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Programa Porto em Ação é retomado com oferta de serviços a mais de 300 caminhoneiros

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A primeira edição do ano do Porto em Ação ofertou diversos serviços gratuitos a cerca de 350 caminheiros que aguardavam para descarregar grãos e farelos, nesta quinta-feira (9), no Pátio Público de Triagem do Porto de Paranaguá. O programa é organizado e coordenado pela empresa Portos do Paraná.

Com apoio de diversas entidades, os transportadores tiveram acesso a serviços de saúde, como aferições, vacinação e até odontologia, além de muita informação e orientação, principalmente sobre trânsito, meio ambiente e segurança. Havia também uma ouvidoria itinerante à disposição.

Para o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o projeto é uma oportunidade de o porto estar mais próximo e dar atenção especial aos caminhoneiros. “Esses milhares de trabalhadores vivem em trânsito, nas rodovias. O programa Porto em Ação possibilita conceder a esses profissionais uma oportunidade de, enquanto esperam, aproveitar para cuidar da saúde”, afirma.

Atualmente, a média diária de caminhões que passa pelo Pátio de Triagem de Paranaguá é de 1.200 veículos, número que deve dobrar em março, com a chegada da nova safra de soja.

Alessandro Conforto, coordenador de Pátios da Portos do Paraná, ressalta que o evento demonstra respeito e reconhecimento a esses trabalhadores. “Muitas vezes, esses profissionais do volante se sentem desprestigiados. Aqui é diferente. Eles recebem gratuitamente vacina, atendimento odontológico, aferição de pressão, teste de glicemia, ente outros serviços”, completa.

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Ainda de acordo com o coordenador, o Porto em Ação complementa toda a estrutura que o pátio já oferece. “Aqui temos banheiros limpos e higienizados, com chuveiros disponíveis para homens e mulheres, academia ao ar livre, além de local seguro para essa espera”, explica.

Segundo a ouvidora da Portos do Paraná, Mirella Ferreira Costa, essa ação é uma ótima oportunidade para escutar as sugestões, reclamações e solicitações dos caminhoneiros. “Eles são um dos pilares mais importantes da nossa economia, é uma determinação da atual gestão para que tenhamos esse olhar sensível aos caminhoneiros, porque eles são muito importantes para a Portos do Paraná”, afirma.

Renato Rodovalho Borges, chefe do Núcleo de Policiamento e Fiscalização, parte operacional da Delegacia Metropolitana da Polícia Rodoviária Federal (PRF), destaca a relevância do projeto. “Esses caminhoneiros carregam os caminhões nas costas, com a produção do País. Tudo que puder trazer mais conforto para eles é válido proporcionar. Entre nossas funções, verificamos se existem empresas que estão sobrecarregando esses profissionais, imponto uma jornada que coloca a vida deles em risco e a de terceiros também”, acrescenta.

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O caminhoneiro Felipe Pereira Gorski, de Campo Largo, que levou soja ao porto, aprovou as ações. Aproveitei todos os serviços: aferi pressão, medi diabete, fui no dentista, tomei café, só não tomei vacina, essa está em dia. É a primeira vez que vejo evento assim em um porto”, afirma.

Peterson Matias, do Mato Grosso do Sul, era um dos mais integrados. “Participei de tudo. Peguei uns brindes, aferi a diabete, a pressão, tomei vacina, conversei com os policiais, tudo certo”, declara. “Para nós é 10 encontrar todo esse apoio”.

NOVAS EDIÇÕES – Para 2023, outras cinco edições do Porto em Ação já estão programadas – 6 de abril, 6 de junho, 10 de agosto, 5 de outubro e 7 de dezembro.

PARCEIROS – Com coordenação da Portos do Paraná, somaram-se ao evento a Ouvidoria e a Gerência de Segurança e Saúde no Trabalho da empresa pública, a Prefeitura de Paranaguá (com o ônibus da vacina e do Odontomóvel), o Serviço Social do Transporte e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat), o Instituto Global Saúde, a CIA Ambiental, Polícia Militar do Paraná, Polícia Rodoviária Federal, Guarda Civil e Guarda Portuária.

Fonte: Governo do Paraná

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Sanepar resgata animais e faz replantio de vegetação na Barragem Miringuava

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) realiza desde janeiro o resgate da flora e fauna na Barragem Miringuava, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mais de 300 animais foram resgatados, realocados ou afugentados. São cerca de 30 profissionais atuando no resgate, entre veterinários, biólogos, engenheiros florestais e técnicos.

Com capacidade para 38,2 bilhões de litros, o reservatório teve a desocupação da área verde autorizada em setembro de 2024 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e licença emitida pelo IAT (Instituto Água e Terra). Estudos prévios à obra identificaram as principais espécies de vegetação e animais da região para preservar a fauna e a flora. 

Até agora, cerca de 30 hectares da área a ser inundada já tiveram a vegetação suprimida. Além disso, também está em andamento a execução dos novos acessos no entorno do futuro reservatório.

PROTEÇÃO E COMPENSAÇÃO AMBIENTAL – No entorno da futura represa são realizadas ações de recuperação e enriquecimento ambiental. As áreas antes usadas para pastagens e agricultura são restauradas com mudas de árvores nativas da região. No interior do reservatório são resgatados outros animais e plantas e realocados para áreas mais vegetadas. 

Com o trabalho, além de recuperar a área, a Sanepar possibilita uma compensação ambiental superior ao que será suprimido pela barragem. Com a medida, a Companhia compensará em torno de 700 hectares. Isso corresponde a uma área 62,6% maior à que será utilizada para a reserva de água. Ao todo, o reservatório ocupará 430,6 hectares.

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O engenheiro florestal da Sanepar Aurélio Lourenço Rodrigues explica que a região é rica em vegetação e abriga desde espécies comuns, como variações de orquídeas, até raras, como os xaxins. Essas espécies são fixadas em outras árvores ou no próprio solo, o que garante a manutenção da biodiversidade destes grupos.

Rodrigues destaca que a prioridade é a preservação das espécies em risco de extinção. “O trabalho precisa ser minucioso. Embora o abastecimento de água seja de grande interesse público, ele causa impacto. Nosso papel é minimizá-lo, garantindo proteção e sobrevida às espécies mais raras após a implantação do reservatório.”

CUIDADO DE ANIMAIS SILVESTRES –  Além dos animais realocados para as áreas de soltura, foram 75 animais afugentados, quando é feito o acompanhamento daqueles que se deslocam naturalmente, e 62 atendimentos veterinários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) e na base de atendimento móvel. Outros 12 animais foram destinados ao Museu de História Natural para fins científicos. Os principais animais resgatados são anfíbios e répteis, como cobras e sapos.

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A bióloga e gestora socioambiental da Sanepar, Ana Cristina Rego Barros, explica que a equipe avalia a condição dos animais resgatados. “Se ele está em condição física e a comportamental íntegra, retorna para as áreas de soltura. Quando se observa algum ferimento, ele é atendido pela equipe de veterinários, avaliado, tratado e depois realocado.” 

Ana Cristina explica que as cobras peçonhentas, sobretudo as jararacas, abundantes na região, são encaminhadas ao Centro de Produção de Imunobiológicos (CPPI), instituição ligada à secretaria estadual da Saúde, para a produção de soro antiofídico. Isso porque a sua soltura na região pode oferecer risco aos moradores.

Antes do corte das árvores, as equipes também fazem a coleta de colmeias de abelhas nativas sem ferrão e as realocam para o Núcleo de Conservação de Abelhas Nativas. Atualmente, são monitoradas nove colmeias.

“Todo o trabalho é feito em conjunto e simultaneamente com o trabalho de supressão da flora. A área que será suprimida em um determinado momento, passa por vistoria prévia pelas equipes de resgate, que atuam buscando as plantas de interesse para a realocação, como as ameaçadas de extinção e vestígios da fauna para afugentamento e resgate”, destaca a especialista.

Relembre o início das obras da última etapa da Barragem do Miringuava AQUI.

Fonte: Governo PR

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