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Projeto de esporte apoiado pelo BRDE beneficia 2 mil alunos de famílias vulneráveis

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Cerca de 2 mil alunos são atendidos pelo projeto “O Esporte é Para Todos”, ação realizada pelo Marista Escolas Sociais, com apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), por meio da Lei de Incentivo ao Esporte (11.438/06). Os alunos são de famílias de baixa renda e o projeto busca estimular hábitos que contribuam para o desenvolvimento da educação integral destes jovens.

Os recursos repassados pelo BRDE via incentivo fiscal possibilitaram a aquisição de equipamentos e materiais esportivos, distribuídos a dez unidades do Marista Escolas Sociais em Curitiba, Ponta Grossa, Almirante Tamandaré e Cascavel. O projeto também atende crianças e adolescentes de São Paulo e Santa Catarina.

O Marista Escolas Sociais, que faz parte da Rede Integrada de Educação Básica do Brasil Marista, oferta educação básica gratuita para alunos de baixa renda. “O Esporte é Para Todos” preconiza o esporte no ambiente educacional, considerando que a prática de exercícios físicos possibilita o desenvolvimento de aspectos intelectuais, emocionais, sociais e culturais. São ofertadas aulas gratuitas para aproximadamente 7.500 crianças e jovens, entre 1 e 18 anos de idade, de famílias em situação de vulnerabilidade social

“O cenário de sedentarismo nos jovens é muitas vezes gerado pela falta de espaços e acesso a ações esportivas estruturadas. Graças ao apoio do BRDE foi possível não só qualificar práticas esportivas já existentes nas unidades, como também viabilizamos a diversificação da oferta de modalidades”, explicou o coordenador de projetos e captação de recursos da Rede Integrada de Educação Básica do Brasil Marista, Rodolfo Schneider.

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“A qualificação e a diversificação contribuem diretamente para ampliar o interesse e a permanência de crianças, adolescentes e jovens junto a estas práticas. A oferta de equipamentos e materiais novos influenciam no aprendizado das técnicas, no interesse e no desempenho dos alunos. Já a diversificação possibilita que os diferentes interesses dos educandos, possam ser acolhido, facilitando a decisão pela prática esportiva”, complementou.

O aporte recebido via Lei de Incentivo Fiscal, também possibilitou a contratação de nove profissionais de Educação Física, em conjunto com outros professores já atuantes nas sedes. São oferecidas aulas nas modalidades de atletismo, basquete, ginástica, futebol de salão, futebol society, jiu jitsu, judô, karatê, tênis de mesa, vôlei e xadrez para os alunos atendidos. As atividades extracurriculares ocorrem ao menos duas vezes por semana para cada modalidade, em todas as escolas.

O aluno Gabriel Ferreira de Lima, de 14 anos, conta que as atividades tiveram grande impacto em sua rotina. “Antes do projeto eu não tinha contato com esportes, mas percebi que isso ia fazer diferença. Eu era um pouco sedentário, graças a esse projeto até minha coordenação motora está melhor e eu sinto que consigo socializar mais”, disse.

Em Ponta Grossa, os alunos participaram dos Jogos da Primavera, no segundo semestre de 2022, promovido pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Entre as premiações, conquistaram medalhas de ouro e prata no atletismo, medalha de bronze na natação e ouro e prata no tênis de mesa.

“O incentivo ao projeto possibilitou melhorias na prática das atividades. O esporte ensina sobre cooperação, proatividade e trabalho em equipe”, revelou a diretora da Escola Social Marista, Daniela Aparecida do Nascimento. “A atividade física durante o período escolar possibilita ao aluno um hábito de vida mais saudável, além de contribuir com a disciplina, foco e saúde mental, por isso as práticas são tão importantes dentro das escolas”.

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BEM-ESTAR SOCIAL – A cada ano, o BRDE direciona parte de seu imposto aos proponentes de projetos aprovados para captação de recursos por meio das leis de isenção fiscal, via Fundos da Infância e da Adolescência; com contexto no Estatuto do Idoso e Fundo Nacional do Idoso; Lei de Incentivo ao Esporte; Lei do Audiovisual; e Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). O objetivo é fomentar ações que estimulem a economia e projetos sociais que são realizados por entidades não governamentais ou iniciativa privada.

“O BRDE tem como ideal, o desenvolvimento social e econômico da região onde atua, sendo assim, o banco apoia e acompanha projetos que tenham como objetivo promover as atividades no meio cultural e esportivo e de inserção social tanto de idosos quanto crianças e jovens”, comentou o presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski. “É uma contrapartida para a sociedade, com o bom uso da renúncia fiscal e os impostos destinados a áreas tão significativas para o bem-estar social”.

Em breve, o BRDE deve lançar uma cartilha digital, a fim de explicar passo a passo como empresas podem aderir a Lei de Incentivos Fiscais, de forma didática e desmistificando esse processo que colabora com segmentos tão diversos e socialmente importantes.

Fonte: Governo do Paraná

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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