistência aos monitorados.

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“Por isso, entendemos que esse projeto vai ao encontro dos objetivos da Polícia Penal do Paraná e da Divisão de Monitoramento Eletrônico, pois fornece informações equilibradas e adequadas aos presos que estão próximos à progressão de regime semiaberto harmonizado. Isso oferece mais segurança e efetividade ao sistema de monitoração eletrônica”, afirma.

O projeto de extensão tem a coordenação do professor William Vieira Costa Zonatto, que também é policial penal. Segundo ele, o projeto Sonho de Liberdade é a concretização do que prevê a Lei de Execução Penal em relação à cooperação da comunidade na execução da pena. “No caso, a começar pela comunidade acadêmica, formadores de opinião que são os primeiros a desenvolverem projetos com propostas reais para os problemas existentes”, afirma.

O projeto possui dois mentores que atuam na consultoria. São eles o policial penal coordenador do Escritório Social de Foz do Iguaçu, Daniel Rodrigo da Silva, e a integrante do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e de Socioeducação do Tribunal de Justiça do Paraná, Adriana Accioly.

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O policial penal Marcos Alexandre de Jesus, que atua na monitoração eletrônica, afirma que o procedimento é atualmente um importante instrumento dentro do tratamento penal. “Isso porque garante o cumprimento da lei com a progressão de regime, sendo do interesse público pelo princípio da economicidade, além de ter um caráter humanizador da pena, pois permite ao egresso o convívio familiar, a continuidade nos estudos e trabalho”, completa.

O projeto de extensão tem um caráter contínuo e será desenvolvido pelos acadêmicos no segundo trimestre deste ano. “O projeto possui uma essência muito relevante que visa proporcionar às pessoas privadas de liberdade o exercício pleno da cidadania, por isso objetivamos que tenha continuidade para atingir o máximo de detentos possível”, diz a aluna Ísis Frasson Monteiro de Barros, também uma das idealizadoras do projeto.

Fonte: Governo PR

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Escolas do Paraná que ofertam tempo integral recebem mais 3 mil kits de robótica

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Mais 100 escolas estaduais de todas as regiões do Paraná que ofertam educação em tempo integral estão recebendo do Governo do Estado, ao longo deste mês, 3 mil kits de robótica. Com essa entrega, chega a 23 mil o número de kits distribuídos às unidades paranaenses desde 2021.

“Com essa nova remessa, reforçamos mais uma vez que na rede estadual a inovação. A programação e a robótica estão lado a lado com o conteúdo pedagógico”, diz o secretário estadual da Educação, Roni Miranda. “É exatamente isso que temos buscado nas mais de 2 mil escolas da rede do Estado. É muito bom saber que os alunos que passam mais tempo na escola podem desenvolver mais e mais habilidades”.

O investimento nessa nova leva de kits foi de R$ 1,8 milhão, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), destinados ao programa Escola em Tempo Integral, uma parceria do Ministério da Educação com a Secretaria da Educação do Paraná.

Entre os componentes eletrônicos estão  adaptadores de Wi-Fi, pilhas, baterias, displays, fitas de led, minisensores e resistores. Uma série de circuitos eletrônicos de comandos e peças que são utilizadas durante as aulas de Programação, Pensamento Computacional e Robótica, todas inseridas na grade curricular das escolas estaduais.

INVESTIMENTOS – Atualmente, mais de 160 mil alunos da rede têm acesso a práticas de robótica. O componente de programação chega a cerca de 500 mil estudantes de escolas estaduais. Os números foram alcançados após os investimentos de mais de R$ 30 milhões na compra dos kits – 2.577 unidades em 2021 e 18.380 no ano seguinte.

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Foi por meio do aprendizado nas aulas de Robótica que um grupo de alunos do Ensino Fundamental do Colégio Estadual Vereador José Balan, de Umuarama, construiu um protótipo de robô autônomo para auxílio no combate ao Aedes aegypti em sala de aula. A iniciativa dos estudantes é um exemplo de como a introdução da tecnologia no processo de ensino e aprendizagem na rede estadual de ensino faz a diferença na formação dos jovens, estimulando a inovação e o empreendedorismo.  

Outro robô, desenvolvido por alunos do município de Toledo, na região Oeste do Paraná, auxilia na locomoção de pessoas com deficiência visual. Participaram deste projeto alunos do Ensino Médio do Colégio Estadual Cívico Militar Frentino Sackser, sob o olhar atento do professor de Robótica Willian Joel Monteiro.

A ideia foi justamente construir um protótipo inicial de robô-guia utilizando sensores ultrassônicos, que fazem parte do kit de robótica para a detecção de barreiras, e um módulo player mini fornecendo feedback auditivo para informar o usuário sobre a presença e localização de obstáculos de forma precisa e intuitiva.

“Esse protótipo visa proporcionar uma solução acessível e complementar às ferramentas tradicionais, como bengalas e cães-guia, com potencial para aprimorar a autonomia e segurança dos deficientes visuais”, aponta o docente.

OUTROS EXEMPLOS – O forte investimento da Secretaria da Educação do Paraná na área da robótica tem angariado bons resultados  para os alunos da rede estadual, que ganham destaque ao se classificarem em competições nacionais, como as de luta de robôs construídos por estudantes. Caso da equipe de robótica do Colégio Estadual Pedro Boaretto Neto, de Cascavel, que participou, em julho do ano passado, da Campus Party, um dos maiores eventos de tecnologia e inovação do mundo, realizado em São Paulo.

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Um grupo de Maringá, no Noroeste, utilizou os conhecimentos da matéria de Pensamento Computacional para transportar a escola para dentro de um jogo de computador, em que a instituição se tornou um cenário distópico para uma luta contra zumbis, que supostamente, pretendiam atacar o ambiente escolar. 

REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA – Com a conexão de internet por fibra ótica na maior parte das escolas paranaenses, ampliou-se não apenas o ensino da Robótica e Programação, mas também o uso dos recursos digitais educacionais, como o Redação Paraná, que desenvolve a escrita nos  gêneros textuais e temas atuais; o Leia Paraná, de leitura digital com mais de 300 mil títulos lidos em 2024.

Outros recursos são o Matemática Paraná, com 30 milhões de atividades realizadas; o Inglês Paraná, com mais de 6 milhões de atividades concluídas; o Desafio Paraná e a Prova Paraná Digital, que neste ano chegou a  230 mil estudantes dos 8º e 9º anos com quase sete milhões de questões respondidas.

Fonte: Governo PR

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